Colocado em 24. Março 2015 In Schoenstatteanos

“Internacionalmente mais conhecido do que você imagina”: 90o aniversário do Pe. Heinz Künster

por  Maria Fischer.

“Feliz aniversário, meu querido Senhor Pastor!”, escreve Monina Crivelli, da Argentina, poucos minutos antes de serem publicadas, na internet, as fotos da festa de aniversário (90 anos) do “Pastor” Heinz Künster. Assim se constata o que o reitor Egon M. Zillekens disse em sua homilia – e antes, em nome da União de Sacerdotes Diocesanos do bispado de Tréveris, da União de Sacerdotes da Alemanha e da União Internacional de Sacerdotes, quando felicitou, por seu aniversário de 90 anos, a um de seus maiores e mais conhecidos membros, comentando todos os cumprimentos que chegaram do mundo todo. “Sim, você é internacionalmente mais conhecido do que imagina”. Participaram da celebração, no dia 11 de março, a União de Sacerdotes, parentes, fiéis de suas paróquias anteriores, schoenstattianos que estão em Marienau e os prefeitos da cidade de Vallendar.

Guardião do Símbolo do Pai

Durante a homilia do reitor Zillekens, dois símbolos circulam entre as pessoas, criando uma atmosfera de vínculo e de profunda emoção. Um é um quadro grande, emoldurando uma foto de um momento muito especial: 18 de outubro de 2014, o Pe. Künster com o Símbolo do Pai, no Santuário Original. O símbolo foi colocado naquele dia no Santuário Original, mais de 40 anos depois que o Padre Kentenich colocou-o nas mãos fiéis do então diretor da Família de Schoenstatt no Bispado de Tréveris – depois de peregrinar duas vezes ao redor do mundo e permanecer longo tempo sob os cuidados do Pe. Künster, em espera silenciosa. Essencialmente, isso tem muito a ver com o fato de o Pe. Künster ser mundialmente conhecido. Guardião do Símbolo do Pai para o Santuário Original, guardião do presente e da missão que o Padre Kentenich lhe entregou, durante décadas, nas quais a ideia de um símbolo do Pai no Santuário Original parecia tão utópica como a da queda do muro de Berlim. E nós o vivenciamos. Esse quadro reflete novamente tudo isso….

 

Guardião da “Peregrina do Pai”

O segundo símbolo está no altar e mais de um dos presentes se pergunta por que uma imagem tão simples da Mãe Peregrina, levemente descolorida e visivelmente velha, ocupa um lugar de honra nessa celebração. Pouco conhecida em Schoenstatt, diferente do que acontece na América Latina: Heinz Künster não foi apenas o guardião do Símbolo do Pai, mas também, até hoje, é guardião da “Peregrina do Pai”, a Mãe Peregrina do Pai, essa imagem que João Pozzobon e o Padre Kentenich tiveram em suas mãos. João Pozzobon presenteou essa Imagem ao Padre Kentenich, em 19 de março de 1968, dia de seu santo, por meio de Hermann Arendes. O Padre Kentenich a recebeu em Marienau e entregou-a sob custódia a Heinz Künster. Desde então, a “Peregrina do Pai” fica no quarto do Padre Kentenich, em Marienau – se não estiver em caminho, entre orações e pedidos, na Campanha da Mãe Peregrina na Argentina – como acontecerá no final de março, quando uma colaboradora de schoenstatt.org vai levá-la para lá. O reitor Egon M. Zillekens pronunciou, com singelo orgulho, um envio solene para a reunião de aniversário. Assim se entendem também os cumprimentos de Monina Crivelli, citados mais acima, como seu “Senhor Pastor”, pois, há anos, “sequestrou” a “Peregrina do Pai” para uma visita à Argentina e depois, em 2004, para a bênção do Santuário de Belmonte: “Obrigada, caro Senhor Pastor, por seu testemunho de vida, seu exemplo, sua sinceridade, por ter-me confiado novamente a Peregrina do Pai, uma relíquia única e insubstituível. Alegro-me muito por poder participar, graças a schoenstatt.org, de uma celebração tão bela e plena de afeto cordial pelo senhor”.

“Ainda celebro todos os dias, porque para isso fui consagrado”

A “celebração plena de afeto cordial” começou assim; o Pe. Heinz Künster lembrou, no início da missa, na forma costumeira, cheia de humor e, por outro lado, com grande profundidade, os caminhos pelos quais Deus conduziu sua vida – desde a perseguição durante o Terceiro Reich, à maravilhosa preservação da intervenção militar na Rússia e do tempo como prisioneiro de guerra dos americanos, onde, em meio do acampamento, surgiu um pequeno grupo de Schoenstatt, do momento no seminário em Tréveris, ao final da Segunda Guerra Mundial, onde Schoenstatt, mesmo que não fosse oficialmente permitido, podia-se falar de qualquer coisa durante um “passeio pelo bosque”, onde se podia falar qualquer coisa, ainda que com advertências expressas sobre a chuva. Falou dos diversos cargos de capelão e pároco em Sarre, Tréveris e Coblenza, da busca de direção espiritual, quando não existia essa palavra, e de sua atividade como reitor de Marienau, desde 1992. “E aqui trabalhei desde então; construí e saudei as pessoas, a princípio a maioria alemães e, depois, cada vez mais, peregrinos da América Latina”, contou ele. “E como eram cada vez mais, tivemos que chamar o Pe. Egon, que fala idiomas”, conta ele, com um sorriso esperto. Acrescentou ainda: “Ainda celebro todos os dias, porque para isso fui consagrado”.

 

Aqui sou Pai – aqui estou, Pai

Pe. Egon M. Zillekens pronuncia a homilia.  Refere-se à data desse aniversário: 11 de março.  Em 11 de março de 1942, Padre Kentenich foi levado do cárcere de Coblenza para o campo de concentração.  De Coblenza, Padre Kentenich descreve sua permanência no cárcere como uma “vida tranquila de um monge carmelita”.  O Pe. Heinz Künster leva uma vida semelhante, uma vida de adoração e oração, diz, ao mesmo tempo que o Papa Francisco fala, na Praça de São Pedro:  “Precisamos de idosos que rezem, porque a velhice nos é dada exatamente para isso.  A oração dos idosos é algo belo.  Podemos agradecer ao Senhor pelos benefícios recebidos e preencher o vazio da ingratidão que nos rodeia.  Podemos interceder pelas expectativas das novas gerações, dignificando a memória e os sacrifícios das gerações passadas.  Podemos lembrar aos jovens ambiciosos que uma vida sem amor é uma vida árida.  Podemos dizer aos jovens temerosos que se pode vencer a angústia pelo futuro.  Podemos ensinar aos jovens apaixonados por demais de si mesmos que há mais alegria em dar do que em receber.  Os avôs e as avós formam o “coro” permanente de um grande santuário espiritual, onde a oração de súplica e o canto de aliança sustentam a comunidade que trabalha e luta no campo da vida”. 

Heinz Künster é um filho de Maria, alguém que é apaixonado pelo Santuário, o Santuário Kannan-Patris, o Santuário da União de Sacerdotes, no qual todos os dias faz adoração e, onde, na hora de fechá-lo à noite, diz à Mãe de Deus: agora, “tu vais dormir e eu também”.

O lema do ano da União de Sacerdotes, diz o Pe. Zillekens, é inspirado no Fackellauf [peregrinação dos jovens com a tocha, durante 2014], nas palavras do jovem que, na noite de 17 de outubro, levou a tocha ao Santuário Original, depois de nove dias de corrida: “Aqui estou”.

O lema é válido para Heinz Künster, com ou sem vírgula – com o verbo ser e com o verbo estar.

Aqui sou Pai.  Pai no serviço desinteressado à vida do outro.

Aqui estou, Pai – inteiramente à Tua disposição, todos os dias e para sempre.

 

Muitas felicidades!

A seguir, o homenageado foi devidamente festejado, com um copo de espumante. O prefeito da comunidade de municípios, Fred Pretz, que veio para a celebração, assim como o prefeito de Vallendar, Gerd Jung, lembra em seu breve discurso a “grandiosa acolhida” que teve em Marienau, antes do jubileu. Depois se colocaram na fila dos que queriam cumprimentar Pe. Künster – desde a associação da feira de sua última paróquia em Coblenza até os sacristãos dos Santuário Original; desde a direção da redação de schoenstatt.org até os representantes do conselho diocesano do Bispado de Tréveris.

E o que há para comer? Típico de Heinz Künster – Kovvelenzer Debbekooche (meu Deus! Como foi difícil para os estrangeiros pronunciarem estas palavras!) com compota de maçã; para os nativos: um prato típico de batatas com pedaços de salsicha.

E o que mais? Ainda mais? Muitas conversas, alegres, longas, reflexivas, pacificadoras. E, sem dúvida, encontros.

Muitas felicidade, pe. Künster e agradecemos o convite!

 

 

 

Etiquetas: , , ,