Colocado em 2020-03-16 In Vida em Aliança

Chegou de muito longe o sino para o Santuário de Santa Cruz de la Sierra

BOLÍVIA, Mary Luz e Guillermo Montero •

No início do ano passado, 2019, os nossos filhos Guillermo, Martin, Carolina e Mariela Montero Kuscevic, em vista da preocupação da Família de Schoenstatt em arranjar financiamento para vários artigos para a construção do Santuário da Mater, decidiram ajudar a Juventude Feminina a conquistá-lo e, de facto, compraram o sino que será colocado no topo do Santuário que está a ser construído na nossa Santa Cruz, Bolívia. Esta é a história de como um sino muito especial veio de muito longe.—

Confiaram a aquisição do precioso sino ao Guillermo, que pelo seu trabalho como Piloto de OMAN AIR viaja constantemente à Índia e ao Nepal. Em Outubro do ano passado, numa de suas viagens de rota, decidiu comprar o sino em Katmandu, Nepal, de acordo com as especificações que lhe demos. Pesa 8,3 quilos, tem 25 centímetros de diâmetro e 30 centímetros de altura.

Feito por especialistas tibetanos     

O sino, feito no Tibete, foi comprado em Katmandu, no Nepal. Foram-nos dadas muitas explicações sobre o material utilizado no seu fabrico, nomeadamente, trata-se de uma liga de vários metais como o bronze, alumínio, níquel, latão, zinco, etc. Foi fabricado pelos monges tibetanos, a uma temperatura muito elevada, para lhe dar a sua forma e consistência, bem como o som ou o badalar muito agudo, com um grande poder de vibração que se prolonga no tempo de uma forma impressionante.  Ao longo dos tempos, os sinos têm tido diferentes usos na nossa Igreja Católica. Com o sino, os paroquianos são convocados para a oração, para celebrar festividades ou repicam para anunciar o luto.

Para nós, o badalar deste sino no nosso Santuário será o símbolo de que o Deus Trino habita na casa da nossa Mater onde Ela nos acolhe, nos transforma interiormente e nos envia como apóstolos seguindo o nosso lema: Jenecheru, fogo vivo de esperança.

Trazer um sino do Nepal para Santa Cruz não foi fácil.

Eu não gostaria de terminar sem vos contar sobre a viagem do sino de Katmandu, Nepal, na pequena mala do Guillermo. Protegeu-o com algumas roupas até Muscat, Omã. Depois, na véspera de Natal, levou-o para Washington DC, EUA, onde nós os dois o recebemos. De Washington trouxemo-lo para Santa Cruz, Bolívia, na mesma mala.

Entretanto, quando fizemos escala no Panamá, durante o dia, saímos do aeroporto para a cidade com a bagagem de mão. Quando quisemos reentrar para o voo para Santa Cruz, não nos foi permitido levar o sino como bagagem de mão, mas exigiam que ele fosse despachado como carga e, naquele momento, já era impossível fazê-lo. A cara de súplica que Mary Luz fez à Autoridade não os comoveu em nada, a resposta negativa foi constante, mas já no final, quando tínhamos mesmo que embarcar para não perder o vôo, a “entrega determinada do problema, do sino à MATER”, tornou possível a passagem e ouvimos o oficial dizer: “Bem, entre, minha senhora.” Nessa altura já todos os passageiros tinham embarcado no avião que nos traria a Santa Cruz. No último minuto, quando a porta se fechou, Mary Luz chegou a correr, cansada mas feliz, com o sino da Mater às costas.

Na manhã de 8 de Março de 2020, dois meses antes da Consagração do Santuário, o sino foi abençoado pelo Bispo Stanislaw Dowlaszewicz.

 

 

Fotos: Luico Egüez

Original: espanhol (12/3/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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