Colocado em 27. Agosto 2017 In José Kentenich

Sua paternidade, criadora de esperança e de vida em liberdade

Pe. Guillermo Carmona •

O Padre Kentenich é para nossa Família de Schoenstatt um dos pontos centrais – um “ponto de contato”, dizemos – junto com a Mãe e o Santuário. Ele é também um exemplo da “Aliança que transforma”. Com sua história de vida poderia ter sido uma pessoa amargurada, rancorosa e vingativa; poderia ser deprimido e atormentado, como tantos prisioneiros do campo de concentração; e até ter renegado inclusive a Igreja, como aqueles que sofreram a injustiça e o autoritarismo de alguns de seus chefes…

O que lhe permitiu fazer de tantas dificuldades, verdadeiras oportunidades? Quando ainda nem tinha completado nove anos, experimentou conscientemente que Maria o cuidava e foi sendo educado em uma aliança de amor mutua. Maria fez dele uma pessoa do bem, um “sacerdote exemplar” (João Paulo II), fundador que devemos imitar (Papa Francisco), pai e profeta para muitos.

Por que os convido para pensar em sua pessoa hoje? Pelo fato de que no dia 20 de agosto fez 70 anos de quando um grupo de Irmãs de Maria, reunidas no Santuário de Nueva Helvecia, selaram pela primeira vez, uma “aliança” de filhas com o Pai e ele com elas. Também esta aliança fez história, transformou o coração dessas Irmãs e continua transformando os schoenstattianos que entregam a ele seu coração, para que ele o transfira a Maria.

Muitos que o conheceram experimentaram sua paternidade, criadora de esperança e de vida em liberdade. Em uma carta que ele escreveu a um de seus colaboradores mais próximos lhe contava sobre o segredo dessa paternidade:

“Deixe-me contar sobre o nascimento de Schoenstatt. Depois de ter aberto os corações e de criar um certo clima espiritual através das conferências, minha tarefa principal consistiu em estar à disposição das pessoas dia e noite. Tinha que ajudar muitos na situação de seus problemas psico-espirituais, apoiá-los em suas buscas e na superação de complexos. Este trabalho eu o chamo como paternidade e maternidade criadoras, que não só cultiva uma distância respeitosa, mas também uma proximidade animada pelo amor, sempre disposta a entregar tudo por aqueles que nos foram confiados; que sacrifica por eles não só a tranquilidade do sono, mas também consome até as últimas forças em sua atenção pastoral. Como ensina Jesus: não há amor maior que dar a vida por seus irmãos” (de uma carta ao Pe. Alex Menningen).

 

Queridos irmãos, no próximo dia 15 de setembro começaremos o “ano do Pai”. Desde este dia até 15 de setembro de 2018, 50° aniversário de sua partida, poderíamos adentrarmos ainda mais em sua pessoa e seu carisma. Por isso, os convido para que neste 15 de setembro nos reunamos em nossos Santuários e ermidas para iniciar um ano que não quer ser só memória, mas um estímulo para assumir seu carisma e levá-lo ao mundo e à Igreja: “Schoenstatt em Saída”.

A frase escrita no tapete que recorda o lugar de sua morte, “O caminho que nos leva ao pai”, é o indicativo desta peregrinação, enquanto vamos dizendo: “Pai, vamos contigo, nosso coração em teu coração, nosso pensamento em teu pensamento, nossas mãos em tuas mãos”.

Feliz dia da Aliança para todos e que a MTA continue nos transformando no amor.

Pe. Guillermo Carmona

Diretor nacional de Schoenstatt Argentina

Original: espanhol, 20.08.2017. Tradução: Isabel Lombardi, Guarapuava PR, Brasil.

 

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