Colocado em 2009-09-30 In Santuário Original

O ex-presidente da República de Burundi, Domitien Ndayizeye, peregrina a Schoenstatt

Domitien Ndayizeye com sua esposa e o Pe. Deogratias no Santuário OriginalP. Deogratias Maruhukiro/mkf. Na vida há viagens que são inesquecíveis, assim quanto peregrinações que deixam uma impressão imperdível; e como um mulçumano anseia ir uma vez na vida a Meca, é também o sonho de cada schoenstattiano ajoelhar-se uma vez na vida no Santuário Original; e na semana passada este sonho tornou-se realidade para Domitien Ndayizeye e sua esposa Aude. O ex-presidente de Burundi, África, vai candidatar-se pelo Partido FRODEBU às eleições presidenciais, a ocorrer em junho de 2010. Passou primeiro por Berlim para tratar de assuntos de caráter político no Ministério das Relações Exteriores, aproveitou outrossim a oportunidade para empreender um dia de peregrinação a Schoenstatt.

No Santuário OriginalO pequeno grupo – o casal Ndayizeye e sua filha Pulcherie, que estuda em Neuwied, o Pe. Deogratias Maruhukiro e o Pe. Anicet, de Burundi – participou primeiramente da Santa Missa na Igreja dos Peregrinos, em que poderam cantar alguns cânticos em Kirundi. Na homilia foi recordada a grande festa da coroação, ocorrida em 15 de agosto derradeiro, em Burundi, em que a Família de Schoenstatt, juntamente com toda a Igreja e com a presença de elevados políticos e militares, havia coroado Nossa Senhora como Rainha da Paz e da Reconciliação. Mais tarde, outrossim o Pe. Ruedi Hüppi, que, ao longo de vinte anos, trabalhou em Burundi e havia igualmente viajado em agosto para participar da festa da coroação, associou-se a este pequeno grupo de peregrinos.

O casal Ndayizeye detém-se em oração no Santuário Original

No SantuárioO Pe. Franz Widmaier havia convidado para o almoço o prefeito Hahn para uma troca de idéias com um dos mais perfilados políticos de Burundi. Durante a sua presidência – entre o período de 2003 e 2005 – o político mais moderado de Hutu assinou em novembro de 2003 um acordo de paz com a Organização dos Rebeldes de Hutu, CNDD-FDD, e apoiou sua passagem ao partido político. Pediu auxílio ao Governo Federal Alemão, assim quanto à União Européia, na preparação das eleições democráticas, a ocorrer em 2010, em seu país. Outrossim como no país vizinho Ruanda, domina um conflito que já há muito perdura entre os grupos populares de Hutu – que constituem cerca de 84% da população – e da minoria dos Tutsi – cerca de 15% – que determinam os destinos políticos do país. Após o assassinato do primeiro presidente eleito de Hutu, Melchior Ndadayer, pelo partido FRODEBU, arrebentou uma guerra civil, que se foi sempre mais inflamando, vindo a custar a vida de entre 250.000 e 300.000 pessoas. Não por último, Burundi faz parte dos dez países mais pobres do mundo. Domitien Ndayizeye, que reiteradamente peregrina ao Santuário de Burundi, deposita enorme esperança na força reconciliadora da Igreja.

O ápice da peregrinação foi a visita empreendida ao Santuário Original, retornando do almoço; profunda fora a impressão causada no casal pelo fato de tudo o que eles conhecem de Schoenstatt em Burundi, com todo o seu forte vigor eclesiástico e social, haver tido início nesta modesta capelinha. Transcorrido um maior período de oração silenciosa, todos rezaram conjuntamente a oração da coroação à Rainha da Paz e da Reconciliação.

Visita ao túmulo do Pe. Kentenich

No túmulo do Pe. Kentenich rezando por BurundiDo Santuário Original, este pequeno grupo de peregrinos dirigiu-se para o Monte Schoenstatt, mais precisamente, para a Igreja da Adoração, bem como para o túmulo do Pe. Kentenich. Foi um momento comovente quando ambos puderam pela primeira vez colocar as mãos no sarcófago do Pe. Kentenich. Aude Ndayizeye dizia em voz baixa que muito amiúde recorre à intercessão do Pe. Kentenich e nele deposita enorme confiança. Daí, os peregrinos de Burundi empreenderam uma visita ao quarto do Pe. Kentenich, situado na Casa de Formação das Irmãs de Maria, onde viveu os derradeiros três anos de sua vida. Esta visita foi guiada pelas Irmãs de Maria, “Guardiãs do tesouro”, no dizer de Domitien Ndayizeye, ficando a respectiva tradução aos cuidados do Pe. Deogratias. Em seguida, ocorreu ainda uma breve visita à Casa das Missões. Daqui partiam irmãs alemãs para a chamada “Missão” a fim de levarem Schoenstatt para demais países; aí estes peregrinos de Burundi descobriram os nomes das primeiras irmãs que foram para Burundi: Peregrinando ao Berg Schoenstattas irmãs Margund, Lioba e Bernita. Grande foi outrossim a alegria ao verem expostos na exposição das missões muitos objetos provenientes de Burundi. Entre eles, destaca-se um Santuário de folhas de bananeira, feito por famílias, qual expressão de agradecimento à Nossa Senhora por havê-las protegido por ocasião da revolta em 1972.

A peregrinação chegou a seu término com grande alegria e gratidão para com todos aqueles que neste dia – ainda que não tenha sido divulgada a notícia sobre esta visita – haviam cooperado para que tudo fosse uma enorme vivência com o mundo de Schoenstatt.

Original: Alemão

Tradução: Abadia da Ressurreição, Ponta Grossa – PR, Brasil

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