Colocado em 18. Setembro 2015 In Segundo século, Vida em Aliança

Três perguntas… sobre o Schoenstatt do segundo século da Aliança (42)

Hoje responde: Gonzalo (Chalo) Vega, de San José, Costa Rica, casado há 41 anos com Ileana. Têm três filhos e sete netos. Pertencem ao primeiro curso da União de Famílias da Costa Rica. São do grupo fundador da Costa Rica e foram coordenadores diocesanos, chefes do Ramo das Famílias, coordenadores da Escola de Chefes e Monitores [EJE], coordenadores de Fortalecimentos Matrimoniais, monitores de vários grupos de formação, conferencistas PRE – Schoenstatt, conferencistas da Escola de Dirigentes e Aconselhamento Matrimonial ao serviço da Família de Schoenstatt •

Quase a um ano de peregrinarmos pelo segundo século da Aliança de Amor… Como sonha este Schoenstatt no seu ser, no seu estar na Igreja e no mundo, e na sua tarefa?

Os meus sonhos foram herdados do Pai e Fundador…

Deus permitiu que o final do Concílio Vaticano II e o regresso do exílio do Padre Kentenich coincidissem num mesmo momento da história. Deus deixou livres a Schoenstatt e ao nosso Pai, justamente, no momento em que começava a era pós-conciliar. O que nos disse o Pai:

”…prometi ao Papa, em nome de toda a Família, que me comprometia com a Família a realizar, da maneira mais perfeita possível, a missão pós-conciliar da Igreja”. “…Deus elegeu Schoenstatt, das fontes mais profundas da Igreja, para antecipar a grande tarefa que Ela tomou sobre os seus ombros (no VaticanoII) para os nossos tempos…”

Nós, seus filhos, herdámos esta missão para o segundo século. Por isso o meu sonho é o mesmo do Pai e Fundador… mais ainda, é a tarefa que nos pediu que assumíssemos e a que prometeu ao Papa Paulo VI no dia 22 de dezembro de 1965 no encerramento do Concílio Vaticano II.

O rumo é claro e está definido. O Padre Kentenich também nos falou num 18 de outubro de 1966 de um presente da Providência:

“É um grande presente pelo qual temos uma grande dívida de gratidão, é a clara direção de Deus para os tempos vindouros. A direção que (Deus nos deu) desde 1939, deve determinar o nosso caminho nos próximos séculos”.

Deus não só nos deu a experiência de uma fé viva e total no sobrenatural como também nos deu um “mapa”, um “caminho”, e é, precisamente, a história de Schoenstatt desde 1939 a 1965. A nossa experiência de Família em Dachau e Milwaukee não é apenas uma lição do passado é também uma orientação para o futuro.

Estes factos foram tão importantes para o Pai e Fundador que a partir de 1966 falou repetidas vezes à Família acerca dos “quatro marcos”. Agora são muito familiares para nós, mas por trás deles está a convicção do nosso Pai de que conhecer os marcos é ter um “mapa”, um caminho para uma fé, esperança, amor e vitória heroicas na Igreja.

“…os terríveis confrontos e sofrimentos por que temos passado desde, aproximadamente, 1940… Qual foi o sentido de todos estes anos? Nós devíamos viver antecipadamente para a Igreja todo o sentir católico como Deus o previu para as novas praias dos tempos! Se virem isto desta maneira , entenderão o que chegámos a ser e pelo que temos passado. Acreditamos que estamos chamados a ser o coração da Igreja. De que Igreja? A Igreja dos tempos vindouros. O coração! E que significa ser coração? Ser a profunda força de amor que supera todas as dificuldades. Um poder de amor que conquiste a Igreja, que encha a la Igreja com o heroísmo do amor. O poder do amor: essa é a nossa missão! O que significa isto? Quão inflamados temos que estar interiormente e quanto devemos inflamar-nos sempre mais num ardente fogo de amor! Como podemos unir membro com membro, ramo com ramo com vínculos de amor! O maior efeito da Aliança de Amor com a Nossa Mãe deve ser mais e mais uma Aliança de Amor com a Santíssima Trindade, uma Aliança de Amor entre nós, uma Aliança de Amor com cada membro e com cada ramo da Igreja, inclusive uma Aliança de Amor com a humanidade, com o mundo inteiro!

Tenho o caminho claro e definido e é, portanto, o meu sonho!

Para chegarmos a cumprir este sonho, o que temos que evitar ou deixar?

Devo evitar distrair-me e não devo distrair os outros. É imperioso deixar o que nos impede de tornar realidade o ideal matrimonial ou pessoal querido por Deus. Esse é o caminho seguro, porque assim poderá atuar a graça de Deus.

Para chegarmos a cumprir este sonho, que passos concretos devemos dar?

Primeiro, agradecer a Deus e à Virgem Maria poder ser seus instrumentos. Segundo, conhecer com profundidade o nosso Pai e Fundador até nos identificarmos com ele, com o seu ser, o seu pensamento, anelando ser um autêntico filho: com o seu ADN. Comprovo sempre que as pessoas que se identificaram profundamente com o Padre Kentenich transformaram a sua vida… porque através dele recebemos a missão que a Mãe e Rainha lhe confiou. E Ela conduz-nos ao Senhor e, pela sua mão, a Deus Pai.

familia

Original. Espanhol. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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