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Colocado em 2021-01-09 In Artigos de Opinião, José Kentenich

O ano da máscara

ARGENTINA, Daniel Martino •

Começa uma nova etapa de desafios com a pandemia do coronavírus e as recomendações mais intensas continuam sendo as mais básicas: 1) máscaras postas. 2) distância física de dois metros de outras pessoas. 3) lavagem freqüente das mãos. 4) água sanitária, álcool líquido ou em gel, ou desinfetante, em tudo o que é trazido para dentro de casa ou do carro. —

No entanto, o contágio, as ondas da pandemia e as mutações das cepas continuam fazendo estragos.

Continuando com as alegorias, proponho que diante das crises e das críticas que estão sendo provocadas pelas acusações contra o padre Kentenich (e as que virão), e as defesas com alto-falantes e a qualquer custo, que também são despertadas, respondamos em paz o que proponho:

  1. usar máscara,
  2. guardar distância segura daqueles que já pensam que sabem a verdade,
  3. manter-nos limpos com assepsia e reflexão freqüentes e
  4. desinfetando nossas mentes de notícias falsas, boas ou más (mas falsas) e, como corolário, que nos atentemos às investigações sérias e seus resultados, para aprofundá-las.

Façamos também nossas investigações e compartilhemos com nossos pares. Não é tão fácil, mas também não é tão difícil.

Sem nos contaminar ou contaminar ninguém

O resultado mais importante é que talvez possamos olhar para tudo de uma maneira diferente, mais central a partir de nossa própria visão.

Ouvindo os outros com a máscara posta, podemos caminhar saudáveis para a verdade, sem nos contaminar tanto. Nem contaminar ninguém.

Que a verdade não esteja contaminada pelo sigilo, nem por vitórias ingênuas, nem pelos sentimentos de frustração ou decepção, nem por alegria ou tristeza.  A verdade resplandece: quando a encontrarmos, saberemos em que ponto nos encontramos. Não é fácil obtê-la com vidas tão agitadas e com tanto protagonismo em tantos lugares como é a vida do padre Kentenich.

Usemos este tipo de máscara para estarmos saudáveis para ler, estudar, discernir, elaborar e confrontar.

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Distância daqueles que pensam ser donos da verdade

Vamos manter distância dos donos da verdade que não precisam ler, nem analisar ou estudar.

Usemos todos os desinfetantes, começando com água e sabão para receber e deixar entrar em nosso interior somente o que já descontaminamos ou que fizemos esse esforço diligente de limpar.

A proposta não é fácil: a máscara incomoda, nem sempre se respira bem, deve ser lavada ou trocada com frequência. As lentes dos óculos embaçam. Gostaríamos de tirá-la e sermos mais livres.

É um trabalho e um hábito a ser cultivado: mas nos garante muita saúde, liberdade, transparência.

É também o ano da distância, especialmente dos militantes que saem em defesa daquilo que não se move, porque não vivemos apenas de fé, mas de convicções profundas, que conseguimos inserir em nosso espírito. Não as abandonamos nem as desprezamos, apenas tentamos não permitir que nos adestrem.

O ano é incerto e indecifrável. Mas Deus não muda.

A Aliança permanece e a era da transparência começou a incomodar o planeta, mas a humanidade cresce, livre e protagonista de seu destino. Portanto, busquemos o Reino de Deus e tudo o mais nos será acrescentado.

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Foto: Dillinger

Original: Espanhol (08/01/2021). Tradução: Luciana Rosas, Curitiba, Brasil

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