Colocado em 16. Junho 2018 In Missões

Mesmo na prisão, eles puderam viver uma verdadeira Páscoa

PARAGUAI, Javier Vera Brizuela •

“Estive preso e fostes visitar-me” Mt 25, 36. Quatro anos atrás, um grupo de pessoas visitam a cada sábado o Centro de Educacional Itauguá (CEI – Ex Panchito López), o lugar  abriga menores privados de liberdade, ou seja um reformatório, de menores. Mesmo que seja só uma pessoa, os menores são visitados e se realiza um acompanhamento pastoral, para que possam ser reinseridos na sociedade, uma vez que obtenham sua liberdade. Este ano, as Missões Universitárias Católicas (MUC), fundadas em 2000, juntaram-se a este grande projeto e uma das suas 14 cidades e locais de missão foi a penitenciária acima mencionada. —

 

Misiones Universitarias en la cárcel de menores

Pessoalmente, eu participei das MUC desde 2006. Esta foi a minha décima missão e foi muito diferente das outras!

 

Embora eu tenha ido anteriormente à penitenciária para compartilhar com os menores, nunca tive a oportunidade de viver quatro dias seguidos com eles e convivendo com as mesmas pessoas. Eu participei do grupo que foi para o Centro Educacional  “A Esperança”, que fica em um lugar separado, atrás do CEI, e que abriga os jovens que têm o privilégio de estar em prisão semi-aberta. É um pouco mais tranquilo, eles têm um pátio grande e um pavilhão com apenas 19 meninos de 14 a 18 anos, ao contrário dos aproximadamente, 130 jovens que estão no CEI.

Vivi em profundidade a experiência de compartilhar, pessoalmente, tantas vivencias,quando contam a você, suas intimidades, sobre sua família …

Alguns sentiam muita falta de suas mães e outros apenas se tornavam pais e ainda não conheciam seus bebês. Jogávamos vôlei, mas acima de tudo nós tínhamos uma missão: que eles pudessem viver uma verdadeira Semana Santa.

 

Misiones Universitarias en la cárcel de menores

Eles nunca receberam um abraço, ninguém lhes disse que os amava

Falamos todos os dias; do que foi a Paixão de Cristo, comentávamos a traição de Judas, pudemos fazer com eles a cerimônia do lava-pés, e assistimos ao filme A Paixão de Cristo, realizamos uma Via Crucis, rezamos o terço cantado e compartilhamos a Missa da Vigília Pascoal.  Mas, o mais importante é que criamos um vínculo com eles. É um vínculo, com o qual percebemos que Deus Pai, é misericordioso demais e nos permite encontrar-Lo mil vezes, por mais que tenhamos caído, nas profundezas de um abismo.

Muitos deles, nunca receberam um abraço, ninguém lhes disse que Jesus os amava e que sim, poderiam voltar a Ele, a esse Deus Pai, que é pura misericórdia.  A maioria, vem com muitos problemas familiares, drogas, solidão, com tantas coisas encima e a sociedade pode julgá-los, e muito.

Nós mesmos fomos para a prisão com um pouco de medo de não saber o que enfrentaríamos. Percebemos que eles são pessoas normais, assim como nós. Com defeitos e virtudes; e que os problemas que tiveram na vida os levaram agora, a ser  privados de sua liberdade. Mas devemos aprender que só Deus pode julgar.

Misiones Universitarias en la cárcel de menores

Minha fé também aumentou com eles

Pessoalmente, eu estava um pouco apagado espiritualmente, não participava ativamente das missas dominicais, há muito tempo, não estava rezando o suficiente e minha vida espiritual havia decaído bastante. Nesta Semana Santa, Jesus realmente ressuscitou em mim, como eu precisava, muito, que ele fizesse.

Conhecer esses jovens, me deu a força necessária, para voltar a Deus e à Mãe Rainha.

Esta missão está apenas começando, porque ainda há muito a ser feito. Temos que fazer presente a misericórdia de Deus em suas vidas

 

Misiones Universitarias en la cárcel de menores

Original: Espanhol. 07 de Abril  2018. Tradução: Glaucia Ramirez, Ciudad del Este, Paraguai

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