Posted On 2015-09-25 In Schoenstatteanos

Schoenstattianos em saída…

ALEMANHA, por Birgit Brömmel •

Estava um dia nublado, mas a minha amiga e eu não queríamos que nada nem ninguém nos fizesse mudar de ideias quanto ao nosso propósito. A viagem ao lugar de peregrinação de Kevelaer tinha sido planeada há muito tempo e essas poucas nuvens não iam atrapalhar o nosso projeto, sobretudo porque do local de onde vinha a minha amiga estava um sol radioso. E assim fomos, sem guarda-chuva nem casaco…

Desta maneira iniciámos a nossa peregrinação. Quanto mais nos aproximávamos de Kevelaer, mais chovia. Ainda não tínhamos alcançado a nossa meta e dizíamos uma à outra: a esperança é a última a morrer.

Quando chegámos, “chovia a cântaros”. O que vamos fazer agora? Completamente molhadas da cabeça aos pés parecíamos “ratinhos”. A ideia de nos sentarmos na Capela das Graças e depois irmos tomar uma refeição deliciosa parecia possível, mas devido à minha mobilidade limitada, a calçada de Kevelaer, molhada e coberta de folhas de outono, converteu-se em algo muito perigoso. Refletimos por um momento enquanto não parava de chover. Não havia outra alternativa: regressar.

E agora? Tirar o melhor partido da situação!

Durante o caminho pensámos o que poderíamos fazer para que este dia, apesar de tudo, fosse bem passado. Comer algo delicioso, poderíamos fazê-lo também na minha cidade, mas a confissão teria que esperar algumas semanas, uma pena.

Eu tinha encomendado na minha livraria preferida de Kevelaer dois livros. “Einer muss sie tragen” (Alguém tinha que ir buscá-los) era o título do livro e eu tinha planeado oferecer um exemplar. O livro sobre a Fackellauf, a corrida de tochas. Claro que poderia ter encomendado o livro diretamente à editora, mas era mais apostólico fazê-lo através da livraria.

Que fazer?

Voltar já não podíamos porque continuava a chover.

Fomos para casa e telefonei de lá para a livraria em Kevelaer pedindo que me guardassem os livros.

A nossa próxima visita a Kevelaer será, provavelmente, em finais de outubro e até essa data não será problema reservarem os livros. E se já estivessem na montra e tivesse que voltar a encomendá-los, tanto melhor!

Desde já alegro-me muito pela nossa próxima viagem a Kevelaer – oxalá com melhor tempo e com uma boa conversa na livraria!

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Original: alemão. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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