Colocado em 26. Maio 2015 In Vida em Aliança

Cinquenta anos do Santuário de La Plata

ARGENTINA, La Plata, Ricardo Moro •

Durante este ano, a Família da Arquidiocese da La Plata terá um duplo festejo: por um lado, celebraremos os primeiros cinquenta anos da Bênção do nosso Santuário da Liberación e, por outro lado, os primeiros cinquenta anos da libertação do Pai-Fundador do exílio em Milwaukee. Um festejo que, também poderia ser triplo, porque foi o Arcebispo de La Plata de, há 50 anos quem, para além de construir e Benzer o Santuário, Ordenou os primeiros Padres de Schoenstatt. Por isso, queremos, hoje, partilhar um pouco da nossa história que é a história de todos.

O único Santuário construído por um Bispo

O Santuário de La Plata é o único construído por um Bispo. Corria o ano de 1959. Por essa altura, Florencio Varela pertencia à Arquidiocese da La Plata e Monsenhor António Plaza decide visitar Novo Schoenstatt para conhecer o Santuário. A Irmã Úrsula fala ao Monsenhor sobre o Pe. Kentenich que, estava em pleno exílio em Milwaukee. O Arcebispo interessado no assunto – que desconhecia – promete ocupar-se da sua reabilitação quando for a Roma para o Concílio Vaticano II. Durante os anos de 1962 e 1963, Monsenhor Plaza trabalha no Concílio com os Bispos schoenstatteanos e, em 1963, a pedido da Ir. Úrsula, Ordena sacerdote Günther Boll. Nessa altura, o Monsenhor confessa à Irmã o seu sonho: ”Naquela noite depois de me ter contado que o Padre Kentenich estava acusado perante o Santo Ofício, vi um Santuário no jardim da minha Cúria e, muitas Irmãs de Maria que entravam e saíam”. Chegado o ano de 1965, o Monsenhor decide oferecer o Santuário a Nossa Senhora como preço pela libertação do Pai: todos tinham a convicção que, quando terminasse a construção o Pai ficaria livre. Em 20 de Janeiro desse ano começa a nivelação do terreno e, nesse mesmo dia a Comunidade dos Padres de Schoenstatt oferece o quadro da Mater para o Santuário de La Plata. A 11 de Março, na presença de Monsenhor Plaza e de todas as Irmãs de Maria, começam a cavar os alicerces. Dois dias depois, num acto emocionante e único, as Irmãs afundam-se nos alicerces escavados, formando uma corrente, expressando, com esse gesto que, desejavam ser enterradas na terra como preço de resgate pela libertação do Pai e pela fecundidade do Santuário.

Mons Plaza Hna Urusla P Boll P Neueunhoffer

Fotografia: Pe. José Neuenhofer, Pe. Günther Boll, Ir. M. Úrsula, Mons. Plaza (da esquerda para a direita)

“Símbolo da inserção de toda a Obra na Igreja”

A 30 de Maio as Irmãs peregrinam desde Buenos Aires, levando como Pedra Fundamental, todas as contribuições oferecidas para o Capital de Graças. Entre as paredes do Santuário que se estava erguendo, colocaram um Documento e a oração que rezaram nesse momento que, já marcava a missão do futuro Santuário:”… Que este Santuário seja símbolo de uma profunda inserção de toda a Obra na Igreja…Pedimos-Te, não só, o crescimento espiritual da nossa Diocese, mas também, que a Obra de Schoenstatt floresça em La Plata e, que traga abundantes frutos à sombra da Catedral”,

A 15 de Agosto de 1965, às 15h 30m, Monsenhor Plaza abençoa e inaugura o Santuário, nele celebrando a primeira Missa.

À sombra da Catedral

IMG_7914O nosso Santuário tem algumas originalidades que o tornam único: não nasce por vontade ou por vocação da Família, mas, por decisão de um Bispo e, além disso, está construído nos jardins da Cúria platense. Mas, o que realmente o torna único é que está à “sombra da Catedral”, sendo os seus alicerces tão profundos que marcam a inserção da Obra de Schoenstatt no Coração da Igreja.

Um mês mais tarde, a 15 de Setembro, as Irmãs recebem um telegrama anunciando que o Pai tinha sido chamado a Roma. Em 31 de Outubro fazem uma nova peregrinação, a pé, desde Florencio Varela até à Catedral de La Plata, levando nas suas mãos correntes, como símbolo das correntes que, deviam quebrar-se para libertar o Pai e a Obra. Ao chegarem ao Santuário, oferecem à Mater o sacrifício da marcha heróica. No regresso a Novo Schoenstatt, a Irmã Úrsula recebe um telegrama em que lhe dizem que o Pai tinha sido libertado.

Enche-nos de alegria o podermos festejar, como Família, estes acontecimentos. São, sem dúvida, o centro de todo o trabalho do ano. Isto implica, não só, festejar, mas também, renovar a nossa missão, a da Família e a do Santuário e, projectarmo-nos para o futuro, para os próximos cinquenta anos. Esta renovação significa assumir o compromisso de levar à vida, a libertação do Pai, libertação que tornamos efectiva no nosso agir quotidiano, realizando “o ordinário de modo extraordinário”. Esta é a nossa missão e, é bem sabido que, “quando se tem uma missão se deve cumpri-la”, sabendo, com absoluta certeza, que “a Mãe cuidará perfeitamente”.

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Fotografias: Claudia Echenique

Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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