Colocado em 27. Agosto 2017 In Schoenstatteanos, Vida em Aliança

Centenário de um sacrifício…

FRANÇA, Pe. Jean-Marie Moura •

Partilhamos uma carta escrita pelo Pe. Jean-Marie Moura, um sacerdote diocesano francês a quem o bispo da diocese de Cambrai, Mons. François Garnier, pediu para que se encarregasse da Pastoral do Santuário de Cambrai. Em torno deste Santuário, construido como presente de toda a família de Schoenstatt internacional em 1965, há muito pouca vida schoenstattiana; mas o bispo, um grande amigo de Schoenstatt, não quis que se abandonasse. O Pe. Jean Marie começou a difundir a Campanha da Mãe Peregrina com grande êxito.


 

Queridos amigos do santuário:

Esta carta é enviada hoje, mas foi escrita no passado dia 4. Um dia importante para este bendito lugar da diocese de Cambrai, onde se construiu uma pequena capela em 1964 pelos alemães e os franceses, por duas importantes razões.

A primeira: no dia 4 de outubro de 1918, um jovem soldado alemão de 20 anos, José Engling, ofereceu a sua vida a Deus através da Virgem Maria nas terras do norte de França, em Thun St. Martin. Ele preparava-se para ser missionário. Este sacrifício foi livremente assumido para que o movimento mariano de Schoenstatt, que ele tinha levado para essa horrorosa guerra, fosse difundido pelo mundo e oferecer a paz que a sua “pequena Mãe” tanto queria dar a cada um.

A segunda razão da construção da capela, era o desejo ardente dos membros do movimento de ver regressar o fundador, o Pe. José Kentenich, antes da sua partida para o Céu. Ele encontrava-se exilado nos Estados Unidos há 14 anos e já tinha 80 anos…! No dia seguinte à inauguração do santuário por Mons. Jenny, em 12 de setembro de 1965, essa petição à Virgem foi concedida.

Quanto ao desejo de José Engling, foi cumprido amplamente e árvore de Schoenstatt não parou de crescer e florescer. Hoje somos cerca de 100.000 membros em todos os continentes!

“Quantas vezes na história do mundo, o pequeno, o insignificante, foi a fonte de coisas grandes, muito grandes….” dizia o Pe. José Kententich, então jovem sacerdote, aos adolescentes da sua nova congregação mariana, em 18 de outubro de 1914.

Este lugar, perdido entre as pradarias de Cambrai, mas a cinco minutos da auto-estrada, corresponde à parábola de Jesus sobre um tesouro encontrado num campo… (Mt. 13).

Estou maravilhado por descobrir, desde há dois anos, a pujança evangélica deste movimento internacional, no coração de um mundo que busca desesperadamente a razão de viver.

A quanta gente ouvi dizer “Vimos ao longe uma capela ao passar, mas não sabíamos…” mas o tempo de Deus não é o tempo do homem…

A partir de agora, chegou o momento de dar a conhecer mais este “belo lugar” (Schoenstatt) e a sua espiritualidade mariana que nos conduz ao Pai Eterno.

A data do centenário da morte de José Engling – cujo processo de beatificação avança bem- no dia 4 de outubro de 2018, seria uma esplêndida ocasião para que a sua figura seja finalmente reconhecida, disse Mons. François Garnier, nosso bispo, numa bonita frase “uma das estrelas mais belas da nossa bandeira europeia”.

Schoenstatt é uma árvore que floresce sempre!” Joao Pozzobon

Pe. Jean-Marie Moura, 1 rte nationale, 59141 THUN 0663171881 [email protected]

Original: francês, 23-08-1017. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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