Colocado em 24. Junho 2016 In Vida em Aliança

Mensagem para os padres paraguaios

PARAGUAI, por Marco Chaparro •

No terceiro domingo de junho celebrou-se no Paraguai, como noutros países do mundo, o Dia do Pai. Na Sta. Missa das 9 horas, em Tupãrenda, o P. Pedro Kühlcke pronunciou uma homilia que se tornou numa mensagem.

Começou por perguntar: quem é Jesus? É o Salvador, o Redentor, o Messias… Mas quem é Jesus para mim? E parafraseando esta pergunta quem é o meu pai, o que faz o Pai por nós?

A história de Pepito

Contou que escreveu uartigo na revista de Tupãrenda e para schoenstatt.org neste mês de junho narrando a história do seu amigo Pepito, que teve um pai alcoólico que batia e maltratava a sua mãe, até que um dia a sua mãe não aguentou mais e separou-se. Pepito, que só tinha 9 anos, decidiu ficar com o pai pois sabia que ele não impunha limites. Assim começou a beber, a fumar, a drogar-se, especialmente na rua com os seus “amigos”. Inclusive roubava para se drogar, muitas vezes o fez à frente do seu pai e ele, de tão embriagado que estava, nem dava por isso.
A sua vida não tinha sentido. Foi preso. Na prisão percebeu que Deus permitiu que chegasse até ali para O conhecer e sentir-se infinitamente amado por Ele e pela sua Mãe. Descobriu que Deus tinha uma plano maravilhoso para a sua vida. Pepito hoje decide e reflete em querer ser um bom esposo e o melhor pai do mundo para os seus futuros filhos.

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Outro menino

13502078_1732887406950950_3944742737093346672_n[1]Continuou dizendo o P. Pedro, que conheceu outra criança chamada José que nasceu de mãe solteira, que trabalhava como empregada doméstica e não podia estar com o seu filho por causa do seu trabalho. Os seus avós também já não podiam tomar conta dele. A sua mãe com toda a dor da sua alma entregou-o a um orfanato. Ali a disciplina era muito dura, José fugia mas a polícia apanhava-o e trazia-o. “Quem era esse menino, conhecem-no? É o nosso querido Pai e Fundador José Kentenich, que toda a sua vida carregou essa cruz, essa dor da sua infância, mas não se entregou a essa dor, tornando-se vítima, pelo contrário, ofereceu uma grande paternidade e todos hoje estamos aqui sentados graças à sua vida”.

A missão de ser pai

O P. Pedro comentou que todos temos as nossas cruzes, carregamo-las dia após dia, que não deixemos que essas cruzes do passado interfiram no nosso futuro, que aprendamos a amar, a abraçar. E apesar de não termos recebido esse amor, abracemos os nossos filhos e agradeçamos a Deus.

Rezemos por todos os pais do nosso país para que todos cuidem dos seus filhos de forma responsável e, sobretudo, estando sempre presentes.

Como sempre, no final da Sta. Missa houve bênção das imagens, terços e entrega de Peregrinas a novos missionários.

Depois fez-se uma procissão até ao Santuário para a renovação da Aliança de Amor e a bênção final.

Original: espanhol. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

 

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