Camino

Colocado em 2021-08-01 In Campanha, Schoenstatt em saída

Encontros no Caminho

ESPANHA, Luis Ortiz/mf •

Luís é um venezuelano que teve de fugir, mas no abrigo onde estava alojado encontrou uma imagem da Mãe Peregrina e tornou-se Seu missionário levando-A às pessoas nas ruas, aos refugiados… No dia 11 de Julho o seu sonho de chegar a Espanha e fazer o Caminho de Santiago de Compostela tornou-se realidade. Fala-nos dos seus encontros e de Nossa Senhora com quem percorreu as ruas de Espanha sob o lema: “Madre, ven”. Só agora que comunicou com schoenstatt.org é que ele soube que, por detrás deste lema, está um coração missionário de Schoenstatt. Esta é a história do Luís. —


Por Nossa Senhora

Por Nossa Senhora! Assim exclamava um grito no meu coração quando o meu corpo já não sentia forças para andar. Depois de ter andado 500 km até Santiago de Compostela, posso agora recolher muitas graças derramadas por Deus através de Maria.

O Caminho de Santiago é muito parecido com o estilo de vida. Somos caminhantes, peregrinos no tempo, e para andar bem na estrada precisamos de dar sentido às nossas vidas.

Todos os dias seguíamos as setas amarelas que nos mostravam o Caminho para alcançar o objectivo e abraçar o Apóstolo, que é a coisa mais próxima do abraço que Deus nos dará quando O encontrarmos no céu.

Encontros com peregrinos de muitas partes do mundo

Uma graça bonita da estrada é que há encontros com peregrinos de tantos lugares do mundo, todos com diferentes histórias e razões para caminhar, com os quais eu entabulava uma conversa, mesmo que não os conhecesse, e àqueles que me permitissem fazê-lo, eu falava de Nossa Senhora. Depois compreendi que Nossa Senhora trouxe os Seus filhos para perto d’Ela apenas para que eles soubessem que Ela está sempre lá para eles. Alguns deles permanecerão para sempre no meu coração, como Begoña, uma mulher de infinita caridade; Leo, uma mulher que carrega no seu coração dores gigantescas e as coloca nas mãos de Deus pelo Caminho; Luís e Nohemí, com uma grande fé e um amor incrível por Nossa Senhora e pela Providência, via-os na estrada e era como ver Maria e José. Rezemos por eles. Conheci o Sr. Dionicio, que oferece flores enquanto cuida do seu rebanho de ovelhas. Quando olhou para a Mãe Peregrina os seus olhos ficaram cheios de brilho, beijou a Imagem e rezou pelo seu neto David. Nossa Senhora coroou-Se Rainha do Caminho de Santiago, Rainha de todos os caminhos da nossa vida. Sinto o meu coração cheio de alegria no Pai, que me permitiu levar a Sua Mãe a caminhar. Ser os pés de Maria que visita Santiago é simplesmente um presente de Deus, do qual me sinto indigno mas obediente e amorosamente aceito.


Os caminhos cruzaram-se

Digo “sim” a Deus e a Maria porque no Caminho há também um encontro consigo mesmo e com Deus. São muitas horas de caminhada, nas quais se tem tempo para se pensar em si próprio, na própria vida e para dar sentido e plenitude à vida quotidiana. Graças a Deus, pude sentir a sua presença na minha caminhada. Quando chegámos à Catedral de Compostela, estava a chover a cântaros, mas o sol saiu e uma imagem de Nossa Senhora chegou a uma plataforma. Foi um momento emotivo, porque parecia como as boas-vindas a casa. Depois, após uma longa espera, a vista levou-nos ao altar principal, que contornámos para abraçar o Apóstolo Santiago. Foi aí que percebi que valia a pena a vida e o esforço para chegar a Santiago e um grito saiu da minha alma: “Por Nossa Senhora! A estrada não nos deixa iguais ao que anteriormente éramos.

Como Ela tece os caminhos dos seus pequenos

“Eu não sabia” comentou-me Luís, falando-me do promotor de “Madre, ven” ao enviar-lhe o recente artigo sobre a chegada a Santiago. “Sinto-me comovido e sem palavras, agora percebo que é a mesma imagem de que ouvi falar na estrada (no vídeo). Deus tem sido grande connosco!

“É incrível como Ela tece os caminhos dos seus pequenos”, comentou Ambrosio Arizu quando ouviu o que este missionário venezuelano experimentou. É na rua que a Igreja é feita, que se faz Schoenstatt em saída.

Camino

Original: espanhol (1/8/2021). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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