Colocado em 18. Julho 2015 In Segundo século

Três perguntas… sobre o Schoenstatt do segundo século da Aliança de Amor (34)

Hoje contesta Otávio Cezarini Ávila, atualmente vive em Curitiba (Brasil) e é relações públicas. Na arquidiocese contribui na Pastoral dos Migrantes e acompanha à distância a Juventude Masculina de Ibiporã •

A meio ano de peregrinarmos pelo segundo século da Aliança de Amor…Como sonha este Schoenstatt no seu ser, no seu estar na igreja e no mundo, e na sua tarefa?

Sonho com um Schoenstatt que renove seu compromisso com a cultura da aliança, reafirme seu carisma de vínculos e aumente seu compromisso com a Igreja. Mais do que um apoio ao Papa, um apoio à igreja local, em suas dimensões pastorais. Este é o meio mais eficaz para estarmos juntos aos pobres, os prediletos do Evangelho. Contudo, não acredito apenas em um olhar piedoso, de ajuda, mas é necessário incorporá-los ao próprio ser do Movimento. Somos um Movimento de educação, não somos? Pois então, acredito que é preciso incorporarmos a todos na pedagogia de Schoenstatt e deixarmos, por sua vez, que ela seja tocada também por estas novas realidades. O mundo precisa do Movimento, mas o Movimento precisa estar em movimento. Este jogo de palavras é reflexo de uma mente que tem sonhado muito com o espírito de solidarismo ardendo nos corações dos schoenstattianos. Ardemos ou somos indiferentes?

Para chegarmos a cumprir este sonho, que temos que evitar ou deixar?.

Primeiro olhar a novidade que é Francisco. A realidade da moral sexual é um fato na Igreja, apoiada pelo Papa, mas porque insistimos em nossas reuniões e conversas informais acentuar isso em decorrência da moral social? Francisco tem a dimensão de que ambas são igualmente importantes, mas por sentir na pele uma dolorosa realidade latino-americana, enfatiza a moral social. Estamos tão desacostumados que o Papa é até chamado de “comunista”. Precisamos disso na Igreja… como pastores que tocam suas ovelhas e choram e sorriem com elas. Hoje, para mim, a moral social é um pouco negligenciada por nós.

Um segundo ponto refere-se a um processo intelectual e para isso precisaremos dos nossos teólogos e interessados na filosofia kentenichiana. Assim como marxistas atualizam constantemente Marx, weberianos atualizam Weber, é preciso atualizar o Pai Fundador para mantermos ele vivo, inclusive em meios acadêmicos. É preciso rever os nossos “livros didáticos” para a juventude e casais, homens e mães e olhar as novas formas que estão surgindo na sociedade. O que o consumo tem a ver com isso, é só a mídia que influencia? As relações de trabalho no século XXI, a internet e a compressão do espaço-tempo, por exemplo, precisam ser confrontadas com Kentenich e dali extrairmos novas respostas.

Para chegarmos a cumprir este sonho, que passos concretos devemos dar?

Reafirmar o que bem dizemos: somos missionários. Schoenstatt é um Movimento de missão e reafirmo isso pela experiência brasileira. Como as atividades missionárias reavivam o espírito da nossa Família de Schoenstatt! No entanto, a missão pressupõe mais “escuta” do que “anúncio”. Não deveríamos ser comparados àqueles que batem às casas e dizem: “Você tem um minuto para ouvir sobre Jesus?”, mas sim ser aqueles que dizem: “Você tem um minuto para nos dizer sobre você?”. É uma diferença substancial, que nos renova, tira nossos preconceitos e se abre ao Amor. O anúncio é o próprio diálogo.

Esta característica missionária poderia ser aplicada em diversas situações. Destacaria, contudo, um caminho: reafirmamos no Encontro de Pentecostes (2015) nossa prioridade para a Família e para a Juventude. É preciso escutá-los! Aos membros do Movimento e aos que estão fora dele, se forem os de boa vontade. Um ótimo caminho é a inserção do nosso ser pela Campanha da Mãe Peregrina nos rincões da sociedade. O Movimento organizado precisa se comprometer mais com ela, mas só se ela estiver enraizada nas vidas comunitárias. Também é interessante nos abrir às estruturas das dioceses, como setores pastorais, ministérios, cursos e comissões. Maria abre os caminhos.

Projeto Pão - jul15
La foto que estoy con unos chicos cargando alimentos es um proyecto llamado “Projeto Pão”, da Juventud de Schoenstatt de Curitiba, dónde regalamos alimentos a los moradores de las calles semana pasada.

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