Colocado em 6. Abril 2018 In Francisco - Mensagem

E, eu hoje, nesta Páscoa de 2018, o que faço?

Páscoa 2018 – HOMILIA DO PAPA FRANCISCO NA MISSA DO DOMINGO DE PÁSCOA EM S. PEDRO •

O Papa Francisco presidiu a Missa da Páscoa da Ressurreição, com uma assistência de milhares de pessoas na Praça de S. Pedro, tendo improvisado uma Homilia na qual, destacou três aspectos da Ressurreição: A surpresa, a pressa e o modo em que isto afecta a vida de cada um de nós. Na linha da sua mensagem na Vigília Pascal, desafiou-nos a todos: E, eu hoje, nesta Páscoa de 2018, o que faço?

Texto integral da Homilia do Papa Francisco, 1/4/2018

Pascua

Depois de ouvirmos a Palavra de Deus nesta passagem do Evangelho apraz-me dizer três coisas:

Primeiro: O anúncio, aqui há um anúncio: o Senhor ressuscitou, este anúncio que, desde os primeiros tempos do cristianismo passava de boca em boca transformando-se numa saudação, o Senhor ressuscitou. E, as mulheres que foram ao Túmulo para ungir o corpo do Senhor, depararam-se com uma surpresa, os anúncios de Deus são sempre uma surpresa, porque o nosso Deus é o Deus das surpresas. E assim aconteceu desde o início da História da Salvação, desde o nosso pai Abraão. Deus surpreende-o: “deixa a tua terra, vai”. Há sempre uma surpresa após outra. Deus não sabe fazer anúncios sem nos surpreender. E o que move o nosso coração, é justamente esta surpresa de Deus, que nos surpreende onde menos esperávamos. Usando a linguagem dos jovens: a surpresa é sempre um golpe baixo; não estás à espera. E Ele manifesta-Se e mexe contigo, o primeiro anúncio, surpresa.

 

Segundo: A pressa: As mulheres correm, vão depressa: “Mas, para nos dizerem, deparámo-nos com isto!” As surpresas de Deus colocam-nos logo a caminho, sem esperar. Pedro e João correram, como os pastores naquela noite de Belém, correm: “Vamos a Belém ver o que os Anjos nos disseram” e a samaritana corre para contar à sua gente: “Esta é uma novidade: encontrei um homem que me contou tudo o que fiz». E as pessoas sabiam as coisas que ela tinha feito. E essas pessoas correm, deixam o que estão fazendo, até mesmo a dona de casa deixa as batatas na panela – no regresso vai encontrá-las queimadas – mas o importante é ir, correr, para ver aquela surpresa, aquele anúncio. Ainda hoje acontece isto, nos nossos bairros, nas nossas povoações, quando algo extraordinário acontece, as pessoas correm para ver. Vão com pressa. André não perdeu tempo e apressou-se a ir ter com Pedro para lhe dizer: «Encontrámos o Messias”. As surpresas, as boas novas, devem ser dadas assim, com pressa. E para quem não quer arriscar, e leva algum tempo – como Tomé, que quer tocar as chagas do Senhor para acreditar –  o Senhor é bom, fica à espera dele com amor, pois o Senhor tem paciência com aqueles que não vão tão rápido.

O anúncio surpresa, a resposta apressada e a terceira coisa que vos quero dizer, hoje, é uma pergunta: E, eu, o que faço? O meu coração está aberto às surpresas de Deus, consigo ir com pressa ou sempre com aquela cantilena: «Mas amanhã verei, amanhã, amanhã …?” O que me diz a surpresa? João e Pedro foram a correr ao Sepúlcro. O Evangelho diz-nos acerca de João: “Acreditou”. Pedro também: “Acreditou”, mas com a fé à mistura com algum remorso por ter negado o Senhor. O anúncio, surpresa: E, eu hoje, nesta Páscoa de 2018, o que faço?”

E eu, hoje nesta Páscoa de 2018, o que faço?

 

Bênção Urbi et Orbi: África, Síria, Venezuela – o apelo do Papa Francisco à Paz

Original: espanhol (1/4/2018). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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