Colocado em 11. Novembro 2019 In Vida em Aliança

Nosso rumo futuro dependia do resultado de uns exames médicos

PARAGUAI, Aurora Zapattini de Velásquez •

Diariamente, durante o verão, faço aulas de hidroginástica com várias senhoras num clube da cidade. Além de ser um excelente exercício físico, também chamamos “terapia de risos”, porque o ambiente é de um genuíno companheirismo. A chefe do Ramo Familiar de Schoenstatt, de nosso santuário Terruño, que é minha companheira de hidroginástica, um dia veio amorosamente a mim e pediu que conversasse com meu esposo, porque a Mãe nos necessitava e que considerássemos aceitar uma tarefa específica de chefatura dentro do ramo (nossas atividades estavam mais centradas na União). Respondi que não falar com ele pois, conhecendo-o, sabia de antemão que se é para a Mãe, sua resposta y a minha, é e sempre será “sim”. Só existia um detalhe que determinaria que pudéssemos ou não nos entregara a tarefa solicitada: nesse momento nosso rumo futuro dependia, literalmente, do resultado de uns exames médicos. —

Nos primeiros dias de janeiro de 2019 meu esposo começou a sofrer fortes dores no joelho esquerdo. Acostumado a conviver com a dor de coluna devido a 3 hérnias de disco, me dizia: “Esta dor é diferente, é mais profunda, como se doesse a própria entranha”. Na consulta médica, depois de vários exames, detectou-se que o problema em realidade estava no osso da perna, e que havia uma grande percentagem afetada. Todas as características indicavam que existiam sérias possibilidades de que fosse um câncer de osso. Se isto se confirmava, o procedimento a seguir poderia ser, em último e pior dos casos a amputação, dependendo do caso.

Imediatamente pudemos dedicar-nos ao trabalho que nos havia solicitado

Com humilde filialidade, confiados que tudo o que nos sucede está no plano de Deus, nos entregamos por inteiro em suas mãos e nas de nossa amada Mãe Três Vezes Admirável. Experimentamos que, apesar de nossa debilidade, nossa Mãe nos infundia serenidade diante do quadro de obscura adversidade. Nossos irmãos do Terruño nos acompanhavam com orações e adorações ao Santíssimo.

Durante este processo, uma de nossas “filhas de Schoenstatt”, de um grupo que havíamos dirigido no ramo de família e de profissão microbióloga, por sua própria iniciativa tirou uma amostra de sangue a meu esposo, seu “tio-papai”, para ampliar o espectro de análise no laboratório e não ficar apenas com o habitual. Assim, sem que a ordem de análise fosse pedida por algum médico, detectou um estranho aumento no soro de uma enzima, la fosfatase alcalina.

Por outro lado, com a suspeita de câncer e esperando a os resultados da biopsia, nossa filha de sangue séria e confiante me disse: «Mamãe, não será câncer! Papai é um filho tão querido da Mãe! Ela obrará milagres, uma vez mais!» E efetivamente, em 13 de fevereiro, antes do previsto, chegou o resultado do exame. Diagnóstico: Enfermidade de Paget, de tipo artrítica. Apesar de apresentar-se assintomática, o confirmava esse exagerado aumento da fosfatase alcalina! Todo alívio era pouco, uma vez que seguindo um tratamento específico se poderia conviver sem maiores problemas com esta inusual doença. A Mãe uma vez mais saiu triunfante e vitoriosa! Claro, imediatamente pudemos dedicar-nos ao trabalho que nos havia solicitado. Um pequeno grão de areia como capital de graças, frente a tanta bênção recebida!

 

O cetro da Rainha

Em 20 de agosto de 1949 o padre Kentenich coroou a Mãe e lhe entregou um cetro no santuário Tabor, de Santa Maria, Brasil, confiando a seu coração de mãe toda a difícil situação que a Obra estava atravessando. Passava por uma visitação apostólica e o Padre Kentenich sabia que poderiam vir prova difíceis para a Obra, que em realidade chegaram. Pediu então a Mãe que fosse Rainha da filialidade heroica. A história nos mostra que, depois de ser exilado por 14 anos pela Igreja, nosso amado fundador foi finalmente reabilitado pelo Papa Pablo VI.

Esse cetro oferecido pelo Padre Kentenich a Mãe no santuário Tabor das Irmãs de Maria, ficou ali custodiado por elas, junto com a coroa. Como não no Brasil não tinham santuário nacional, quando as irmãs de Maria se dividiram em duas províncias: Santa Maria/RS e Atibaia/SP, também se repartiam os bens e heranças do padre, entre elas a coroa e o cetro. Então, num momento solene em 15 de setembro de 2019, as irmãs de Santa Maria entregaram o cetro a província de Atibaia. Esto, claro, em carácter representativo, já como elas mesmas dizem, são guardiãs e não donas dessas preciosas relíquias, que em realidade pertencem a todos os filhos de Schoenstatt. Para conquistar espiritualmente este cetro, a Central Nacional de Assessores do Brasil decidiu unanimemente que o cetro peregrinara por todos los santuários de Schoenstatt no Brasil, para que a família pudesse sentir através dele a presença do padre fundador.  A peregrinação iniciou como corrente de graças no Ano do Padre Kentenich (2017/2018) até sua nova entronização em Atibaia, seu lugar definitivo, em 15 de setembro passado.

Família missioneira: Constrói a nova terra mariana

Por todo o vivido a princípio do ano, e como já havíamos coroado a Mãe anos atrás, prometemos, em simbólico agradecimento, oferecer-lhe um cetro em nosso santuário lar.  Não conseguíamos o cetro em Paraguai, por isso aproveitamos uma viagem ao Brasil, planejada desde o ano anterior, para trazê-lo. A Mãe, tão perfeita sempre, permitiu, impulsionados pela Fé Prática na Divina Providencia, que primeiro se suspendesse a viagem e logo depois mudasse a data para março (sem nenhum custo adicional), assim pudemos, sem saber antecipadamente e ainda que  a outros olhos pareça incrível ou casualidade, coincidir e estar presentes quando o cetro peregrino visitou o santuário de Schoenstatt do Rio de Janeiro, onde não apenas vimos o cetro tão significativo, senão compramos o nosso e também pudemos assistir a uma jornada preparada para toda a romaria de peregrinos, com o tema: “Família missioneira: Constrói a nova terra mariana”. Aí nos ensinaram a conquistar o cetro através das 4 C: Cuidar, Contribuir, Coroar e Colocar o cetro nas mãos da Mãe de Deus, para dar testemunho de seu poder y sua força.

 

No Santuário Original, agosto de 2019

Realizamos um de nossos sonhos mais acalentados: conhecer por fim o Santuário Original!

Em agosto de 2019, depois de 25 anos de pertencer ao Movimento de Schoenstatt, realizamos um de nossos sonhos mais acalentados: conhecer por fim o Santuário Original e visitar a tumba do Padre Kentenich! Acompanhando a peregrinação que a União de Paraguai organizou a Alemanha pelos 100 anos de Höerde, levamos nosso pequeno cetro também em peregrinação e percorreu Dachau, Metternich, Gymnich e a tumba de nosso fundador, para finalmente ter a incrível graça de ser abençoado pelo Padre Alfredo Pereira (Pope), nada mais que no altar do Santuário Original, em 20 de agosto de 2019, há 100 anos de Höerde  há 70 anos do dia em que nosso padre fundador o fizera no santuário Tabor de Santa Maria, Brasil. Significativa e coincidentemente, foi também a data de nosso 31o aniversario de bodas.

 

Na Capela das Carmelitas em Dachau

Empunha alto o cetro, reina, vence e triunfa!

Finalmente, em 29 de setembro, numa cerimônia simples, acompanhados de nossas famílias, a natural e a de Schoenstatt, com o Padre Pope, entronizamos o pequeno cetro que humildemente oferecemos a nossa Rainha, em nosso santuário lar, dizendo-lhe: “Mãe querida, já faz algum tempo lhe entregamos o direito de governar nossas vidas. Hoje queremos fazê-lo simbolicamente entregando-lhe este cetro como sinal de gratidão, aspirando como filhos pequenos a filialidade heroica, confiando sempre em seu poder de Mãe, especialmente naqueles momentos de dor e escuridão e, como sempre repetimos: O resultado está em suas mãos, Mãe querida! Empunha alto o cetro, reina, vence e triunfa!”

 

Original: Espanhol (20/10/2019) – Tradução: Lena Ortiz, Ciudad del Este, Paraguai

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