Colocado em 9. Julho 2018 In Dilexit ecclesiam

“Uma experiência muito maior do que coordenar autocarros”

PARAGUAI, Beatificação da Chiquitunga, Ara Cáceres – Chefe da Juventude Feminina Universitária •

Tudo começa numa das reuniões do CAF (Conselho de Família) onde surgiu a ideia de termos autocarros que saíssem do Santuário para se participar na Beatificação da Chiquitunga. A ideia de “Schoenstatt para a Igreja” imperava nos nossos corações e a vontade de se viver um pedacinho do Céu com a Família, impulsionou-nos a tal iniciativa.—

Apostámos na organização, o Ramo das Mães e a Juventude Feminina Universitária. Ambos Ramos tiveram a surpresa de contar com uma grande quantidade de inscrições e, consequentemente, vários autocarros. Para sermos exactos, sete! A experiência, desde o início superou toda a expectativa através de situações inesperadas.

Ao chegar o grande dia partimos do Santuário à uma e meia aproximadamente. Cada autocarro tinha um responsável que fornecia água e bolachinhas aos passageiros para aguentarem a jornada.

 

Foi aí quando começaram as constantes mudanças de planos

A aventura começa quando não pudemos chegar ao lugar do encontro (Igreja do Perpétuo Socorro), com as muitíssimas pessoas que iam nos autocarros e as que iam em transporte próprio. As ruas estavam completamente colapsadas. Foi aí quando começaram as constantes mudanças de planos. Tivemos que sair dos autocarros num lugar um pouco mais afastado e, encontrar-nos com o resto da Família numa zona mais próxima do Estádio onde se desenrolaria a cerimónia de Beatificação.

Chegámos ao nosso ponto de encontro e a alegria já começava a fazer-se sentir ao vermos bandeiras schoenstatteanas e os galhardetes da Mater à espera para entrarmos todos juntos, como Família. Andámos até ao portão, encontrámos uma fila quilométrica, com milhares de pessoas e ouvimos rumores de que esse sector já estava cheio e, que não havia possibilidade de entrarmos, visto do ponto de vista humano. Tentámos muito, rezámos e batalhámos para entrar mas, parecia não haver hipótese. Logo, surgiu a ideia de nos resignarmos e aproximarmo-nos do lugar onde estava localizado o ecrã gigante que estavam a instalar para a transmissão da cerimónia. Ao movimentarmo-nos em direcção a essa zona, aconteceu uma coisa inesperada. Ela, a Mater, nossa Aliada fiel, é quem abre caminhos e, neste caso, portões. Abre-se o portão da bancada Sul, sector cuja habilitação, não estava planificada mas que, a organização teve que fazer à pressa devido à grande quantidade de pessoas que pressionavam para entrarem no Estádio.

Sentir-se Igreja

Entrámos como se fosse a oportunidade das nossas vidas, foi um mar de gente empurrando-se para conseguir um lugarzinho nesse sector e saborear a cerimónia.

Nessa tarde, comprovámos, uma vez mais, que o povo paraguaio é, eminentemente, católico e todos, como Igreja, nos unimos para celebrar o presente da Beatificação da nossa querida e admirável Chiquitunga.

Conseguimos entrar, conseguimos uma coisa que, por momentos, parecia impossível. Estando lá, só nos restava usufruir do coro que cantou espetacularmente; do retábulo que é uma verdadeira obra de arte, da história da Chiquitunga que foi mostrada antes da cerimónia. Das Leituras, da Homilia e da alegria de ver um Estádio cheio festejando uma vida, uma alma, um coração, uma pessoa que entregou tudo por Jesus que, O amou até ao mais íntimo e profundo do seu ser. De uma, atrevo-me a dizer, verdadeira SANTA.

Esta experiência foi muito maior do que coordenar os autocarros. Foi experimentar, numa tarde, que o que é impossível para o Homem, é possível para Deus e para a Mater que, a confiança anda de braço dado com o milagre. “Nada sem Ti. Nada sem nós.” Todo o esforço valeu a pena e a alegria de partilharmos semelhante festa, em Família, não tem preço. “Tudo por Schoenstatt. Schoenstatt para a Igreja. A Igreja para a Santíssima Trindade”. Vivemos as palavras do Pe. Kentenich.

Original: espanhol (2/7/2018). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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