Colocado em 5. Maio 2015 In Santuário Original

O principal é que Ela está aí dentro

Por Maria Fischer •

“¿Quando chegou a imagem da MTA ao Santuário?”, perguntou-lhes o Padre Javier Arteaga, Superior dos Padres de Schoenstatt da região do Pai, a dois hóspedes neste 17 de abril. Ambos não se tinham ainda dado conta da disputa atual acerca da data e responderam em uníssono: a imagem chegou na sexta-feira santa de 1915 à estação de Vallendar e depois colocaram-na no seu lugar, seguramente sem nenhuma cerimónia especial já que ao principio ninguém gostou da imagem.“O principal é que agora Ela está aí dentro”, disse um deles, nós celebramo-lo no dia 18 de outubro durante a entronização da MTA no Santuário Original. “Também em Memhoelz durante o jubileu!”.

De todas as maneiras é uma boa pergunta: ¿exatamente quando chegou realmente ao Santuário Original, há 100 anos, a imagem em todo o mundo conhecida como “a Mãe três vezes admirável de Schoenstatt”? “Em 19 de abril de 1915”, disse, durante a celebração da Aliança de Amor no Santuário Original, Monseñor Wolf quando se referiu a esta imagem de Maria e à sua mensagem, assim como em tantos outros Santuários no mundo, quando durante o rito da aliança jubilar se pensou naquela sexta-feira santa de 1915 (um 2 de abril) e a chegada desta imagem de uma loja em Friburgo à capelinha, que naquela altura ainda não se chamava Santuário Original. “O dia 11 de abril, o domingo depois da Páscoa” segundo o Padre Javier Arteaga, baseando-se nas investigações meticulosas do livro do Pe.Jonathan Niehaus “New Vision and Life” (em espanhol: Héroes de fuego). No domingo depois da Páscoa, o domingo branco, foi o dia da incorporação na congregação, pelo que é lógico que nesse dia também se tenha celebrado a entronização da imagem da MTA.

Os defensores do 19 de abril, porém, baseiam-se numa crónica das Irmãs de Maria com uma declaração do Pe.Kentenich na qual se menciona a celebração dos “25 anos da imagem da MTA no Santuário Original” em 19 de abril de 1940.

Trata-se da aliança de amor, e esta tem um lugar e uma data

Mas também se mencionam outras datas.

A “fonte principal”, a crónica da congregação em Schoenstatt, ou seja a revista MTA, não menciona nada sobre isto. Uma carta do Pe.Kentenich do início de maio de 1915 a um irmão estrangeiro é a primeira prova de que a capelinha contava, então, com uma imagem de Maria. Um belo dia, entre 2 de abril – a chegada da imagem a Vallendar – e princípios de maio, colocou-se a imagem no Santuário Original. Um pouco mais tarde recebeu o título que tem hoje e inicia o seu caminhar como “a imagem da MTA” em cabeçalhos de carta, postais e na revista MTA.

Mas não se trata apenas da imagem e do título que lhe foi dado. Trata-se da Aliança de Amor. O núcleo da fundação de Schoenstatt é a Aliança de Amor com Maria, a Mãe de Deus e de todos os homens. Selada em 18 de outubro de 1914 no Santuário Original, sem imagem, sem título e sem sequer a existência do termo “Aliança de Amor”.

A Aliança de Amor cria uma cultura de aliança como uma forma concreta de viver e de trabalhar – a união com Deus, com as pessoas, com a natureza e a cultura, para a Igreja e para o mundo sempre como base fundamental desta Aliança de Amor.

O compromisso com a cultura de aliança impele Schoenstatt a sair dos Santuários até às periferias existenciais, para “santuarizar” o mundo, como disse o Papa Francisco.

Schoenstatt celebrou isto,em todo o mundo, no dia 18 de outubro. Foi com isso que se comprometeu. E este é o significado desta imagem, na qual a Mãe de Deus e Mãe nossa se dispõe a ir ao encontro – no Santuário Original, em 200 Santuários filiais, em inúmeros santuários lar e numa pequena imagem pregada num poste de madeira, que sustém um teto de plástico, em algum lugar, no meio do nada perto de Luque, no Paraguai, perante a qual um ex-convicto de dezassete anos reza e agradece o enorme presente recebido, uma nova perspetiva de vida.

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Original: alemão. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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