Colocado em 2016-07-27 In Vida em Aliança

“A Argentina será salva porque é terra de Maria”

ARGENTINA, por Osvaldo Martín e Claudia Echenique •

A Argentina tem uma profunda religiosidade mariana expressa nos numerosos santuários marianos existentes em todo o país. O Pe. José Kentenich ao visitá-la entre 1947 e 1952 percebeu essa realidade e disse “A Argentina será salva porque é terra de Maria”. No dia 9 de julho, Bicentenário da Independência, vários Santuários de Schoenstatt foram lugares de celebração.

Sob o lema “No Bicentenário da Independência, queremos pedir juntos para que a Argentina seja uma Pátria família”, um grande número de famílias reuniu-se no Santuário Nacional de Florencio Varela, em Bs. As.

Bispos, patriotas e poetas escreveram sobre a Pátria

Na Adoração Eucarística, muitos surpreenderam-se ao escutar a riqueza dos textos escolhidos para a meditação. Escutaram-se salmos, textos bíblicos, documentos dos bispos argentinos, de alguns patriotas, como Manuel Belgrano e grandes escritores como Francisco Luis Bernárdez, Leopoldo Marechal, Eduardo Mallea e Jorge Luis Borges.

Alguns fragmentos foram:

– Jesus Cristo, és Senhor da história porque no decorrer dos tempos fizeste a tua morada em Maria para nascer como Homem (…) Vieste pôr a “tua tenda” no meio das nossas vidas pequenas para torná-las grandes e luminosas. (Cf C.E.A. 13.05.2000)

– “Muito me falta para ser um verdadeiro pai da Pátria, contentar-me-ia em ser um bom filho…” (Manuel Belgrano, criador da bandeira argentina).

– “Mãos de amor fizeram-na grande como os seus céus, as suas montanhas e os seus rios. Como a candura dos seus rebanhos e a virtude dos seus campos de trigo infinitos; (…) Podemos dar graças ao céu pela beleza e a honra do seu destino. E pela felicidade interminável de termos nascido no lugar onde nascemos” (Francisco Luis Bernárdez).

-“Obrigado, Senhor, por esta terra de bênçãos e porque somos teus filhos! (…) A Cruz tem duas linhas: como as traça um povo? Com a marcha fogosa dos seus heróis e a levitação dos seus santos” (Leopoldo Marechal).

– “Ninguém é a pátria, mas somos todos. Arda no meu peito e no vosso, incessante, esse límpido fogo misterioso” (Jorge Luis Borges).

– “Se mil vezes tivesse que escolher, mil vezes escolheria nascer de novo na minha terra, crescer entre os seus rios, escutar o rumor doce do seu pausado crescimento. (…) Se mil vezes tivesse que escolher, mil vezes escolheria a sorte de ser mil vezes argentino” (Eduardo Mallea).

A Pátria Grande

Na missa celebrada mais tarde, agradeceu-se à primeira geração de argentinos que, interpretando o crescente crescimento de liberdade dos povos a quem representavam, assumiram a urgente responsabilidade de canalizar os ideais americanistas e levá-los à independência.

Na sua mensagem aos bispos argentinos pelo Bicentenário, o Papa Francisco dizia: “Celebramos duzentos anos de caminho de uma Pátria que, nos seus desejos e ânsias de irmandade, se projeta para além dos limites do país: rumo à Pátria Grande, a que sonharam San Martín e Bolívar. Esta realidade nos une numa família de horizontes amplos e lealdade de irmãos. Por essa Pátria Grande também rezamos hoje na nossa celebração: que o Senhor cuide dela, a baga forte, mais irmã e a defenda de todo o tipo de colonizações.”

A Pátria tem Mãe

Em Luján, desde 1630, Maria quis ficar na pequena imagem da Pura e Limpia Concepción. Desde esse momento, a pátria argentina teve mãe. Com os anos, muitas invocações foram semeando esta terra sul-americana de amor à Mãe de Jesus.

Na sua homilia o Pe. Javier Arteaga também pediu para que se pusesse a nossa pátria sob a proteção de Nossa Senhora de Itatí, cuja invocação se celebra no dia 9 de julho.

Concluída a missa, a procissão dirigiu-se ao Santuário para implorar à nossa Mãe que reine na nossa querida Pátria argentina, transformando-a numa Pátria família.

Compromisso com a Missão Nacional

Depois de se entoar o Hino Nacional argentino, o Pe. Arteaga dirigiu a renovação do compromisso com a Missão nacional:

“Mãe, neste Bicentenário da Independência da nossa Pátria, convidas-nos novamente a ser forjadores desta história, gerando uma Pátria Família.

– Estamos dispostos a confiar os destinos da Pátria nas mãos da Santíssima Virgem e a deixar-nos educar por Ela?

– Estamos dispostos a construir a família de Deus, ali onde nos colocou, fomentando a benevolência, a tolerância, o diálogo e o perdão?

– Estamos dispostos a anunciar o tesouro que guarda o Santuário, a mensagem da Aliança de Amor com Maria, àqueles que não a conhecem?”.

Como símbolo de fraternidade, todos rodearam o Santuário do Pai, assumindo o compromisso de tornar a Argentina numa Pátria família.

Finalmente, todos partilharam um belo chocolate quente com “churros”, enquanto um grupo de Irmãs de Maria entoava cantos folclóricos e muitos dançaram ao som das guitarras e dos cantos.

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Original: espanhol. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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