Colocado em 2015-05-20 In Francisco - Mensagem

O verdadeiro amor é concreto

Todos os setores da Igreja, e outros tantos fora dela, crentes ou não, têm recebido as palavras claras e esperançosas, muitas vezes motivadoras de Francisco, para se assumir a responsabilidade que todos temos de construir um mundo de acordo com a vontade de Deus, na força do Espírito e no caminho de Cristo. Cardeais e bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, noviços e seminaristas, famílias, jovens e idosos, comunidades e instituições têm recebido essa proposta de sair “às ruas”, levando não uma esperança utópica, mas aplicada a gestos concretos, em projetos evangelizadores de vida ao ser humano, esteja onde estiver; e se estiver na “periferia”, ali mesmo, com todos os riscos e perigos que isso acarreta. Prefiro uma igreja acidentada porque sai a servir, do que doentia por fechar-se em si mesmo, nos repete constantemente. Testemunho de tudo isso está no anexo de schoenstatt.org onde, semana a semana, são publicados textos que nos impulsionam em nossa própria peregrinação rumo ao Jubileu 2014. Sem dúvida que, sendo nós Igreja, essas palavras também são dirigidas a todos nós. Como nosso Pai e Fundador se alegraria com esse impulso missionário que nos é oferecido do coração da própria Igreja! (Pe. José María García).


Se alguém estiver intimamente unido a Jesus, usufruirá dos dons do Espírito Santo, que — como nos diz são Paulo — são: «caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança» (cf. Gl 5, 22); e por conseguinte faz muito bem ao próximo e à sociedade, é uma pessoa cristã. De facto, a partir destes comportamentos reconhece-se se uma pessoa é um cristão verdadeiro, como dos frutos se reconhece a árvore. Os frutos desta união profunda com Jesus são maravilhosos: toda a nossa pessoa é transformada pela graça do Espírito: alma, inteligência, vontade, afectos e até o corpo, porque somos unidade de espírito e corpo. Recebemos um novo modo de ser, a vida de Cristo torna-se nossa: podemos pensar, agir, ver o mundo e a realidade com os seus olhos, como Ele. Consequentemente, podemos amar os nossos irmãos, a partir dos mais pobres e sofredores, como Ele fez, amando-os com o seu coração e assim produzir frutos de bondade, caridade e paz.

Angelus, 3.5.2015

Paulo começou a pregar a conversão também aos pagãos e eles escutaram esta boa notícia e converteram-se. O grupo cristão estava fechado, não compreendia, repetia: «¡Não, os pagãos não!. Procuraram também ajuda no poder da sociedade: em Antioquía foram ao encontro das piedosas mulheres da nobreza e dos homens da alta sociedade paraa conseguir uma ação contra os apóstolos. Assim chegamos ao lugar onde se moviam precisamente as águas em Antioquía, porque um grupo de cristãos, muito apegados à lei judia, queria impor as condições judias aos novos cristãos antes de batizá-los: por exemplo a circuncisão. Paulo disse não. Começou a luta interna entre eles, as águas moveram-se. Discutiam muito porque havia verdadeiramente muito movimento. E como resolveram o problema? Reuniram-se e cada um deu a sua opinião; discutiram, mas como irmãos e não como inimigos: buscaram o caminho da oração e do diálogo. E assim, os que eram precisamente os seus opositores dialogaram e puseram-se de acordo: isto foi obra do Espírito Santo”.

8/5/2015. Sta. Marta. Virgen de Lujan.

O verdadeiro amor é concreto, está nas obras, é um amor constante. Não é um simples entusiasmo. Inclusive, muitas vezes é um amor doloroso: pensemos no amor de Jesus levando a cruz. Concretização. Também as bem-aventuranças, que são o ‘programa pastoral’ de Jesus, são concretas. Uma das primeiras heresias no cristianismo foi la do pensamento gnóstico que falava de um Deus distante… e carecia de concretização. Pelo contrário, o amor do Pai foi concreto, enviou o seu Filho… feito carne para nos salvar. O segundo critério do amor é que se comunica. Não permanece isolado. O amor dá de si mesmo e recebe, faz-se essa comunicação que existe entre o Pai e o Filho. Comunicação que é obra do Espírito Santo: Não existe o amor sem ser comunicado; não existe o amor isolado. Se está isolado, não é amor. É una forma espiritualista de egoísmo, de permanecer encerrado em si mesmo, buscando o próprio beneficio… É egoísmo. É tão simples isto. Mas não é fácil. Porque o egoísmo, o próprio interesse atrai-nos, e atrai-nos para não fazer, e atrai-nos para não comunicarmos. Que diz o Senhor daqueles que permanecerão no seu amor? Disse-vos estas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.

7/5/2015. Sta. Marta.

Na vida esperam-nos tribulações: faz parte da vida passar por momentos obscuros e difíceis. Mas o conselho de Paulo de «entrar no reino de Deus através de muitas tribulações não é um comportamento sadomasoquista: é precisamente a luta cristã». E a razão é que, como diz Jesus, «o príncipe deste mundo vem, está próximo e procura separar-nos do reino de Deus, da palavra de Jesus, da fé, da esperança». Por isso «pedimos ao Senhor para que fortaleça a fé e a esperança». Portanto, «as tribulações» existem. Mas Jesus encoraja-nos a enfrentá-las: «Eu venci o mundo». E «ele está precisamente acima das tribulações, ajuda-nos a ir em frente».

5/5/2015. Sta. Marta.

Inácio compara o mundo a dois campos militares, uno com o estandarte de Cristo e o outro com o estandarte de Satanás. Há apenas dois campos. Para o cristão a escolha é clara: ele segue o estandarte de Cristo”. Cristo é o verdadeiro Rei. Ele próprio vai à frente e os seus amigos seguem-no. Um soldado de Cristo participa na vida do seu Senhor. Esta é também a chamada que vos toca: assumir as preocupações de Cristo, ser seus companheiros. Assim vós aprendeis dia-a-dia a “sentir” com Cristo e com a Igreja.

À Guarda Suíça, 4.5.2015

Uma Igreja onde sempre se discute e há ‘acordos’ e se atraiçoam os irmãos, ¡ali não está o Espírito! O Espírito é o que faz a novidade, que modifica a situação para ir em frente, que cria novos espaços, que cria a sabedoria que Jesus prometeu. “Ele ensinar-vos-á!”. É ele que move, mas é também ele que, no final, cria a unidade harmoniosa entre todos.

Missa em Santa Marta, 8.5.2015

Evangelii Gaudium

Misericordiae Vultus Audiencia para Schoenstatt

Textos oficiais

Original: espanhol- tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

Etiquetas: , , , , , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *