Colocado em 2020-07-06 In José Kentenich

…que hei-de aliviar-vos (Mt 11,28)

Maria Fischer com Paz Leiva, Miguel Ángel Rubio e equipa de schoenstatt.org •

Nestes últimos dias houve um bombardeamento de declarações, tomadas de posição, entrevistas, comunicados de imprensa, vídeos, citações de livros, traduções à pressa – em parte com erros graves – e outros documentos; e penso que agora será bom para nós pararmos, respirarmos, rezarmos e perguntarmo-nos: O que significa para mim? Onde encontro respostas? O que quer Deus de mim com tudo isto, de Schoenstatt, de schoenstatt.org (este impulso surgiu na equipa de schoenstatt.org), do meu apostolado, do meu projecto missionário ou social? —

As publicações na imprensa afectaram-nos:

1Por causa do que foi comunicado e da forma como foi comunicado (acusações, denúncias contra o Pai por algumas Irmãs de Maria – 8 ou 10 sobre abusos que sofreram, da sua perspectiva e da do Visitador) e de uma investigação séria de documentos até agora não acessíveis (e apenas estes documentos).

 

2Porque se trata de informações sobre o Pe. Kentenich e sobre as razões do exílio que, numa grande parte do Movimento, não eram conhecidas, seja pela nossa omissão em procurar as informações (que havia) ou, melhor, pela falta de comunicação dessas informações por parte das Irmãs de Maria e daqueles que sabiam mais.

 

3Por não sabermos, com segurança, se os documentos no Vaticano contêm informações realmente novas que podem mudar o que sabemos até agora.

 

4Porque nos perguntamos porque é que ninguém de Schoenstatt pediu acesso a estes documentos já em Março deste ano, quando o arquivo foi aberto.

 

5Por causa de algumas declarações e entrevistas de agremiações ou comunidades de Schoenstatt que não foram muito afortunadas no seu estilo e tom (justificações, ataques à autora…).

 

Para nós fica o grande. E agora?

Penso que é importante sair da fase de indignação ou desilusão, de opiniões e queixas para uma atitude pró-activa, perguntando-nos: E agora?

 

É tempo de amadurecermos na nossa maneira de ser schoenstatteanos?

Ser mais humildes?

Mais livres e responsáveis nas nossas acções, procurando informação em vez de esperar que alguém nos informe?

Sentir que o facto de estas coisas virem à luz é libertador?

Deixarmos de guardar segredos debaixo do tapete e colaborarmos, com transparência, dentro do Movimento?

De desenvolvermos uma relação filial adulta e madura com o Padre Kentenich ou para crescermos ainda mais na mesma?

De nos interrogarmos sobre as nossas preocupações e prioridades? Que procuremos mais a renovação do mundo, uma nova ordem social, a saída para as periferias, a ajuda solidária para aqueles que sofrem em corpo, espírito e alma…e menos a canonização?

Citando o Evangelho deste domingo (Mateus 11, 28-30):

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

 Original: espanhol (5/7/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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