Colocado em 2016-10-21 In Dilexit ecclesiam, Igreja - Francisco - movimentos

O Jubileu que a Mater me pediu

ROMA-CUBA,  Pe. Rolando Gibert Montes de Oca Valero •

Não sabia que havia um Jubileu Mariano. Soube porque um amigo me convidou. Então pensei: a Igreja quer dar um presente à Mater…mas Ela, de certeza, dar-nos-á alguma coisa melhor e comecei a perguntar-me qual seria a riqueza, o dom que a Mãe nos quereria oferecer…

A propósito do Jubileu, uns amigos do Caminho Neocatecumenal convidaram-me para uma “Celebração Sinfónico-Catequética”. Tratava-se de uma peça musical intitulada “O Sofrimento dos Inocentes”, dedicada ao povo judeu mas, também, a todos os inocentes vítimas de injustiças ou de desastres naturais. A obra que recriava a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, teve o seu ponto culminante quando, por intermédio da música e do canto, fomos convidados a acompanhar Nossa Senhora aos pés da Cruz, cantando todos, em uníssono, com a orquestra e o coro. “Maria Mãe de Deus”.

Maria e a dor frente à Cruz

No dia seguinte, a Vigília teve lugar na Praça de S. Pedro e começou com o testemunho do Arcebispo de Alepo, o Pastor de uma Igreja e de um povo provados na dor. Para mim foi emocionante ouvir este homem falar de esperança e pedir orações pela sua Grei: eis aqui o segundo sinal.

Imediatamente a seguir, como para acompanhar esta dor chegou a Mãe. Veio com os Seus filhos que formaram uma extensa procissão de Imagens de vários Santuários do mundo. Encabeçou este caminho Nossa Senhora de Pompeia, tão querida e inspiradora, a seguir Nossa Senhora de Coromoto, da Venezuela; a Guadalupana do México, a do Pilar de Zaragoza, uma do Vietname, Fátima, Lourdes, Chiquinquirá da Colômbia …e tantas mais…

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Onde está a MTA?

Faltava-me uma representação da nossa MTA, parecia-me bela mas incompleta aquela procissão. Falta a terra cálida e familiar… Pela minha parte, agito uma bandeirinha de Schoenstatt e procuro, procuro…Vê-se Maria Auxiliadora, Nossa Senhora do Líbano, a de Suyapa das Honduras, a Aparecida, a de Luján… e atrás outro grupo de argentinos, sei-o pela bandeira, trazem um estandarte do “Santuário Maria do Rosário de San Nicolás”. São, um sacerdote e algumas leigas que trazem nas suas mãos…sim, uma Cruz da Unidade, nela vai a Mater. Encho-me de alegria e grito Schoenstatt! Eles olham para mim e gritamos em coro Schoenstatt, Schoenstatt…

A seguir, chegou o Papa para rezar com todos o Terço. Quase no fim o meu telemóvel não deixa de vibrar, deixa-me inquieto, talvez seja alguém que precisa desta oração…era o mail com uma sequência de fotos que mostravam os destroços do furacão Matthew na querida Paróquia de Maisí, no extremo leste da ilha de Cuba. A dor e Maria, era clara a mensagem. O meu Terço, então, converte-se em contemplar estas Imagens e em pensar em tantos que agora só têm a vida e o anseio de poder reconstruir… Detenho então o meu olhar numa Imagem de Maria, com a certeza de que está com eles e experimento paz.

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Aliança com eles e por eles

No Domingo, na Celebração central do Jubileu, o Papa Francisco convidou-nos a agradecer a Deus, conscientes de que tudo quanto temos é dom e, no fim, na alocução prévia ao Ângelus, pediu orações pelas numerosas vítimas do furacão no Haiti.

Aqui, completei a mensagem. O Jubileu que a Mater quer de nós deve ser uma vivência da Aliança de Amor que nos lance ao serviço dos que mais sofrem: Aliança com eles e por eles. “Schoenstatt em saída” deve ter sabor a compromisso e a entrega em prol de tantos que passam agora pela prova da dor.

Por amor ao meu Cristo e à minha Mater: O que estou eu a fazer por eles?

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Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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