Colocado em 2014-11-24 In Schoenstatteanos

“Em todos estes anos fui testemunha de como Deus através de Nossa Senhora operou no vosso coração”

ITÁLIA, mda. Ao fim de mais de dez anos de fundar e fortalecer o Movimento de Schoenstatt em Itália, o Pe. Ludovico Tedeschi despede-se, por estas semanas, para voltar à Argentina. Sucede-lhe, no cargo, o Pe. Juan José (Giovanni) Riba, que, já há algum tempo, trabalha em Itália, com alguns Padres de Schoenstatt Argentinos e Paraguaios que, têm a seu cargo, a Paróquia de Santi Patroni, em Trastevere, Roma e diversas tarefas na Igreja e no Movimento de Itália. Na sua carta de Aliança de 18 de Novembro, o Pe. Ludovico recorda, à luz do Jubileu e, especialmente do Envio do Santo Padre Francisco, que tudo depende da Aliança de Amor e, agradece a todos os que se abriram a esta Aliança e, hoje, formam parte da história viva de Schoenstatt, em Itália.

Zaqueu desce já porque hoje ficarei em tua casa” (Lc. 19,4)

Queridos irmãos

Alguns descemos, outros subimos, mas todos temos acolhido o Senhor que veio para a nossa casa, neste Jubileu. Esta foi a grande experiência: Deus está connosco. Seja em Schoenstatt, na percepção tão real de Maria no Santuário e, em cada um de nós, seja em Roma nesse encontro tão familiar com o Santo Padre, onde ovelhas e pastores se encontraram com humildade, afecto recíproco e alegria sincera. Nossa Senhora estava presente e criou este ambiente familiar, simples e profundo de encontro. Preparámo-nos muito para a celebração destes 100 anos, mas os frutos foram muito maiores do que estávamos à espera. Deus, uma vez mais, nos surpreendeu! O protagonismo dos Jovens e das Famílias foi claro e, percebemo-lo como o grande dom para o tempo futuro.

Agora, como Zaqueu, cabe-nos a nós mudar, como nos convidou o Santo Padre: “Não entendem o que significa renovar a Igreja: é a santidade. Renovar o coração de cada um”. Parece simples mas, foi isso que começou a fazer o Zaqueu restituindo o dinheiro roubado e oferecendo os seus haveres. Foi isso, o que fizeram os primeiros Jovens em 1914 com o Pe. Kentenich. “Assim, dir-vos-ia” uma sã inconsciência, ou seja, que Deus faz as coisas. Rezar e abandonar-se. Coragem e força. E, fugir para a periferia” Isto, foi-nos pedido pelo Santo Padre, e, fá-lo-emos!

Em todos estes anos fui testemunha de como Deus através de Nossa Senhora operou no vosso coração e, lentamente, mudou a vossa vida, algumas vezes com grandes provas. Permaneceram fieis e cresceram na Aliança com Ela. Obrigado por me terem permitido fazer parte da vossa história e da história de Schoenstatt, em Itália. Obrigado a todos os Párocos que receberam a pequena Nossa Senhora nas suas Comunidades. Agora, o Bom Deus convida-me a regressar à “periferia”, regresso à Argentina, o Pe. Juan ficará no meu lugar. É claro que, percorremos o mesmo caminho, permanecemos um no coração do outro. Queremos sentir-nos orgulhosos uns dos outros. E, não porque sejamos perfeitos mas, porque somos fieis e nos empenhamos em crescer no amor.

Gostaria de encerrar esta meditação com as últimas palavras que nos dirigiu o Santo Padre na Audiência, quando espontaneamente nos contou um “segredo” seu. Que a sua bênção chegue a todos vós:

Segundo segredo: “Há tempos um sacerdote de Schoenstatt ofereceu-me uma Imagem da Mãe (da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt). Tenho-A na minha mesa-de-cabeceira. E, todas as manhãs quando me levanto toco-A e rezo-Lhe uma oração. Isto é um segredo que queria contar-vos. De novo, obrigado pela visita. Não se esqueçam de rezar por mim, que preciso muito. Que Deus vos abençoe e Nossa Senhora cuide de vós. Obrigado”.

Com afecto abençoa-vos
Padre Ludovico


Original: italiano – Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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