Colocado em 2016-09-16 In Vida em Aliança

João Pozzobon: a graça de compreender a origen e pioneiro de um Schoenstatt em saída

ROMA – BELMONTE, Maria Fischer •

Quarta-feira 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, Festa Nacional. Muito cedo, neste dia soalheiro (para não dizer com calor sufocante), é celebrada também no Santuário de todos nós, em Belmonte que, por uma hora, se converte no Santuário de todo o Brasil. Presentes, o Pe. Marcelo Adriano Cervi, futuro Reitor do Santuário de Belmonte, o casal Teresinha e Nivaldo Abram, de Curitiba, com o filho que vive na Alemanha e as duas Irmãs de Maria do Brasil que trabalham no Movimento de Schoenstatt de Itália.

Juntos celebram a Missa com os cânticos típicos e com a oração eucarística própria do Brasil, redigida para um Congresso Eucarístico no país, nesta Festa Nacional em tempos difíceis para a sua Pátria e, a poucos días do aniversario da Campanha da Mãe Peregrina, iniciada no Brasil, em Santa Maria, por um brasileiro, João Pozzobon.

Sobre o armario lateral do Santuário, descansa uma Peregrina com uma fita com as cores do Brasil. Peregrinou por varios lugares do Brasil e foi trazida pelo casal Abram para adornar o quarto Nº 105, o quarto do Brasil na Casa Padre Kentenich, em Belmonte. Hoje, será, simbólicamente, entregue para ser colocada no quarto, quando a Casa estiver pronta para receber os peregrinos.

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Um modelo do schoensttateano do segundo século

No início da Missa, o Pe. Marcelo Cervi pega na fotografía de “João Pozzobon de Belmonte” aquela fotografía da pintura realizada, por iniciativa de um grupo de missionários da Argentina que, querem vincular a Campanha com Belmonte . O Pe. Marcelo põe-na ao lado da Cruz da Unidade do Santuário.

Explica, em poucas palavras que, Seu João reúne na sua pessoa as duas graças importantes de Schoenstatt: a graça de “compreender a origem” e a graça da saída (ou seja, do apostolado). Com isto, Seu João converte-se num modelo para Schoenstatt do segundo século da Aliança, numa pessoa que sabe sair até aos confins do mundo, sem se esquecer da força que dá a vida e a fecundidade a todo o seu agir: a Aliança de Amor que o Padre Kentenich nos presenteou; uma pessoa que sabe viver profundamente, a partir daquela Aliança de Amor sem cair na tentação de confundir o Santuário com um sofá, para ficar com um refúgio de proteção contra o mundo…

Tudo isto se encontra na pintura deste João Pozzobon que sai com cara alegre e passo firme do Santuário de Belmonte para levar a mensagem de Schoenstatt, para levar Maria, até aos confins do mundo, até às periferias da sociedade e da Igreja.

A Missa Termina com o Hino a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira Nacional do Brasil. Não pode ser de outro modo e, muito menos, apenas uns días depois de, nos jardins da casa do Papa se ter colocado uma Imagem de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil e, de Francisco se ter detido uns minutos junto d’Ela para a cerimónia da sua bênção. “Estou contente por Nossa Senhora Aparecida estar nos jardins. Em 2013 tinha prometido voltar a Aparecida no ano seguinte. Não sei se será possível mas, ao menos agora, Ela está aqui mais perto de mim”, disse o Papa que, convidou os peregrinos brasileiros presentes a cantarem a Nossa Senhora e a rezarem  uma Avé Maria.

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Uma peregrinação ao quarto 105

A Maria é entregue todo o povo brasileiro, o Papa Fracisco, Belmonte, todos os peregrinos que, um dia, estarão no quarto do Brasil…

Passando pela Sala João Pozzobon onde o livrinho da Novena ainda permanece, como recordação da visita da delegação da Argentina em Junho, todos peregrinam até…à porta fechada do quarto do Brasil. Ninguém sabe quem a fechou, precisamente, neste dia, mas como a graça passa por portas fechadas, rezam e cantam do lado de fora…e, a seguir a um pequeno-almoço familiar, deixam a Peregrina no armário onde já estão os símbolos do quarto da Argentina e a Peregrina para a Sala João Pozzobon.

Ainda não se sabe quando será aberta a Casa aos peregrinos – mas já estão símbolos preciosos da inculturação de Schoenstatt na Austrália, Filipinas, Argentina e Brasil – e, em breve, será a Suiça!

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Um quarto para cada país

Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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