Colocado em 2020-05-30 In Projetos, Schoenstatteanos

Raul e Stefano, em missão em nome de Maria

PARAGUAI, ITÁLIA – Amerigo Imbriano, Gian Francesco Romano  •

Algum tempo depois do seu voluntariado missionário em Itália, Stefano Marazzi e Raul Cubilla, dois jovens da Juventude Masculina do Paraguai, que serviram como missionários em Itália durante um ano – Stefano no contexto de “Misión Roma 3” (2017-2018), Raul no contexto de “Misión Roma 4” (2018-2019) – percorrem a sua experiência ao serviço do Movimento no “Belpaese” e observam os dons que a Mater lhes deu em troca da sua generosidade.—

Rapazes, bem-vindos de volta! Para aqueles que não vos conhecem, apresentem-se.

Raul: Eu sou Raul Cubilla, tenho 22 anos e trabalho com a minha família numa clínica dentária. Estudo administração de empresas. Fiz parte da equipa de Misión Roma 4!

Stefano: Olá a todos! Eu sou Stefano Marazzi, tenho 29 anos. Sou engenheiro mecânico e agora estou a trabalhar na minha profissão aqui no Paraguai. Fui para Roma em 2017, com o terceiro grupo da Missão. Eu tenho uma namorada… e nada mais, assim!

 

Stefano

Como conhecestes o Movimento Apostólico de Schoenstatt?

Raul: A minha relação com a Juventude Masculina de Asunción começou quando eu tinha 8 anos de idade e a minha mãe me disse para ir a um retiro da Juventude Masculina. Nessa ocasião apaixonei-me por Schoenstatt, conheci o amor da Mater. A partir desse momento, o meu relacionamento com o Movimento desenvolveu-se e, graças a Deus, estou aqui hoje para trabalhar novamente por este Amor, pelo Reino de Deus…

Stefano: Conheci Schoenstatt pela primeira vez em criança quando fui levado para um retiro num lugar perto de Asunción chamado Tupãrenda. Depois, quando eu era mais velho, enquanto frequentava a universidade, fui convidado a ir ao Santuário por várias pessoas, primeiro o meu irmão e depois um amigo. Lembro-me que eu tinha quase 20 anos quando entrei para o Movimento, graças ao convite deste meu amigo. Estávamos em Junho de 2009. Os convites chegaram até mim e eu cheguei a Schoenstatt assim. Para além de participar em Misión Roma, em 2015 fui chefe da Juventude Masculina dos Universitários e chefiei uma missão.

 

Raul, selfie com missionários MR 4, Pe. Facundo Bernabei e Pe. Catoggio

Quem é Maria para vós?

Raul: Maria é um guia para mim, assim como uma mãe que me toma pela mão e me conduz pelo caminho certo. Não importa se, por vezes, fazemos algo de errado, Ela mostra-nos sempre o caminho certo, sempre.

Stefano: Maria é um lugar seguro para mim, onde se pode encontrar amor e tranquilidade. Quando procuro a paz, rezo sempre a Maria e posso encontrar a paz graças a Ela.

E o Padre Kentenich?

Raul: O Padre Kentenich é um mestre, é como o treinador deste jogo chamado “Vida”, uma vida religiosa, uma vida em Deus. É ele que nos dá as ferramentas para a enfrentar.

Stefano: Para mim o Padre Kentenich é como um guia, é também um missionário porque sempre soube partilhar a situação actual com as pessoas. Precisamente nesta época do Coronavírus, estava a ler alguns dos seus pensamentos e fiquei espantado como ele já tinha começado a preparar o coração dos que estavam ao seu lado antes da Segunda Guerra Mundial. A leitura dos seus pensamentos dá-nos tanta sabedoria.

O que é que o Santuário representa para vocês?

Raul: transformação e envio apostólico.

Stefano: uma segunda casa, um lugar de alegria.

 

Quando e porquê decidiram participar em Misión Roma? Como vos preparastes para esta experiência?

Raul: Decidi participar em Misión Roma precisamente quando a MR começou, ou seja, quando os primeiros missionários partiram para Itália. Nessa altura, eu tinha 18 anos e pus-me imediatamente ao serviço deste belo projecto. Eu já conhecia o Nico, o Jorge e o Braulio (os três primeiros a sair, nota do editor) e tinha-me posto à disposição deles para dar uma contribuição do Paraguai. Ao fim de três anos, então, Deus escolheu-me para participar na Missão. Preparei-me muito na parte espiritual, fiz a mim próprio muitas perguntas sobre o que poderia acontecer e com quem me encontraria nesta experiência em Itália, um país do qual pouco conhecia. A minha família deu-me muito apoio moral e motivou-me ao dizer-me que Misión Roma era um jogo importante que eu tinha de jogar até ao fim.

Stefano: Pensei em participar na Misión Roma apenas um ano antes do que teria sido a Misión Roma 3. Eu já tinha feito parte de um grupo que organizou a primeira Missão em 2014. Mas eu só dava uma mãozinha ao nível da ajuda, pois inicialmente não tinha vontade de partir. Durante esses anos tentei seguir os ensinamentos do Movimento, aprendendo a viver como um schoenstatteano do dia-a-dia. Depois, em 2016, senti o apelo para participar na Missão dentro de mim e, por isso, falei desse desejo com o Padre encarregado da Missão, aqui em Asunción..

 

Quais foram as vossas principais actividades durante a Missão?

Raul: Antes de mais nada, a actividade com a Juventude Masculina. Uma das coisas mais belas que conseguimos fazer nesta área foi eleger um líder do grupo. Foi a actividade mais importante porque era nossa tarefa, enquanto missionários, fundar a Juventude Masculina em Roma. Por isso, organizámos encontros para nos formarmos com os nossos amigos de Roma como Jovens, como rapazes, como um grupo na vida de Schoenstatt. Outra actividade importante foi a Missa da Juventude, todos os Domingos, na paróquia. Eu, em particular, dei uma mão ao coro na animação das canções. A Missa era muito bonita como momento, porque era muito participada.

Stefano: para mim também o grupo da JM foi a actividade mais importante, especialmente na segunda parte da Missão. Depois, a outra actividade, que nos teve muito ocupados, foi o trabalho comunitário. Como missionários, reflectimos sobre as necessidades e desafios que a Missão nos colocava e aos quais tínhamos de responder de tempos a tempos para que a missão pudesse crescer.

 

Encontro da Juventude Masculina – Julho de 2018 (Raul está na fila de trás)

Qual foi a maior alegria e a maior dificuldade da Missão?

Raul: Certamente uma bela memória que trago no coração e que me deu muita alegria foi a da missão em Vico Equense, especialmente por estar entre as famílias que visitámos. Senti-me verdadeiramente bem-vindo. Estar com eles, ver como estavam à espera da Páscoa, partilhar o pouco que tinham era verdadeiramente belo. Outra grande ocasião de alegria foi o encontro com o Papa Francisco. Por outro lado, uma dificuldade encontrada durante o período da Missão em Roma, para além de fazer dieta – que é muito difícil em Itália – foi a de fundar um grupo de pequeninos da Juventude Masculina. Uma dificuldade, porém, que constituiu, ao mesmo tempo, um grande desafio.

Stefano: quando penso numa grande alegria, vem-me à ideia o ter ajudado a fundar o grupo da JM em Roma. Fez muito sentido o tempo passado em Roma. Uma dificuldade, porém, foi a constante procura de harmonia dentro da nossa comunidade, condição necessária para o sucesso da Missão que todos nós, missionários, procurámos respeitar.

Um conselho que vos apetece dar aos que, entre os jovens, se aproximam de Schoenstatt?

Raul: tentar envolver-se nesta vida de Schoenstatt, o que é muito difícil. Quando a minha mãe me disse: “Vai ao retiro da Juventude Masculina de Schoenstatt”, tive medo do julgamento das pessoas sobre a minha escolha, pensei que não podia ser 100% católico. Mas o mais belo de Schoenstatt é que mesmo que se faça algo de errado, não se fica abatido porque se encontra sempre o rosto da Mater que te ajuda a levantar das tuas quedas. Schoenstatt deu-me essa esperança e essa força para aspirar a ser santo todos os dias, na vida quotidiana, com os amigos, com a namorada, com os colegas estudantes. O meu convite, portanto, é que confiem em vocês, porque a vida em Schoenstatt dá muitos frutos.

Stefano: para responder à tua pergunta, uso a metáfora da pizza: se tens uma boa pizza à tua frente, não precisas de a comer toda para apreciar a sua bondade, basta provar a primeira fatia. O mesmo vale para o Movimento Apostólico de Schoenstatt: para se tornar schoenstatteano há apenas um primeiro passo a dar, então a Mater fará tudo o resto e far-vos-á compreender que Schoenstatt é realmente bom!

Qual é a lição mais importante que aprendestes com a missão? Será que esta experiência vos mudou?

Raul: A primeira lição é o italiano, que aprendi lá graças a todos os tipos que me ajudaram tanto. Tolerância e paciência são duas outras lições que aprendi com a missão, muito úteis para um ansioso e decisionista como eu. Utilizo também a metáfora da pizza: a massa deve ser feita com amor, com tranquilidade, sem stressar a massa. Trabalhei, portanto, muito neste sentido, tentando não me zangar sempre que tinha de voltar atrás nas decisões já tomadas, para as mudar. Depois, devo dizer que aprendi a abrir mais o meu coração às pessoas que estão ao meu lado. Passar a semana na paróquia, com todos os rapazes que queriam partilhar comigo um caminho, fez-me apreciar realmente o valor da comunidade e, por isso, ajudou-me a estar menos fechado.

Stefano: Uma coisa que a missão me ensinou diz respeito à relação com as pessoas. Estar longe da própria família e dos seus afectos foi como um treino para viver melhor este momento em particular. Tornou-me mais forte para enfrentar este clima de distanciamento devido ao Coronavírus. Este é um presente da Missão

 

Raul, ladeado pelos seus companheiros MR4 (Manuel, à esquerda da foto, e Renato, à direita da foto), dá ao Papa Francisco uma pequena foto da Mater.

 

Original: italiano (28/5/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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