Colocado em 2015-12-06 In Em Aliança solidária com Francisco

Quem protegeu o Santo Padre foi um “cinturão” de pessoas muito pobres que corriam continuamente à volta do carro papal, sem deixarem, nem um minuto o Papa sózinho

EM ALIANÇA SOLIDÁRIA COM FRANCISCO, ACIprensa e schoenstatt.org •

O Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, afirmou que, na República Centro-Africana quem protegeu o Santo Padre foi “ um “cinturão” de pessoas muito pobres que corriam continuamente à volta do carro papal, sem deixarem, nem um minuto, o Papa sózinho e, assim, o defenderam de qualquer possível perigo”.

Deste modo, o disse o Purpurado após a visita papal ao Quénia, ao Uganda e à República Centro-Africana que terminou no dia 30 de Novembro. O Cardeal fez estas afirmações na Assembleia Plenária da Congregação à qual preside, reunida em Roma.

Segundo assinala a agência vaticana Fides, o Purpurado italiano disse num discurso improvisado que “no que se refere à segurança, a minha experiência é a seguinte: é certo que, estavam presentes as forças da paz da ONU, a polícia local, as forças de segurança; mas quem realmente protegeu a visita do Papa e, não permitiu que nenhuma ameaça se corporizasse, foram o entusiasmo e o carinho das pessoas que rodearam o Papa desde a aterragem até à partida”.

Sobre a passagem de Francisco pela República Centro-Africana, o Prefeito contou que “ aterrámos no aeroporto, mas antes de aterrar já se via a destruição das casas queimadas nos arredores de Bangui”.

“Dezenas de milhares de refugiados que corriam para a pista, porque todo o aeroporto está rodeado de campos de refugiados e, só estavam presentes as forças da paz para garantir que a pista estivesse livre”, contou.

“Toda a gente dizia que a República Centro-Africana era uma etapa difícil, de facto, tinha recomendado não a realizar”, sublinhou o Cardeal, “mas, a determinação do Papa venceu as enormes preocupações humanas e políticas”.

Para o Purpurado, um gesto “profeticamente importante, também do ponto de vista eclesiológico, foi a abertura da Porta Santa em Bangui, num país que, tem estado e, continua, sacudido por uma violência sem precedentes”, no centro dum continente “que sofre por causa das muitas guerras, guerrilhas, corrupção e roubo e, ainda por cima, também é jovem na fé e no entusiasmo”.

Depois de lembrar que, com a abertura da Porta Santa, Bangui “se converteu por um dia na capital espiritual do mundo”, o Cardeal indicou que a viagem foi extenuante mas muito alentadora.

“O Papa repete continuamente que a oração dos pobres é a que mais sustém o seu ministério. Também em África dizia: Rezem por mim, para que, possa ser um bom sacerdote e um bom bispo e, assim, possa cumprir o meu ministério pastoral como o Senhor quer”, conclui.

Não deixar nem um minuto o Papa sózinho

O “cinturão” de gente pobre… Aliança Solidária com Francisco. Não deixar nem um minuto o Papa sózinho- nem nas suas mensagens, nem nos seus pedidos, nem nos seus gestos.

“Que lindo o que viveu o nosso querido Papa Francisco em África e a ideia que surgiu na equipa de schoenstatt.org de o acompanhar, não só, na oração , mas também, seguindo as suas palavras, as suas propostas, dando a conhecer o que nos diz…Não sejamos moles, é o grande perigo e, o outro é cair no activismo puro que nos conduz ao stress e, assim, nem sequer, podemos passar a nossa mensagem, ou incendiar o coração…” comenta Tita Andras de Viena, Áustria.

“Nós não somos este cinturão de gente que o rodeou fisicamente”, diz o Pe. Esteban Casquero de Coronel Dorrego, Argentina, “mas sim, estamos espalhados pelo mundo e podemos rodeá-lo como schoenstatteanos…”

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Fotografias: Antonio Spadaro SJ en Twitter

Com material de ACIprensa.

Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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