Colocado em 25. Março 2017 In Vida em Aliança

Uma tarde de Retiro na escola de Maria, experiência em Belmonte

ROMA BELMONTE, Por Pe. Rolando Montes de Oca •

Os Padres de Igreja descreveram a Quaresma como uma subida ao monte da Páscoa. Uma escalada de 40 dias na qual se torna necessário renovar forças para não abandonar a marcha nem se enganar no caminho. No passado Domingo 19 de Março, uns trinta schoenstatteanos reuniram-se no Centro Internacional de Belmonte para caminharem com Maria, aprendendo na Sua escola a permanecer, de pé, junto à Cruz. Fomos acolhidos pela Ir. Giulia. Nas suas palavras de boas-vindas, a Irmã de Maria, aludindo ao Evangelho da Samaritana, chamou a nossa atenção para o grande poço de graças e de encontros que é, para nós, o Santuário de Schoenstatt.

Encontros que deixam vida dentro

A reflexão central, a cargo do Pe. Marcelo Cervi – Reitor do Santuário – esteve inspirada numa Homilia do Pe. Kentenich: “Vimos rezar a Maria, estudar a Sua vida, aprendendo com Ela, e oferecer-Lhe o nosso Capital de Graças (…) somos uma Família com um carisma especial, temos um tesouro ainda por descobrir, aproveitar e partilhar” … A mensagem que convidava à oração, apontava, além disso, para a missão da Família de Schoenstatt em Roma.

Num segundo momento, o Pe. Marcelo fez a apresentação da edição italiana “ad experimentum” de uma colectânia de orações do “Rumo ao Céu”. O Reitor convidou os participantes a expressarem as suas impressões sobre a actual tradução, a fim de fazer, num futuro não muito longínquo, a melhor edição possível em língua italiana da “carta magna” da nossa espiritualidade.

Como uma espécie de estreia comunitária do “Rumo ao Céu” – com o título original em alemão, Himmelwärts – conservado na actual edição italiana (assim como na portuguesa) – o Pe. Rodrigo da Rosa, sacerdote diocesano do Instituto, presidiu à Meditação da “Via Crucis do Instrumento”. Meditação que culminou com um tempo mais profundo de oração já no Santuário.

A Eucaristia dominical foi preparada pela Alexandra, Senhora de Schoenstatt, e presidida por um sacerdote diocesano da União. Foi o apogeu de uma tarde de reflexão, oração, confissões, encontros, daqueles que nos deixam muita vida dentro e, no fim, se tornam compromisso e acção.

Um concerto de comunidades

Foi uma tarde de graças, por trás da qual, esteve o projecto e o serviço concreto de sacerdotes diocesanos do Instituto e da União, dos Padres de Schoenstatt, das Irmãs de Maria e das Senhoras de Schoenstatt, um autêntico concerto de comunidades da nossa grande Família. “Esta comunhão, entre nós, não só é grata ao nosso Pai-Fundador – expressou o Pe. Cervi – mas, estou certo será um sinal para Schoenstatt em qualquer parte do mundo, precisamente, esta é missão de Belmonte”.

Acabado o Retiro tivemos a oportunidade de partilhar, entre todos nós, uma requintada e variada amostra da cozinha italiana, contribuição dos participantes: uma boa desculpa para conversarmos, conhecermo-nos melhor e crescermos como Família, sempre à sombra do Santuário.

Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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