Colocado em 22. Setembro 2018 In José Kentenich

Uma morte coerente com a sua vida

PARAGUAI, Hugo Kunzle Elizeche •

No marco do Ano do Padre Kentenich e a poucos dias do 15 de Setembro, Mons. Claudio Giménez visitou o Santuário Terruño de Ciudad de Este e proferiu a conferência “Proximidade com o Padre José Kentenich”. —

Numa tarde com muito frio e chuva recebemos, com grande expectativa e alegria o Mons. Claudio Giménez (Sacerdote do Instituto de Schoenstatt) que, está fazer, em companhia de um grupo de famílias da cidade de Caacupé, onde foi Bispo durante muitos anos, um grande périplo por todo o país contando as suas vivências com o Pai Fundador. Mons. Claudio Giménez dividiu a sua apresentação em três partes. Primeiro: os inícios do Movimento de Schoenstatt no Paraguai. Segundo: os anos em que viveu em Schoenstatt, Alemanha, com o Padre Kentenich e, por último: a etapa posterior à morte do Padre Kentenich, a vida actual. Neste relato que, a seguir faço, concentro-me na segunda parte.

 

Um sacerdote normal

Uma manhã, Mons. Claudio Giménez  acompanhou o Padre Kentenich à Missa que, celebrava todos os dias às 6h 25 m A.M.. Referiu que, decidiu estudá-lo, passo a passo, durante o desenrolar da Missa e, observar, entre outras coisas, como rezava, como eram os seus gestos, como dava a comunhão. Como resultado desta observação, chegou à conclusão que, o Pai era absolutamente normal. “O Padre Kentenich ensinava a fazer, naturalmente, o sobrenatural. O santo da vida diária. Santificava, pondo em contacto com o Santo Deus e a Santíssima Virgem”.

Um partilhar inesquecível

Mons. Claudio Giménez contou-nos que, estando na Alemanha mas, não em Schoenstatt, e sim em Münster e, já como seminarista, desejava com toda a força do seu coração conversar com o Padre Kentenich. Com a autorização do seu Superior viajou ao encontro do Pai Fundador e, depois dos trâmites protocolares estabelecidos pelas Irmãs de Maria, teve acesso a ele. Nesse grande encontro o Padre Kentenich aconselhou-o: “Seja fiel à sua Aliança de Amor com Nossa Senhora, a Mãe de Jesus Cristo e correr-lhe-á tudo sempre bem”

Um bom morrer

Segundo recorda o Mons. Claudio Giménez, após a morte do Padre Kentenich, durante um encontro de Padres de Schoenstatt foi comentado que, alguém tinha ouvido o próprio Padre Kentenich pedir a Nossa Senhora o modo como desejava morrer:

  1. Morrer num dia de Maria: faleceu em 15 de Setembro, dia de Nossa Senhora das Dores.
  2. Morrer a trabalhar: morreu após ter celebrado a Missa, em plena execução da sua tarefa diária.
  3. Morrer num lugar que pertencesse às Irmãs de Maria: o seu desejo produziu-se na Capela do Instituto das Irmãs de Maria.

Ficámos todos com a impressão que, uma vez mais, se demonstrava que o Pai foi um filho predilecto da Mater. Ela ouvia-o até nos mais ínfimos pormenores. Neste sentido ele convida-nos, a todos, a reforçarmos o nosso contacto com Ela, deixá-l’A evangelizar e confiar em que Ela é a Grande Missionária.

 

Original: espanhol (12/9/2018). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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