Colocado em 21. Junho 2015 In Segundo século

Três perguntas… sobre Schoenstatt do segundo século da Aliança de Amor (24)

Hoje responde: P. Alberto E. Eronti, Florencio Varela, Argentina, Padre de Schoenstatt da primeira geração em Argentina •

Passado meio ano de peregrinar pelo segundo século da Aliança de Amor… Como sonha este Schoenstatt no seu ser, no seu estar na Igreja e no mundo, e na sua tarefa?

Se o primeiro século de Schoenstatt, como alguns afirmam, foi o tempo da fundação, da estruturação e da consolidação; ao menos no início do segundo século deveremos acentuar mais a dimensão carismática e missionária da Família. Deveria ser um século de expansão (“ir às periferias”, diria o Papa Francisco).

A expressão “Schoenstatt em saída”, não há de ser uma mera frase ou um lindo lema, há de ser uma urgência. Se São Paulo escreveu: “o amor de Cristo nos constrange”; nós deveríamos dizer: “a Aliança de Amor nos constrange”.

Para chegar a cumprir este sonho, o que temos que evitar ou deixar?

O que temos que evitar é “apagar o Espírito”. Quer dizer, o perigo está em acentuar tanto o conhecido que percamos docilidade ao “novo do Espírito”. Vi muitas comunidades de Igreja que começaram com força e se diluíram por ser incapaz de adequar sua missão ao tempo. Isto nos pede uma sadia capacidade crítica e uma esperança imensa.

Para chegar a cumprir este sonho, que passos concretos devemos dar?

Schoenstatt nasce como um Movimento carismático, sua força foi envolvente nas primeiras décadas. A “secreta idéia predileta” do Padre Kentenich encontrou mentes e corações que a assumiram e a estruturaram projetando-a.

O Papa faz referência a que um dos perigos da Igreja e de suas comunidades, é a “auto-referencialidade”. Isto é o que fez de muitas fundações verdadeiros “clubes” de espiritualidade, mas não forças missionária. Em cem anos o mundo sofreu uma mudança abismal (“epocal”, chamava o Padre Kentenich), a Igreja como se viu é chamada e exigida a uma adequação. Os Movimentos e as Novas Comunidades são a última grande ação do Espírito em função dos tempos novos.

Nas palavras do Fundador, “havemos de buscar a guerra”. Quer dizer, havemos de ir à frente de batalha -como os primeiros congregados- para viver, anunciar e oferecer a Aliança de Amor com Maria a todos. Nesta estratégia, os Santuários haverão de ser “as capitais da Nova Evangelização, a Campanha da Mãe Peregrina, a fonte de graça pelos caminhos do mundo, e as comunidades da Família, sua alma. Nas palavras do Padre Kentenich: “Vão e incendeiem o mundo” com o fogo do amor, da Aliança de Amor.

Original: Espanhol – Tradução: Lena Ortiz, Ciudad del Este, Paraguay

 

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