Colocado em 7. Novembro 2012 In Jubileo 2014

Tenho uma maravilhosa missão de levar a Aliança ao mundo

org. Tita Ravera de Andras, chilena que está morando em Viena/Áustria, em junho de 2011, se juntou à equipe de tradutores de schoenstatt.org – traduz artigos a partir do Alemão e, às vezes, também a partir do Inglês. Ela conta o que esse trabalho significa para ela, como sua vida e seu trabalho vinculam-se ao centenário do Padre Kentenich (1985), ao jubileu da Aliança de Amor (2014) e por que ela arde pela Cultura da Aliança.

 

 

O que motivou você a oferecer seu tempo para trabalhar com redação e artigos para as páginas internacionais?

O centenário do Padre Kentenich, em 1985, mudou radicalmente minha vida, presenteando-me meu marido e três filhos que são minha alegria. E, em gratidão por isso, quis contribuir ativamente na preparação para este novo centenário. Embora, é verdade, não esteja trabalhando em um lugar físico de Schoenstatt, mas sim em minha casa em Viena, em frente ao meu computador, sinto que sou parte de uma equipe que tem como único objetivo servir à Família Internacional de Schoenstatt.

Por favor, faça sua apresentação pessoal para nós – algo de sua história com Schoenstatt, seu apostolado, sua profissão…

Meu nome é Tita Ravera de Andras; tenho 52 anos, sou chilena e, desde o ano de 1986, vivo um casamento feliz com Hans Georg Andras, austríaco (mas de coração latino!). Temos três filhos: Juan Pablo (24), María Teresa (21) e Josepha Edith (19), todos eles estudantes. Conheci Schoenstatt no Chile, quando tinha 13 anos; participei muito ativamente na Juventude Feminina e fui Dirigente de Ramo. Terminando meus estudos de Pedagogia, em Alemão, na Universidade Católica de Santiago, fui aceita na “Geschäftsstelle ‘85’”, a equipe que ajudou na preparação do Centenário do Padre Kentenich. Fui assistente do Pe. Joaquín Alliende Luco. Durante dois anos, vivi em Schoenstatt. No dia em que João Paulo II recebeu, em audiência, mais de 10.000 peregrinos schoenstattianos, vindos de todas as partes do mundo para celebrar este Centenário, conheci meu marido, que também pertence ao Movimento de Schoenstatt. 8 meses depois, já estávamos casados e vivendo em Viena. Faz 18 anos que “fundei” um grupo de mães. Em Viena, ajudo meu marido em seu trabalho e me dedico à família.

O que mais fascina você, em relação a 2014?

Fico impressionada com o avanço das comunicações, via Internet. Esse meio permite unirmo-nos como “Dreamteam”, para podermos trabalhar juntos, apesar de dispersos por todo o mundo. Assim, por meio de nosso trabalho de tradução, redação, etc., podemos estar conectados a tudo o que está acontecendo na Família de Schoenstatt.

Qual é sua frase preferida da mensagem 2014?

“Esse ato silencioso de fé do Padre Kentenich e um pequeno grupo de congregados – o acontecimento de fundação do 18 de outubro de 1914, no Santuário Original – continua vivo em nós, com todo frescor original”.

E sua frase preferida da Oração de Peregrinação?

“À sombra do teu Santuário
surgiu nossa Família,
um novo caminho espiritual na Igreja
e um carisma para nosso tempo”.

O que significa para você o lema internacional: Tua Aliança, nossa missão?

Faz-me sentir filha predileta: eu, tão pequena e imperfeita, tenho esta maravilhosa missão de levar a Aliança ao mundo.

O que significa para você a “Cultura da Aliança”?

Interpreta o que desde sempre tenho desejado para a futura aliança: uma cultura que se reconhece guiada pelo bom Deus que, tendo Maria como aliada, tem a força de formar o mundo com outros valores: fé viva, amor concreto ao próximo, respeito, criatividade, audácia que vence os medos, não se deixa levar por modismos, é atraente… uma cultura que é lar, calor, segurança.

O que você espera de 2014?

Que a Família Internacional de Schoenstatt e todas as suas comunidades percam o medo das mudanças que vivemos atualmente. Especialmente ao que se refere ao tema da comunicação.

Pode contar para nós um “gesto missionário” seu, considerando o que rezamos todos os dias, na Oração de Peregrinação?

O final – “encher as talhas”. Eu o emprego muitas vezes para falar de um Deus concreto e de Maria que, como mulher e Mãe, nos entende e nos ama. Procuro animar as outras pessoas, inclusive aquelas que não creem ou se sentem distantes da fé, a entregar a Deus e à Virgem os seus problemas, suas dores, depositando tudo em uma talha imaginária.

O que significa para você fazer as traduções de tantos artigos e textos diferentes? Qual é sua experiência, ao fazê-los?

Meu trabalho consiste em traduzir os artigos já redigidos. Simplesmente fico encantada, fascinada por ser testemunha tão próxima da vida que está acontecendo na Família de Schoenstatt, no mundo todo. Fico feliz quando me chega um e-mail de schoenstatt.org, porque assim tenho trabalho de tradução e fico sabendo das últimas notícias.

Qual foi, até agora, o artigo que você mais gostou ou que mais a impressionou?

Tudo o que se refere a Memhölz me deixa encantada; tudo tem muita, muita vida. Acredito que depende muito também de que haja pessoas que se preocupem em enviar notícias. Estou certa de que, em muitas partes do mundo, se repete a história de Memhölz; porém, faltam pessoas que as comuniquem; ou, talvez, esteja faltando a consciência ‘jornalística’ de observar, redigir e enviar as notícias.

Há uma frase, uma citação que chegou especialmente a você?

“Simples assim é o passo missionário”. Refiro-me ao artigo enviado pelo Pe. Kistler, da Nigéria.

Tradução: Maria Rita Fanelli Vianna, São Paulo, Brasil