Colocado em 9. Setembro 2018 In Vida em Aliança

Tupᾶrenda: um legado para as novas gerações

PARAGUAI, Redação da revista “Tupᾶrenda” •

No início do mês de junho de 2018, a editorial En Alianza e a Fundação José Kentenich publicaram o livro “Tupᾶrenda, onde o céu toca a terra”, tendo como autores Oscar Sandoval e o padre Antonio Cosp, os quais nos dizem que a ideia de contar com um meio material que recompile a história do lugar, de como chegou o movimento de Schoenstatt ao Paraguai, a construção do santuário e tudo o que hoje se encontra no lugar, nasceu no ano 2016 numa reunião da pastoral de Tupãrenda.—

Começou a tarefa com a definição da metodologia a utilizar para a recompilação dos dados, definir os meios materiais necessários e os redatores. Pretendia-se deixar um legado às novas gerações a partir da entrega que tiveram os primeiros schoenstattianos paraguaios, os pioneiros, a valente “geração fundadora”, a qual à luz da lei da resultante criadora, soube interpretar os desígnios da  Divina Providência e tornou possível o anelo de contar com um santuário filial no Paraguai.

Quando uma revista se converte em testemunho histórico

A metodologia adotada para o processo de redação, consistiu na recompilação de todas as revistas “Tupãrenda” que foram possíveis (aproximadamente 339 edições) e extrair delas todos os artigos referidos a este respeito. Também se recorreu aos primeiros membros dos grupos schoenstattianos que foram instrumentos da Santíssima Virgem para a realização do anseio de ter um santuário filial no Paraguai.

O processo contou com a inestimável colaboração de Carlos e Morocha Etchegaray, os quais nos ofereceram o seu tempo e os seus arquivos, em cujas pessoas se rende uma homenagem à entrega que tiveram os primeiros schoenstattianos paraguaios. Carlos e Morocha junto com monsenhor Claudio Giménez fizeram, em janeiro de 2017, um folheto que relata o que foi a busca do terreno e a aquisição do mesmo. Abrange desde o ano de 1977 até 1980 e este foi uma fonte de primeira mão no tema da aquisição do terreno.

 

Queremos erigir-te uma morada, um lugar onde habites para sempre

Os primeiros schoenstattianos, mulheres e homens, foram artífices do lema: «Queremos erigir-te uma morada, um lugar onde habites para sempre». Assim expressaram o seu grande anelo. Eles entregaram o seu capital de graças fazendo suave violência à nossa querida Mater a fim de que venha e habite este lugar: Ela quis derramar as suas graças e conquistar os nossos corações. Também trouxeram fotografias daquela época.

“Todo o processo de recompilação, redação e correção foi escrupulosamente guiado pelo Padre Antonio Cosp com quem passámos largas horas partilhando opiniões, lendo, relendo tudo, e também realizando a não muito grata tarefa de «recortar» textos, seguindo a sua máxima de «mais é menos»”, conta Oscar Sandoval.

A história abarca desde a origem do nome de “Schoenstatt”, como se concretizou a aliança de amor do pai fundador e dos primeiros congregantes, a expansão do movimento pela Europa chegando à América do Sul, a sua fundação no Paraguai no ano de 1959, a refundação em 1974, a visita do primeiro grupo de casais ao Santuário de la Loma –Paraná – Argentina, onde se tem a primeira vivência de santuário e nasce o anseio de contar com um no Paraguai, toda a organização posterior para encontrar e adquirir um terreno, a ermida, a construção do Santuário e todas as outras obras que até hoje se veem em Tupᾶrenda (Igreja Santa María de la Trinidad, Casa de Retiros, Capela San José, a Casa do Peregrino, a grande Cruz da Unidade, o Camposanto Aleluya, a Casa Madre de Tupᾶrenda, entre outros).

Fonte: Revista Tupᾶrenda, Paraguai

Original: espanhol. 29.08.2018. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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