Colocado em 26. Maio 2015 In Aliança solidária

Uma “Aliança solidária” com uma comunidade indígena

PARAGUAI, por Pe. José Pontes e a redação da revista “Tupãrenda”/ORG •

Um pequeno grupo de schoenstattianos motivados pelo Pe. José Pontes, há seis anos que viaja de dois em dois meses a uma comunidade indígena del Chaco, a 500 Km. de Asunción, com o anseio de realizar muitos projetos a favor destes irmãos tão necessitados. A iniciativa chama-se “Aliança solidária”, expressão criada pelo “Dreamteam” de schoenstatt.org em 2012, e que pela primeira vez sai daqui para grande alegria da equipa.

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“Regalo por regalo”

Foram levadas adiante diversas obras, graças a várias pessoas que permanente e incansavelmente ajudam a captar recursos na dinâmica de “Regalo por Regalo” (oferta por oferta): depois de receber algum dinheiro inesperado, oferecer algo livremente aos indígenas. Sem contribuições de nenhuma ONG ou do Estado, a generosidade de muitos presentinhos recebidos e de espontâneas doações anónimas foi o que permitiu realizar todos estes projetos. Investiram-se cerca de 140.000 dólares, fruto da dinâmica “Oferta por oferta – Regalo por regalo”, para concretizar as seguintes obras:30x90 me ayudas 3 640x480px

  • Atenção odontológica com a ajuda dos autocarros do Ministério de Saúde Pública e Bem-estar Social.
  • A casa emprestada pelos Oblatos converteu-se num centro de solidariedadeAli pernoitam habitualmente pessoas da Cruz Vermelha Paraguaia, da Secretaria de Emergência Nacional, Médicos Sem Fronteiras, médicos do governo, funcionários do Registo Civil etc.
  • Construção de um tanque de 500.000 litros e de calhas para armazenamento de agua da chuva. Tem também uma bomba elétrica para distribuir a água até 1.500 metros e duas bombas manuais de extração de água frente ao templo.
  • Comprou-se um barco e redes para pescar.
  • Um carro puxado por cavalos e um manual.
  • Três bicicletas, uma moto para Arnaldo, o voluntario da saúde.
  • Construiu-se um armazém para a carpintaria e depois para a criação de frangos.
  • Aproveitando os rolos de madeira da Administração Nacional de Eletricidade fizeram-se 80 mesas. Já antes se tinha feito a ligação a cada casa a partir da linha central.
  • Renovou-se a casa paroquial, que agora tem capacidade para alojar catorze pessoas: os voluntários que ficam ali aos fins de semana.
  • Acompanhamento económico a três jovens que estão numa escola agrícola e a três universitárias em Asunción.
  • Construção e equipamento total de um centro médico com camas para internamento e sala de partos, em aliança com a embaixada da Alemanha.
  • Construção de uma cobertura para carpintaria.
  • Colocação de um chão de pedra para a capelinha; ainda falta uma parte.
  • Compra de 50 colmeias com abelhas e acessórios vários para apicultura.
  • Compra de uma moto-bomba diesel e una bomba a nafta para extração de água.
  • Compra de duas moto-serras e de uma soldadora elétrica.
  • Compra de um forno para padaria, para que eles possam fazer o seu pão.
  • Compra de 150 pintos da faculdade de veterinária.
  • Forno para cerâmica e argila para que as crianças façam peças artesanais.
  • A Flia. Brusquetti doou duas cabras macho, reprodutores, da raça Boer (leiteiras) e duas ovelhas macho reprodutores da raça Dorper.
  • Também apoiámos a comunidade de Cacique Sapo com a perfuração de um poço artesiano e a instalação de uma bomba elétrica.
  • Os jovens de Schoenstatt organizaram a campanhaTe abrigo”, pelo que pudemos dar-lhes uma abundante quantidade de roupas de abrigo e cobertores para o inverno, acompanhados pelo Pe. Pedro Miraballes visitaram a comunidade de Gral. Díaz e Cacique Sapo.
  • Compraram-se 70 cabras mais as ovelhas, vacas e 4 cavalos.
  • Ofereceu-se leite para vários bebés.
  • Deram-se passagens de autocarro a indígenas de distintas etnias para a sua deslocação a hospitais. Comprámos medicamentos aos que traziam receitas.
  • Ao voluntário auxiliar de saúde pagámos-lhe 1.100.000 Guaraníes (cerca de 220 dólares, valor considerável neste lugar) da Aliança Solidária (não há qualquer contribuição do Ministério).
  • Está-se a arranjar o templo de Gral. Díaz (Chaco).
  • Levou-se um veterinário para ver a situação dos animais da comunidade.
  • Levaram-se “mangos” para que em cada casa pudessem plantá-los (são árvores tropicais de grande porte, que dão frutos muito saborosos e nutritivos).

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Original: Espanhol: Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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