Colocado em 1. Outubro 2018 In José Kentenich

Se o Pai é Fundador, eu sou seu herdeiro

ARGENTINA, 15 de Setembro de 2018, Mónica Fiacchi de García •

Em 15 de Setembro, no Santuário Terra da Promessa, Rawson, Argentina, em razão do Ano do Padre Kentenich, teve lugar uma Missa muito emotiva na tarde de sábado que, foi celebrada pelo Pároco de Rawson, Pe. Juan Nota, em cuja Homilia se referiu ao Fundador relacionando o seu carisma com as Leituras do dia. —

Ao terminar a Missa, o sacerdote benzeu e entregou a novas missionárias, imagens da Mãe Peregrina da Campanha da Mãe Peregrina. Posteriormente, o Pe. Nota e os ali presentes deslocaram-se ao memorial do Padre Kentenich que, se ergue em frente ao Santuário, onde foram seladas as Alianças Filiais, cuja preparação esteve a cargo de membros da Pastoral do Santuário. Além da promessa, as novas aliadas confirmaram a mesma, pondo cada uma a mão sobre “a marca da mão do Pai” que, está colocada no memorial e rezando a jaculatória “Pai, aqui estamos, vamos contigo” que, foi muito emocionante. Terminámos a comemoração da páscoa do Fundador, o seu encontro definitivo com Deus, com um encontro no qual foi partilhado um bolo, com a Família e com os irmãos na fé que nos acompanharam.

Rawson

Aliança filial

Um encontro com o Pai-Fundador

Em preparação para a celebração dos 50 anos da morte do Padre Kentenich, José Eduardo e Inês Epele – que pouco depois partiram para a Europa para participarem na celebração do 15 de Setembro em Schoenstatt e, a seguir, nos 100 anos da morte de José Engling em França – deram uma palestra no dia 8 de Setembro, no Santuário, sob o título “Um encontro com o Pai-Fundador”, uma palestra que a Inês classificou “como um encontro de irmãos que amam um pai”, com projeções, cânticos e reflexões do Fundador”.

A Inês e o José Epele levaram uma gravação áudio da Irmã Elizabeth Parodi, de grande riqueza, da Jornada de Dirigentes na qual, é referido o carisma, salientada a sua paternidade como transparente de Deus, a sua atitude de instrumento de Nossa Senhora e a sua dimensão de educador. O seu estar sempre ao serviço do outro, do melhor do outro.

A Inês leu trechos do Padre Kentenich que alimentaram o desenrolar da palestra.

Além disso, foi projectado um vídeo do Padre Alberto Eronti, no qual ele assinala que o Padre Kentenich lhes tinha dito: “A minha missão é a vossa”, aludindo à herança da qual somos portadores.

Percebe-se, neste Ano do Padre Kentenich – começou dizendo José Eduardo Epele – que foi despertada muita vida e muito interesse sobre o Fundador e o anseio de o conhecer e de resgatar aspectos desconhecidos da sua história. Referiu-se a esta como “uma boa oportunidade para se ir mais fundo no seu carisma e na sua missão”. Quando nos referimos ao seu carisma – disse – não podemos deixar de pensar na sua dimensão de profeta. Mas, além disso, não se pode pensar no Padre Kentenich como, apenas um carisma mas que, o Fundador se sentia portador de uma missão divina para o mundo e os tempos. Hoje, o Padre Kentenich não está na Terra. Tem os seus continuadores que somos nós. Ele próprio pensava “para os próximos séculos”.

José Epele, María Inês de Masi

Para refundar não há nem idade nem estado

O Pai – disse – sentia que tinha algo a anunciar. “O Homem Novo na Nova Comunidade”. Ele experimentara o mais profundo da doença do nosso tempo e conhecia a solução e manifestava-a com ousadia. Acrescentou que, em 1919 funda o Movimento de Schoenstatt e que os jovens estruturaram a sua base. “À sombra deste Santuário se codecidirão os destinos da Igreja e do Mundo”. O Pai não fazia nada sozinho mas, com todos os que estavam com ele. Ressalta José Eduardo que o Pai é um profeta, não um visionário. Tem a dimensão de profeta de todos os da Bíblia. Vem no tempo actual e a corrente que mobiliza para o bem ou para o mal. Sai a anunciar a mensagem na Prática de 31 de Maio: “Aquele que tem uma missão, tem que cumpri-la”. Conhece os riscos mas, agora, cabe-nos a nós, como continuadores, sermos portadores desta mensagem. Perceber os sinais dos tempos – diz José Eduardo – é uma graça mas, há que aprender a reconhecer “o são espírito do tempo”. Como o joio e o trigo, crescem juntos. Diz que o Pe. Esteban Uriburo dizia que “ter consciência de missão é essencial, desperta forças e poderes concentrados em cada um”. E, continua a dizer: Em tempos em que os seres humanos recorrem aos comprimidos para fazerem frente à vida quotidiana, o Padre Kentenich dizia que, ele tomava apenas um comprimido: a Aliança de Amor. O Pai – disse – apoiou-se nos que o seguiam. Em 1912 convida os jovens num lindo anúncio: “Vocês farão vosso o meu propósito”. Não se pode compreender sem a Família de Schoenstatt ao lado. Não foi um Fundador isolado. Fundou uma Família pela qual se entregou e entregou a sua vida. O que mais lhe doía era a dor que poderia causar à sua Família. Uma verdadeira simbiose entre pai e filhos. Continua José Eduardo dizendo que: “Se o Pai é Fundador, eu sou herdeiro”. Somos filhos: dou-te a mão porque os dois juntos podemos chegar a Deus, o Espírito Santo desperta carismas e dá-nos mensagens. Há muitos carismas na Igreja mas, através das Causas Segundas apresenta-se-nos Deus. A Mater é Corredentora. Ao refugiar-se em Nossa Senhora, o Pai encontrou a harmonia. Disse também que o Fundador não se compreende sem o Santuário. Há um dom enorme que temos que oferecer. Devemos ter muita vinculação com ele. Vir ao lugar de Graças. “Quem me procura encontra-me sempre no Santuário”. Diz José Eduardo: “O futuro passa por nós, a sua Família. Para refundar não há idade nem estado”. Durante a palestra a Inês leu e comentou citações do Padre Kentenich, de grande valia.

Uma palestra muito enriquecedora e emotiva, com cânticos mobilizadores.

Uma presença paternal

Tilsa de Denícola, de Rawson, partilhou a sua vivência com o Padre Kentenich

A história da minha vinculação com o Pai-Fundador não me é fácil sintetizar. Remonta ao primeiro contacto com o Movimento de Schoenstatt. Passado mais de um ano da nossa chegada a Rawson, o meu marido e eu, fomos convidados por Jaime Iralde, para uma reunião de casais de um Movimento com nome estranho do qual não tinha ouvido falar na Paróquia. Satisfeitos lá fomos: lá só conhecíamos o casal Iralde que nos recebeu, acompanhado por outros dois. O acolhimento, simples e cálido, cheio de alegria criou um ambiente cordial, no qual se falava do espírito de família, do Homem Novo e algumas coisas mais, e que me despertou a curiosidade para perguntar: “Quem inventou isto? O Padre Kentenich”, responderam e muito pouco nos foi dito.

Estou convencida que foi o meu primeiro encontro com o Pai, através destes instrumentos que o puseram em cena, presente de Deus para que, a partir dali procurasse conhecer a sua vida, o seu pensamento, a sua missão e todo o mundo de Schoenstatt. Recordo um momento fundamental: numa das últimas visitas do Pe. Esteban, confiei-lhe que o Padre Kentenich era o pai que eu tinha escolhido que, abarcava e continha a minha pequenez e, ele com muito entusiasmo, animou-me a selar a Aliança Filial, da qual pouco se falava naquele tempo. Muito em segredo, com a Cristina Farías, selámos a nossa Aliança com o Padre Kentenich. Desde então é a presença paternal que me guia e são inumeráveis as suas manifestações na história que temos percorrido juntos.

Elida Fernández de Graci diz o que sente quando pensa no Padre Kentenich

O nosso Fundador é, primeiro que nada, pai, com todas as virtudes a isso inerentes. Nota-se no seu olhar, através das fotografias que temos. Esse olhar é terno, bondoso, protector e, sabemos que, desde a sua morada, ele nos guia em conjunto com a nossa Mater. Compreendi, através da leitura da sua história e das suas mensagens que, devemos confiar em Deus Pai, na Divina Providência; que temos que contribuir para o Capital de Graças e oferecê-lo à nossa Mãe. Ela, a partir do Santuário, nos dará as três Graças fundamentais: a transformação para sermos melhores cristãos, o crescimento no Seu amor e o envio apostólico, para transmitirmos aos nossos irmãos o prazer de se viver o carisma de Schoenstatt. Também aprendi do Pai-Fundador, o importante que é a auto-educação; sentir as graças recebidas no Santuário que, me são oferecidas pela Mater e pelo Seu Filho Jesus e o constante aprender do Padre Kentenich, na sua entrega e dedicação. É muito gratificante o que vivo e o que sinto. Confesso que, quando fiz a minha Aliança de Amor com Maria, no ano de 1987, encontrei neste lugar da Patagónia, a essência da “Terra da Promessa”, uma Família no Movimento de Schoenstatt, e na Mater, a Mãe que acaricia as nossas almas e nos enche de alegria. E, é o Padre Kentenich e os seus ensinamentos, o pai reitor e guia que encaminha os nossos passos para Deus Pai.

Compromiso Misionero, Rawson

Compromisso Missionário, Rawson

Original: espanhol (23/9/2018). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

 

 

Etiquetas: , , , , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *