Colocado em 15. Dezembro 2019 In Vida em Aliança

“Segue-me” – Ordenação sacerdotal de Francisco “Pancho” Bosch

ARGENTINA, Claudia Echenique •

“Em que lides andavas e o que é que Jesus te disse? Ele encontrou-te na tua mesa, nas tuas redes, nas tuas coisas. Para surpresa tua e surpresa de muitos, a Sua voz ressoou na tua alma: Pancho, segue-Me; e aqui estás tu”, foram as palavras de Monsenhor Francisco Pistilli, Bispo de Encarnación, na Homilia para a Ordenação sacerdotal de Francisco Maria Bosch, no sábado, 23 de Novembro de 2019, em Novo Schoenstatt, Florencio Varela. —

A igreja de Deus Pai encheu-se com a presença da Família de Schoenstatt de San Isidro, de onde surgiu Pancho, e das outras comunidades da Região de Buenos Aires, das Irmãs de Maria e de muitas outras que vieram de longe. Entre os mais de vinte sacerdotes estava o Pe. Pablo Pol, que tinha vindo da Alemanha, e seminaristas e colegas que tinham viajado do Chile.

Muitos falam-lhes de Cristo, mas eles precisam de ver Cristo

Mons. Pistilli foi Mestre de Noviços de Pancho e depois, durante os estudos, Superior da comunidade. Por isso, tal como fez há duas semanas na Ordenação do Pe. Cristian Rodríguez Robles Terán , a sua Homilia teve um tom de pastor que conhece muito bem cada uma das suas ovelhas. Numa passagem, ele disse: “O “Segue-me” une-se ao “Vão”. Vão, anunciem o Evangelho, façam novos discípulos. (…) Se há poucas vocações, não é porque os jovens não procurem ou não desejem o chamamento”.

Estão sentados às suas mesas ou enredados nas suas redes, à espera desse apelo especial, dessa ligação de empatia profunda, que se liga às suas almas famintas. Muitos falam-lhes de Cristo na terceira pessoa como um herói do passado, ou expõem-lhes uma doutrina à qual devem submeter as suas mentes e vontades.  Apresentam-lhes um Cristo, às vezes institucionalizado, amontoado, padronizado, às vezes ideologicamente afinado ou hermenêuticamente enquadrado numa cristologia parcial, às vezes formatado em rubricas ou alienado em montagens emocionais de sensibilidade exagerada. Mas eles precisam de ver Cristo.

Lembra-te, querido Pancho. É preciso ensinar como Jesus ensinou, a Sua Palavra deve ressoar nas tuas palavras com autenticidade. A Sua mensagem deve chegar na humildade e na verdade, para unir o rebanho num só coração e numa só fé. Nós não nos anunciamos a nós próprios, mas Àquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida”.

Todos lhe impuseram as mãos.

Depois das Litanias, entoadas com ritmos populares latino-americanos, e da invocação do Espírito Santo, Mons. Pistilli impôs-lhe as mãos e todos os sacerdotes presentes fizeram o mesmo gesto, que se repete desde os primeiros apóstolos na Igreja.

Ao receber os ornamentos presbiterais, a assembleia irrompeu num grande aplauso pela alegria de um novo sacerdote para Schoenstatt e para a Igreja. Assim, o Pe. Francisco Maria Bosch foi incorporado no Altar para consagrar o Pão e o Vinho pela primeira vez.

 

Agradecer pelos muitos presentes que Deus me deu

Antes do final, o Pe. Pancho, na sua acção de graças, fez uma viagem pela sua vida para mencionar todas as pessoas que a tinham tocado no caminho para o sacerdócio. “Deus deu-me muitos presentes. Obrigado Deus, bom Pai, porque foi na minha família o lugar do primeiro encontro contigo.

Obrigado, Pai bom, pelos meus amigos da escola. Foi através deles que conheci Schoenstatt. Foi vivendo a fé com eles que descobri o convite de Jesus para O seguir”.

Ele continuou, agradecendo à Juventude Masculina, ao Padre Pablo Pol, e o fez de modo particular com Monsenhor Francisco, o Paí (sacerdote em guarani NT), “graças a si hoje sou sacerdote, obrigado por ser tão pai connosco”. Agradeceu também aos seus colegas de Curso e aos Padres de Schoenstatt por O receberem na Comunidade de Sião e a muitos outros que o acompanharam em todos estes anos de preparação para o sacerdócio.

 

Primeira Missa no Santuário de San Isidro. Homilia do Pe. Pablo Pol

A melhor mestra de sacerdotes, Maria

No final da sua mensagem Mons. Pistilli falou ao Pe. Francisco de um modo mais pessoal: “Querido Pancho: Como no rugby, fazemos uma equipa. Os bons jogadores são admirados e inspirados ao imitarem o bom exemplo de outros jogadores. No teu relatório de noviço escrevi: “Admiro a tua simplicidade, o teu desportivismo, a tua atitude definida e positiva para com a vida, admiro a humildade que a Mãe vai despertando e fazendo crescer nele”. Ele tem alegria no coração”.

Continua a crescer para encorajares muitos a seguir Cristo. Somos acólitos toda a vida, na mesma equipa, (…) sempre bons, alegres, humildes, livres, simples e fortes como nos ensina a melhor mestra de sacerdotes acólitos: Maria”.

A Ela, Rainha do seu coração, foi consagrar o seu sacerdócio no Santuário do Pai, no final da Missa. Então todos puderam cumprimentá-lo e partilhar um ágape na sala por debaixo da Igreja.

No dia seguinte, o Pe. Francisco Maria Bosch celebrou a sua Primeira Missa no Santuário de San Isidro, lugar onde começou toda esta história sacerdotal. O Padre Pablo Pol, Reitor do Santuário Original, pregou, destacando os momentos-chave do caminho do novo sacerdote:

“No ano passado, quando me pediram para partir para servir com o meu ministério na Alemanha, eu tinha muitas perguntas em aberto, mas apenas uma grande certeza: hoje eu queria estar aqui e Deus (e a Comunidade) permitiram-mo.

Não é a primeira vez que me pedem para pregar numa “Primeira Missa”. Isto não o torna mais fácil, nem tira toda a emoção interior e responsabilidade que produz. Cada uma destas ocasiões foi para mim uma oportunidade para  agradecer a Deus pelo caminho percorrido e por me ter dado esta graça do “testemunho”: ver as maravilhas que se realizam no coração do Homem diante do chamamento de Jesus: “Pancho: segue-Me”.

 

 

Com muita alegria vos convidamos, como Comunidade, para nos acompanharem e continuarem a apoiar-nos com a vossa proximidade e oração! Padres de Schoenstatt

Fotos: P. Pablo Pol, Claudia Echenique

Original: espanhol (25/11/2019). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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