Colocado em 12. Maio 2015 In Missões, Schoenstatt em saída

Missão Cuba da Juventude Masculina Universitária – Schoenstatt a serviço da Igreja

CHILE/CUBA, P. Pedro Pablo Celis •

Depois de celebrar os 100 anos como Família de Schoenstatt, começamos a ver os frutos e as graças deste jubileu. Tivemos a possibilidade de olhar para trás para agradecer pelos presentes recebidos durante todos estes anos, renovar-nos em nossos ideais e começar a projetar os próximos cem anos que virão. Quando olhamos para o futuro é necessário começar desde o que somos, desde nossa identidade. A Juventude Masculina latino-americana, mas especialmente a Juventude Masculina chilena tem-se identificado por uma profunda consciência de missão. Aquilo que temos vivido, o que temos experimentado no santuário e em nossa Família de Schoenstatt não pode ficar apenas para nós, senão que queremos ofertá-lo. Uma geração missionária impulsionada desde o santuário, na força da aliança, com heroísmo e coerência, para presentear Schoenstatt a Igreja e ao mundo. É a exortação que move a muitos jovens de nosso país, que escutaram a voz do Papa Francisco a sair e que não tem fronteiras.

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Sair do santuário para servir a Igreja

Durante a preparação para o jubileu, de um grupo diverso de jovens da Juventude Masculina Universitária de Campanário, surgiu o desejo de sair do santuário para servir a Igreja e fundar o Movimento aonde o Senhor e a Mãe os conduzissem. Desta maneira em 18 de outubro de 2014 apresentaram uma carta no Santuário original e em Campanário, pedindo a Mãe que se manifestasse. Escutando a voz de Deus se nos abriu uma porta que nos conduziu para Cuba. Três jovens sacerdotes cubanos, diocesanos de Schoenstatt, estavam na celebração em Alemanha. Com eles tivemos um encontro e nos convidaram para que fossemos ajudar-los na re-fundação da Igreja cubana e fundar o Movimento. Eles formam parte da pequena Família de Schoenstatt que existe na ilha e são fruto da missão que começou no ano 1999 quando o P. Carlos Cox e um grupo de jovens de Campanário foram missionar em La Habana. A missão da juventude não durou muito tempo, mas teve uma grande fecundidade no silêncio.

Colocar-se a serviço da Igreja cubana

O objetivo da missão consiste em colocar-se a serviço da Igreja cubana, nos inserindo nas paróquias aonde estes sacerdotes trabalham. Ajudaremos na formação de jovens dirigentes, acompanharemos a pastoral juvenil da paróquia e da diocese, apoiaremos a catequese de primeira comunhão e crisma, assim como as missões e projetos sociais. Desta maneira iremos descobrindo caminhos para começar a fundar a juventude de Schoenstatt na paróquia, se Deus assim o quiser. Durante todo este tempo nos estamos preparando com oração e capital de graças.

Em janeiro tivemos a graça de poder visitar Cuba para preparar a missão, conhecer os lugares onde estarão os missionários, adentrar em sua cultura, na realidade que vive o país, com sua riqueza e sua pobreza, com as carências e sua beleza. O que mais nos alegrou, foi o encontro que tivemos com tantas pessoas. Famílias, jovens, sacerdotes, bispos, matrimônios, senhoras, crianças, religiosas, missões rurais, etc. Em cada um de seus rostos vimos a esperança que regala Deus no coração, que enche a alma de alegria e que nos regala a liberdade interior. Maria, a Virgem da Caridade do Cobre, está enraizada no coração de cada cubano. Não há lar, não há lugar que não tenha a imagem da “Cachita”, porque como diz a frase que marcou a Igreja em Cuba, “A caridade nos une”.

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Cuba é terra de missão

Cuba é terra de missão, e Maria colocou seu olhar nesse lugar. Em março serão enviados três jovens universitários da Juventude Masculina de Campanário por seis meses para missionar na diocese de Camagüey, no centro de Cuba. Rezemos por eles agradecendo sua entrega, generosidade e heroísmo. Por suas famílias, que deixam seus filhos partir. E especialmente pela fecundidade da “Missão Cuba” para que muitos jovens em Chile queiram unir-se a este chamado de sair a levar Schoenstatt à igreja e ao mundo.

Por que os jovens desejam missionar em Cuba?

Matías Rodríguez: “É uma maneira de agradecer a Deus e a Mãe o que recebi de minha família, da juventude masculina e de meus amigos. É uma forma concreta de poder responder, saindo e entregando tudo o que recebi em minha formação em Schoenstatt a serviço da Igreja Cubana”.

José Ignacio Sepúlveda: “Creio que a melhor forma de agradecer todo o vivido e o recebido em minha vida é regalando aos demais. Creio que em Cuba Cristo urge, é necessário que a Mãe habite ali e é um bonito e grande desafio fundar Schoenstatt no centenário da Aliança de Amor. Motiva-me muito que a missão se desenvolva dentro do âmbito eclesial, que trabalhemos em paróquias e capelas, em minha opinião é aí onde temos que começar regalando Schoenstatt”.

Vicente Jaramillo: “Regalo e salto mortal: Regalo de sentir-se necessitado dos outros, de valorizar o pouco que se tem, agradecer cada encontro, olhar. Falta-nos um pouco disso no país que vivemos um pouco afligidos pelo que temos. Viver um semestre de escassez material para abundar na humana e espiritual é um regalo que ninguém ganhou, eu ganhei porque Deus é grande, apenas por isso. E como Filho tenho que agradecer todos os dias… e aproveitar tudo que puder. E também salto mortal. Sei o que me espera lá? Pouco, quase nada. É fácil trancar a universidade? Não. Vai ser difícil? Seguramente. Deixar os amigos e a família? Dói. A verdade, estou entre ansioso e morto de susto, mas o Papai do céu sabe melhor o que necessito, assim que aqui vamos: salto mortal”.

Fonte: Revista Vínculo, maio de 2015
 Original: Espanhol – Tradução: Lena Ortiz – Ciudad del Este – Paraguay

 

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