Colocado em 15. Fevereiro 2018 In Em Aliança solidária com Francisco, Schoenstatteanos

Os segundos mais emocionantes da minha vida para que o Papa fizesse “click”

MISSÃO ROMA, Ricardo Villalba •

Faltando três dias para  culminar um ano incrível dedicado à “Missão Roma”, Ricardo “Riky” Villalba recebeu o presente que havia esperado por 12 meses: frente a toda Plaza São Pedro no Ângelus, ele segurou o Tablet e ajudou o Papa a fazer “Click” para dar inicio às inscrições para a Jornada Mundial da Juventude, a JMJ Panamá 2019. Ricardo esteve ao seu lado e em seguida pode cumprimentá-lo. Em seu testemunho, ele nos conta como viveu essa experiência.  

Meu nome é Ricardo Villalba, tenho 22 anos e participo da Juventude Masculina de Schoenstatt a cinco anos em Assunção, Paraguai. Em 2015,se deu inicio,  nosso projeto apostólico chamado Missão Roma, nascido do coração de um grupo de jovens e dois padres paraguaios, com o objetivo de ser o braço leigo na fundação do nosso Movimento na cidade de Roma, Itália.

Um ano de nossa vida para conquistar corações

Eu fazia parte do terceiro grupo de missionários chamado “Missão Roma 3” e durante os últimos 12 meses morei em Roma. A maior ferramenta de nossa missão é o nosso testemunho de fé. Somos jovens que, através de um amor profundo pela Mater (como chamamos em Schoenstatt à Virgem Maria), entregamos um ano de nossa vida, para conquistar corações.

Eu vivi o melhor ano da minha vida, entregando-me aos outros,  recebi o carinho e o amor de uma família italiana que me surpreendeu por sua cordialidade, pela sua vinculação e sua confiança. Um ano de crescimento em todas as colunas da nossa missão: pessoal, cultural, comunitário e espiritual.

A partir do momento em que o papa Francis foi eleito, senti uma conexão e admiração, provavelmente por um ex-aluno do Colégio, Cristo Rey, uma instituição jesuíta, compartilhamos a proximidade com São Ignácio de Loyola.

EU queria cumprimentar a Francisco

Ao receber a confirmação para fazer parte da missão Roma, eu tracei como objetivo ter a oportunidade de cumprimentar o Santo Padre, para que ele soubesse que jovens paraguaios rezam por ele e acompanham seu trabalho. Duranto o ano inteiro, participei das missas, audiências e a  todos os eventos possíveis procurando o momento, sempre acompanhando com uma oração fiel e simples para o Papa.

Faltando três dias para fechar este ano incrível da minha vida em Roma, recebi este convite exclusivo, a possibilidade de estar ao seu lado em um evento tão importante como a abertura das inscrições para a Jornada Mundial da Juventude.

É difícil explicar a emoção, os sentimentos que começaram a mover meu coração, a Mater, não se deixou ganhar em generosidade, não bastava como, dar-me um ano com muitos frutos, Ela queria, também, dar-me isso. Mas que surpreendente é Maria, deixando isso pro o final, Ela é boa!

No domingo 11, cheguei um pouco depois das 11 horas da manhã na  Porta de Santa Ana, onde fui recebido por um sacerdote que me levou ao Palácio Apostólico. Em uma sala, eles me entregaram o tablet que Francisco usaria para fazer a inscrição, me explicaram o processo e me deram algumas instruções. Eles me disseram que o Papa chegaria um pouco mais cedo e que depois do Ângelus eu teria a oportunidade de cumprimentá-lo.

 

Uma presença de Deus que transborda em você

Faltando 20 minutos para o meio dia , de improviso, se abre uma das portas do salão e lá estava ele, com um sorriso, nos chamando com a mão. Eu seguro minha Mãe Peregrina, a sacola com os presentes e o Tablete. Eu me aproximo, cumprimento em italiano, ao qual ele responde “De onde você é?”, Do Paraguai, Santo Padre. Sempre sorrindo, ele cumprimenta a jovem italiana e nos convida a acompanhá-lo.

Entramos na sala onde seria o Ângelus,ele  nos apresentou a seus colegas e nos acomodamos em um canto. Ai estava, tão real, com uma presença de Deus que te transborda, com um sorriso simples, com uma serenidade que comove, foi um desses momentos, em que o coração não sabe como reagir.

Ele nos aproxima de novo e nos oferece um chocolate, com uma mão trêmula, aceito. Logo depois, ele nos convida a acompanhar silenciosamente sua oração.

Ele se nos aproxima novamente e nos oferece um chocolate, com a mão trêmula, eu aceito. Logo depois, ele nos convida a acompanhar silenciosamente sua oração.

O meio-dia chega com um sol radiante que batia forte na janela e com o grito dos peregrinos, o Papa se aproxima e com sua saudação tradicional começa o Ângelus.

Nos colocamos atrás dele e o acompanhamos em silêncio. Quando chega o momento da inscrição, com o coração batendo, em milhões de revoluções, me coloco ao seu lado dele e olho surpreendido  a Praça de São Pedro e procedo a apresentar-lhe a inscrição.

Em seguida, vive os momentos mais longos e emocionantes da minha vida, lá estava eu, representando meu país, a juventude, a Missão Roma.

Após o clique, os presentes

Quando terminei, tive a oportunidade de dar-lhe alguns presentes, a chipa paraguaia (um pão de queijo de farinha de mandioca), um pequeno tríptico de palo santo, um terço e duas cartas. Eu tive uma conversa relaxada com ele, pude explicar um pouco do meu ano em Roma, do nosso projeto, eu pude dizer a ele que, quepara a juventude, ele é um mensageiro da paz, uma luz de esperança, que, como missionários, acreditamos em seu projeto, acreditamos em uma Igreja de Deus que sai ao encontro de seus peregrinos.

Pedi uma benção para a minha família, para os missionários que passaram por Roma, os que começam o ano, pelos sacerdotes que nos acompanham, suas famílias, para o Paraguai e os jovens da Itália. Abençoou minha capelinha, da Mãe Peregrina  MTA, minha medalha de Aliança de Amor e então ele me abraçou. Tomamos um “selfie” e depois se despediu,  desejando-me uma boa volta para casa e me pediu para cumprimentar o Paraguai.

Quem tem uma missão tem que cumprir-la

Difícil de colocar em palavras o que esse encontro significou para mim. Como volto para o Paraguai na quinta-feira 15, também estou em um momento particular, cumprimentando todas as pessoas daqui, agradecendo e vivendo ao máximo cada os dias ,fica difícil parar as coisas para  refletir e de alguma forma “digerir” os sentimentos e as emoções.

Agradeço, a Maria que corajosamente continua conquistando jovens corações, que escolhe os paraguaios para uma tarefa tão grande e difícil.

“Quem tiver uma missão tem que cumpri-la, mesmo que leve ao abismo mais profundo e mais sombrio, mesmo que um salto mortal siga outro”, dizia o Padre José Kentenich.

Original: Espanhol. 13 Fevereiro 2018. Tradução: Glaucia Ramirez, Ciudad del Este, Paraguai

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