Colocado em 2. Abril 2018 In Vida em Aliança

A Mater torna-se presente nos momentos de dor

PARAGUAI, Leticia Deggiovani Fariña •

Num momento muito difícil e doloroso, como foi a morte súbita da sua mãe, Leticia Deggiovani Fariña sentiu que Maria, a Mãe três vezes Admirável de Schoenstatt, que já conhecia, correu ao seu encontro. —

A Mater apresentou-se-me em diferentes momentos da minha vida. Sem ser consciente do seu chamamento ela estava ali, procurando-me como sua aliada, querendo conquistar o meu coração. Eu não era próxima do Movimento quando a conheci, apesar de ter muito presente na minha vida Nossa Senhora como Mãe de Deus e nossa Mãe.

Com o passar do tempo e já tendo formado uma família, fomos convidados, o meu marido e eu, a fazer parte do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Na altura não soube bem o que responder, mas o meu marido sem duvidar impulsionou-me a que disséssemos “sim”, pensando também que a nossa filha Sofia pudesse crescer num ambiente espiritual mais sólido. Desde então formámos um grupo de casais onde nos sentíamos realmente como uma família e pudemos desenvolver vínculos fraternos.

Fazendo já parte do movimento nasceu a nossa segunda filha, Gianna, e cresceu assim a nossa família em fé e amor à Mater.

A Mãe Peregrina na unidade de cuidados intensivos

O ano de 2017 foi um ano difícil para mim e para a minha família. A minha mãe tinha uma doença que nunca se conseguiu diagnosticar. Foi internada e numa questão de horas foi levada para a unidade de terapia intensiva, com diagnóstico reservado.

Enquanto estávamos na sala de espera, cheios de perguntas sem respostas, encontrámo-nos com uma imagem da Mãe Peregrina. Isto não foi por acaso, ela estava ali presente com um propósito: fortalecer-nos no meio da dor e dar-nos consolo. Pude sentir que me dizia “eu estou aqui, não te preocupes”. Foi assim como nessa espera tão difícil ela nos susteve e de maneira especial acompanhou a minha mãe. Pedi-lhe muito que não a deixasse só, que lhe desse a mão em todo o tempo do seu sofrimento, já que fisicamente nem eu nem os meus irmãos podíamos estar perto dela.  Enquanto decorriam essas horas intermináveis senti uma grande carga sobre os meus ombros, como uma cruz pesada, da dor e do sofrimento da minha mãe. Não deixei de pedir que se cumprisse a vontade do Senhor na sua vida, rezando a oração da confiança: “Confio em teu poder e em tua bondade…”  e sei que a Mater a acompanhou até ao seu último suspiro, levando-a em seus braços ao encontro do Senhor.

Mais que nunca minha mãe

No meio da dor é difícil encontrar fortaleza, mas a presença da Mater marcou esse momento da minha vida para sempre. Ela oferece-nos esperança no meio do sofrimento, ainda mais a partir dessas experiências de profunda dor que tive que atravessar.

A partida da minha mãe foi muito dura, mas aceitei-a com o coração confiado e unido à Mater, a quem sinto mais que nunca como minha Mãe e a quem recorro em todos os momentos do meu dia. É por ela que busco ser escutada perante a ausência física da minha mãe. Dela aguardo essa palavra de alento que ela me dava sempre e sobretudo a fortaleza para seguir em frente semeando na minha família essa semente que pôs em mim e nos meus irmãos.

 

Fonte: Revista “Tuparenda”, Paraguai, março de 2017 – agora pode lê-la online

Original: espanhol. 30.03.2018. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

Etiquetas: , , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *