Colocado em 8. Janeiro 2019 In Igreja - Francisco - movimentos

São os jovens quem dão resposta às vozes do Tempo e ao Papa Francisco

ESPANHA, redacção com material da Arquidiocese de Madrid e https://behakuna.com/•

No dia 12 de Outubro passado, o Papa Francisco recebeu uma prenda, no Vaticano: o último projecto de Hakuna – Movimento dentro da Igreja Católica, chefiado por jovens e nascido na JMJ de 2013 no Brasil e divulgado por toda a Espanha, sendo acompanhado por gente da Opus Dei – chamado Hakuna Nativity Caravans; um projecto pelo qual o Hakuna se comprometeu a dar acompanhamento a refugiados e imigrantes durante este Natal.

Hakuna Nativity Caravans não tem outro fim senão dar acompanhamento aos mais necessitados. Como disse o Papa Francisco ao Hakuna durante a Audiência que, teve lugar em Outubro passado em Roma: “Tenham sempre muito presentes os que sofrem mas não, para ter pena deles, tal como podes ter pena de um cãozinho que está a morrer porque o atropelámos. Ter pena não é cristão; compaixão, sofrer com, pores-te no lugar do outro. Dêem acompanhamento aos que sofrem”.

 

Em que consiste a prenda?

Conseguir que os imigrantes se sintam acolhidos, passar-lhes uma mensagem clara de que os católicos são os primeiros a preocupar-se com os débeis e a diminuir os medos ou os preconceitos sobre os imigrantes, são os três grandes objectivos que persegue esta iniciativa que fomenta o Hakuna e que, foi entregue, em forma de prenda, ao Papa Francisco em Outubro passado.

Com este objectivo, durante o mês de Dezembro foram realizados vários projectos em toda a Espanha; tais como, a Hora Santa que foi levada a cabo em Barcelona, em 21 de Dezembro e para a qual foram convidadas pessoas sem-abrigo, imigrantes e refugiados, ou as Jornadas de acompanhamento que ocorreram no dia 29 de Dezembro em Madrid, Barcelona, Bilbao, Málaga, Valência, Sevilha e Cartagena. Concretamente, a Jornada de acompanhamento que teve lugar em Vallecas, Madrid, consistiu num almoço com mais de 200 imigrantes e refugiados, seguido de um concerto do Hakuna Group Music.

Hakuna Nativity Caravans faz parte dos projectos que o Hakuna faz em modo partilhado. “Aos trabalhos chamados de acção social ou voluntariado preferimos chamar-lhes partilhados, porque queremos sublinhar que, são tempo que partilhamos, cada um com o que pode: talvez eles, a sua pobreza material e nós, a nossa boa situação, eles, a sua ingenuidade e ausência de malícia e nós, a nossa capacidade intelectual, eles, a sua doença e nós, a nossa saúde. Não queremos ir dar; queremos partilhar. Sobretudo, o que queremos é que lhes chegue a misericórdia de Deus através de nós e a nós através deles”, diz José Pedro Manglano, fundador de Hakuna.

Sobre Hakuna

Autodenominam-se “cristãos que, juntos, seguem Cristo, partilhando um estilo de vida que, aprendemos ajoelhados aos pés de Cristo Hóstia. E, assim, aprendemos a viver, alegremente, ajoelhados, aos pés do próximo, aos pés da vida e aos pés do mundo”.

“Criamos espaços de vida àqueles a quem contagiamos a vida. Usufruímos de tudo – também do que o mundo despreza – porque tudo é bom e, assim, glorificamos Deus. Desejamos colaborar com o Espírito para transfigurarmos as realidades. Temos o empenho de viver com uma cara alegre de ressuscitados. Queremos fazer da vida uma festa e fazer das festas, momentos de vida”.

Expressamo-nos, habitualmente, com música: vivemos o que cantamos e cantamos o que vivemos. Também com música, queremos lembrar ao mundo, a beleza da vida e mostrar-lhe a beleza de Cristo”.

O que os motiva é o pedido do Papa Francisco na JMJ de 2013 no Brasil:

“Façam bagunça e organizem-na bem. Uma bagunça que nos dê um coração livre, uma bagunça que nos dê solidariedade, uma bagunça que nos dê esperança, uma bagunça que nasce de termos conhecido Jesus e de saber que o Deus que conheci é a minha fortaleza. Esta é, deve ser, a bagunça que fareis”.   

Mensagem do Papa Francisco a Hakuna (em espanhol)

 

Numa palavra

Eles trabalham e “oferecem” ao Papa o trabalho apostólico…

Desperta alegria, oração solidária e esperança…

Desperta uma pergunta também:

Que oferecemos nós, Schoenstatt, ao Santo Padre?

Como pôr-nos à sua disposição, como o fez o Padre Kentenich?

 

Original: espanhol (31/12/2018). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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