Colocado em 2020-06-19 In A Aliança de Amor Solidaria em tempos de coronavírus, Campanha

O Movimento de Schoenstatt em Río Tercero segue em frente com o seu trabalho solidário

ARGENTINA, Editorial Tribuna •

Mesmo em tempos de pandemia, a actividade solidária que as mais de cem missionárias do Movimento Apostólico de Schoenstatt realizam em Rio Tercero não pára. O grupo, composto na sua maioria por mulheres mais velhas, está hoje em dia a trabalhar na confecção de roupa quente para adultos e crianças. Além disso, há algumas semanas, deram ao Município batas e toucas que serão utilizadas pelo pessoal de saúde. —

“Estamos actualmente a fazer colchas para berços, sacos de bebé, casacos e botas para os idosos que estão nos lares”, entusiasmou-se Dominga Sandrone, coordenadora do grupo. “Pochola”, como todos a conhecem, é uma das missionárias mais activas, mesmo aos 92 anos de idade.

“Há uma grande necessidade, as pessoas estão a pedir roupas quentes não só para as crianças, mas para todas as idades. E nós tentamos satisfazer todos os pedidos”, disse ela.

Pochola confia que o Movimento receba donativos, “as pessoas são muito generosas”, disse e lembrou que, algumas pessoas também fazem contribuições em dinheiro com que normalmente compram materiais para fazer roupas e assim continuam a ajudar aqueles que mais precisam”.

Soja com receitas, para que as pessoas possam fazer comida

As acções do Movimento não visam apenas fazer roupa: “Também distribuímos soja, que nos é oferecida, e receitas para que as pessoas possam tirar partido dela e fazer comida”, disse Pochola.

“Estamos muito entusiasmadas com a ajuda que recebemos das pessoas, e há também mulheres que não são missionárias e que colaboram tecendo ou contribuindo com materiais para que possamos continuar a trabalhar”, reconheceu.

O Movimento Apostólico de Schoenstatt vem desenvolvendo a sua actividade na cidade de Rio Tercero há 31 anos. Além do trabalho solidário, elas cuidam das quatro Ermidas construídas para a Nossa Senhora de Schoenstatt, instaladas nos bairros Sur, Intendente Ferrero, Castagnino e Paseo del Milagro. “Quando esta coisa do isolamento passar, vamos abençoar mais duas Ermidas, uma em Las Gamas, numa casa de campo para pessoas que se recuperaram de problemas de dependência, e outra em Tancacha”, disse Pochola, “eu sempre digo que o Movimento é uma ‘escola de Maria'”, disse Pochola em referência aos ensinamentos que são dados mensalmente aos missionários, oferecendo-lhes uma mensagem “para a vida”.

Pochola orgulha-se do trabalho realizado pelo grupo que coordena: “Somos umas das poucas pessoas que continuaram a trabalhar durante a pandemia, mesmo da cidade de Córdoba, pediram-nos para enviar fotos e vídeos da nossa actividade para mostrar a outros Movimentos”, disse.

Obrigado, querida Pochola, por este trabalho  solidário e por tornar os schoenstatteanos conhecidos em Rio Tercero como aqueles que oferecem apoio aos mais necessitados.

Fonte:  www.tribuna.com.ar

Com autorização de Alejandro Tissera, Director Editorial TRIBUNA

 

Pochola Sandrone… O nome diz-vos alguma coisa?

“Dominga Sandrone chamada Pochola em Rio Tercero e ainda hoje, aos 88 anos de idade, é reconhecida como tendo um espírito formidável e o dom da organização. Na sexta-feira, 3 de Novembro de 1995, devia levar a imagem da Virgem de Schoenstatt à Fábrica Militar às 9 horas da manhã com o seu marido Ricardo.

Mas às 8 h 20 teve a feliz ideia de telefonar para confirmar a hora. “Mesmo agora estava à procura do seu número de telefone. Pediram-me para não virem às 9, mas às 10 ou 10 h 30”, – respondeu uma secretária, “porque há aqui uma reunião e as reuniões são sempre demoradas”. Pochola respondeu que iriam às 10.

Não pôde cumprir e ela e Ricardo salvaram as suas vidas porque às 9 h 08 a maior fábrica militar do país começou a explodir com a primeira de cinco explosões que destruíram parte da cidade de Córdoba – três bairros foram varridos – matando sete habitantes e ferindo centenas, todos civis…”

De um artigo no jornal La Nación, de Buenos Aires, Argentina, 2015  (ES)

Original: espanhol (14/6/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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