Colocado em 2020-06-29 In obras de misericórdia, pastoral prisional, Schoenstatt em saída

Devolver a esperança

PARAGUAI, Cristi Santa Cruz •

Conheci o Juanito na sua primeira entrada para o Centro educativo La Esperanza. Ele tinha acabado de fazer 15 anos e, entre conversas, disse-me que não tinha sido baptizado. Em conversa com ele, convenci-o a iniciar a catequese para o seu baptismo.—

Com uma escolaridade muito básica, começámos a catequese, colocando todo o engenho e as poucas ferramentas pedagógicas adquiridas, mais por experiência e intuição do que por instrução, e fomos aprendendo quem é Deus, o Seu Filho e a nossa mãe Maria.

Nos Centros educativos para jovens e adolescentes privados de liberdade, a catequese é muito diferente, devido ao tempo que ali permanecem e, com a devida permissão do nosso Bispo, temos um programa muito breve. Tentamos dar prioridade ao seu desejo de serem filhos de Deus antes de uma instrução catequética adequada. As aulas duram entre 10 e 30 minutos, que é o limite de tempo durante o qual os jovens prestam atenção.

Utilizamos todos os meios possíveis para captar a sua atenção de modo a que possam reter alguma coisa. Tentamos fixar nas suas mentes, e principalmente nos seus corações, que o amor de Deus é imenso e misericordioso, e que Ele está sempre à espera que Lhe demos o nosso sim.

Por vezes cantamos, brincamos, contamos histórias, até os fazemos desenhar. Tudo é válido para que Deus e Maria possam ecoar nas suas vidas e para que compreendam que há uma vida melhor para eles, longe de tudo o que os levou à prisão.

 

Nunca estivemos ausentes, até chegar o Coronavírus

Tudo isto está hoje em espera como resultado da pandemia e, após quase seis anos de nunca ter falhado, o COVID-19 teve de chegar para nos obrigar a partir durante tanto tempo.

Hoje, à distância, continuamos a estar em contacto, a rezar por eles, a cuidar das suas necessidades e a regressar pouco a pouco, graças à contenção que o Paraguai está a conseguir com este vírus.

Após quase três meses, a Pastoral está a regressar às escolas de Itaugua e La Esperanza, ainda não com a catequese, apenas três ou quatro pessoas da equipa e sem abraços, com máscaras e todas as medidas de segurança. Há apenas um curto tempo para a entrega do lanche e um breve momento de oração. Mesmo assim, a imensa felicidade dos jovens é evidente na sua aparência e, acima de tudo, no seu respeito pelo distanciamento social.

A esperança regressa

A esperança neles e em nós bate cada vez mais forte!  A esperança de regressar a tudo o que nos faz felizes todos os sábados, tudo o que nos dá mais esperança de que tudo ficará bem e que o melhor da nossa vida ainda está para vir.

Digo sempre que talvez pareça pouco, mas para aqueles que nunca tiveram nada, pouco é muito, e a grande maioria dos jovens e adolescentes que chegam aos Centros Educativos nunca tiveram nada, nunca tiveram uma família, amor, esperanças, nunca puderam acreditar em nada.

E é disso que trata a Pastoral Penitenciária, é disso que se trata todos os sábados… Para devolver a esperança! Para confiar, para acreditar novamente!  Apenas colocamos n’Ele a nossa vontade. Deus e a Mater fazem o resto. Nós somos apenas os Seus instrumentos!

 

Quer fazer parte desta missão? Quer oferecer um lanche de sábado?

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Congregação Padres de Schoenstatt

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Ao cuidado de: Pe. Pedro Kuehlcke, Pastoral penitenciária

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Original: espanhol (26/6/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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