Colocado em 26. Junho 2015 In Segundo século, Vida em Aliança

Três perguntas… sobre o Schoenstatt do segundo século da Aliança de Amor (26)

Hoje, quem responde é Pedro Fadul Niella, de Asunción/Paraguai, membro da União das Famílias, empresário, político, membro fundador da Fundação DEQUENI, membro fundador da Fundação em Aliança, fundador do partido “Pátria Querida”, piloto de corridas. Responde com “Comentários… até respostas e propostas”, acrescentando: “Naturalmente, como bem desobediente seguidor de Jesus, Ignacio de Loyola e o Pe. José, não respondi diretamente nenhuma das perguntas”. “Aqui vai!” •

Não tenho respostas nem muito menos receitas iguais para todos, com exceção de uma que pode parecer geral demais:

CONSCIENTIZE-SE, RECORRA E CONECTE-SE COM SEU DEUS INTERIOR E FAÇA O QUE QUISER. ENQUANTO NÃO CONSEGUIR CONECTAR-SE COM SEU DEUS INTEIOR, RECORRA A UMA PESSOA QUE VOCÊ ACREDITA ESTEJA CONECTADA E COMPORTE-SE COMO SOLDADO.

O maior desafio é um só: o encontro com Deus. Porém, as formas tradicionais, que possam tenham sido úteis na infância, e podem continuar sendo úteis nesta etapa da vida ou da maturidade espiritual, são insuficientes ou até mesmo impedem uma convivência mais profunda e permanente com Deus (com o verdadeiro… que é o meu), e, dessa maneira, sermos muito mais felizes.

Quer dizer, é preciso desaprender tudo aquilo velho que possa me ter sido útil em seu momento, para agora dar lugar ao novo que surge de meu encontro personalíssimo, não mecânico, com Deus, com meu Deus interior.

Não sabemos quem é Deus ou o que é Deus. Não entendemos bem onde está. Ou seja, temos as respostas verbais mecânicas para essas perguntas elementares repetitivas, mas não temos a experiência real de Deus.

Então, nossa forma de nos comunicarmos é confusa e, portanto, pobre e insuficiente. Como sei disso? É fácil… O espelho me mostra quando não sou feliz.

O Deus da minha vida

Em minha experiência pessoal, deixaria atuais as ferramentas tradicionais na infância espiritual; porém depois, na União… e nas sucessivas consagrações, foi imprescindível a tradução do Deus do catecismo infantil ao Deus verdadeiro que… com certeza, não existe um só, mas são tantos quanto as pessoas que existem.

Não tenho nenhuma dúvida de que Deus existe, mas não é uma pessoa. Sem dúvida, não é como, a maioria das vezes, “o pintam para mim”; e sem dúvida, mora em todos os lugares; mas que isso não me distraia; aquele que mora em meu interior é o que importa; e precisamos aprender a encontrá-lo.

Não deve surpreender-me, nem me atemorizar, que seu Deus lhe diga coisas diferentes das que o meu Deus diz para mim. E não apenas diferenças entre em uma religião e outra (o que foi tão difícil nossa Igreja aceitar), mas entre uma pessoa e outra, no mesmo grupo da União.

Céu na terra

Não pretendo endurecer estruturas nem normas. Ao contrário, pretendo mais aprofundar a liberdade… porém, para isso, precisamos nos ajudar uns aos outros. Seria muito mais fácil acreditar “pel…”, e cumprir regrinhas, em vez de assumir a responsabilidade individual de cuidar da co-criação permanente de “minha própria religião”, isto é, do conjunto de elementos que me ajudaram a manter e fortalecer minha saúde espiritual, meu encontro e convivência permanente com Deus. Se isso consigo, e quando eu consigo, estou no Paraíso, por um caminho e de uma maneira única, particularíssima e irrepetível.

Hum… na realidade, não sei se seria mais fácil ou simplesmente mais hipócrita e covarde. A verdade é que, hoje em dia, sou um ateu de Deus, assim como uma enorme quantidade de católicos se descrevem (risadas)…

Ou talvez propusesse uma única regra: ao meio-dia, sirva-se diariamente um par de dedos de vinho em um copo grande; levante-o ao céu, consagre-o, brinde com seu Deus e os Deuses das outras pessoas, das famílias e dos amigos, e beba-o.

 

Original em espanhol. Tradução: Maria Rita Fanelli Vianna – São Paulo / Brasil

 

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