Colocado em 2009-11-27 In Schoenstatteanos

Doze anos de caminhada com a Mãe Peregrina

Peregrinação de agradecimento a SchoenstattChristiane Schätzle. Em 1997 iniciou-se minha caminhada com a Mãe Peregrina de Schoenstatt. Achei ótima a idéia de preparar o Ano Santo em 2000, em companhia de Nossa Senhora. Em nosso jardim de infância, todo o grupo de funcionários aderiu a esta iniciativa. Informamos os pais das crianças, e fiquei responsável por uma imagem peregrina. Nossa Senhora peregrinava então de grupo em grupo, de criança a criança e entre as famílias das crianças.


Foto de 1997: uma das crianças do Jardim com a Imagem PeregrinaO Ano Santo 2000 foi o ápice da caminhada; transcorridas as grandes festividades da Mãe Peregrina de Schoenstatt pela Alemanha afora, todos os participantes puderam novamente decidir-se se queriam terminar ou continuar a caminhada que fizeram com a Mãe Peregrina. Entretanto, passado as festividades do ano 2000, já não havia em terras germânicas um tema agregado à visita mensal da Imagem da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Não obstante, as pessoas mostraram vivo o interesse em continuar a recebê-la, e eu mesma iria sentir falta da visita de Nossa Senhora, caso subitamente cessasse a visita mensal da Mãe Peregrina, empreendida às famílias.

Em março de 2000, conheci outrossim meu futuro esposo, Rainer. Para ele a religião não ocupava um lugar importante em sua vida, de modo que primeiramente foi observando e conhecendo minha religiosidade e depois me disse: “Nada tenho a opor-me à tua religiosidade”. É evidente que também tomou conhecimento da existência da Mãe Peregrina. E quando, por vezes, sucediam atrasos na entrega da Imagem Peregrina nos dias estabelecidos, dizia: “Já há muito que a Imagem Peregrina não nos visita.” Isto causou em mim certo contentamento pelo fato de ele perceber isso.

Em 2003, minha amiga Suzana, igualmente funcionária de nosso jardim de infância e responsável por uma imagem peregrina, ganhou uma viagem de cruzeiro para duas pessoas e levou-me consigo. A partida ocorreu em Dubrovnik com destino a Korinth e Veneza. Foi simplesmente magnífico. É evidente que levamos conosco a Mãe Peregrina de Schoenstatt.

Em 2006 contraí matrimônio com Rainer

A Imagem presente durante a BodaAo aproximar-se a data do casamento, disse a meu noivo: “Gostaria que a Mãe Peregrina de Schoenstatt estivesse presente na cerimônia.” Para Rainer isso era indiscutível; pois não tinha problema de confessá-lo ante os amigos. E na boda, a Imagem Peregrina permaneceu o tempo inteiro conosco à mesa, ao lado da vela nupcial. Cada vez mais tenho reparado que ele não só admite, mas também observo que: uma vez que Nossa Senhora é importante para mim, a Imagem Peregrina também é importante para ele. Assim, comprei uma pequena réplica da imagem. Durante uma viagem, ele disse-me: “Não te esqueças de levar a imagenzinha da Mãe Peregrina!”.

Em 18 de novembro de 2006, empreendemos – como casal recém-casado – uma viagem de ação de graças a Schoenstatt, mais precisamente, ao Santuário Original. A ocasião foi algo peculiar, pois tínhamos levado conosco nossa “talha”. Na Santa Missa de nosso matrimônio, em vez de serem feitas as preces, o sacerdote convidou a todos a formulá-las por escrito, a fim de serem depois depositadas na talha, sob a designação: correio da talha. Porém, foi desejo meu que este correio peculiar não fosse queimado como de costume, senão enviado para Schoenstatt para aí ser então queimado.

"Enchei as talhas..."Assim, no dia 18 do mês imediato, fomos a Schoenstatt, levando conosco o correio da talha de nosso casamento, para agradecer a Nossa Senhora e queimá-lo na fogueira do Capital de Graças.

O casamento trouxe consigo uma mudança de lugar. Primeiramente continuei meu apostolado com o antigo grupo. Sem embargo, com o passar do tempo, fui reparando que já não era possível manter um contato direto com os pais das crianças do jardim da infância. Em face disso, ocorreu-me a seguinte idéia: A bem dizer, seria ótimo se eu pudesse começar este apostolado também neste lugar, onde presentemente me encontro!

A respeito disso, falei antes de tudo, com o nosso pároco, que logo aprovou esta iniciativa, dando-me então a oportunidade de apresentá-la publicamente durante a Santa Missa. Eu, porém, preferia primeiramente criar um grupo de número bem reduzido, deixando para mais tarde a criação de um grupo maior. Assim, em nossa rua, comecei então a estabelecer contato com os vizinhos, falando-lhe a respeito da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Tudo isto já me custou certo sacrifício, uma vez que, em parte, os não conhecia. Entre as pessoas contatadas, haviam também aquelas que não demonstraram muito interesse por algo relacionado com a Igreja, chegando inclusive a perguntar: “E por quê eu?” E muito amiúde surgia a pergunta: “Quanto custa? Recebe-se com certa constância correspondência a esse respeito? Isso não quero!” Prometi que isso não iria suceder. E sempre acentuei às pessoas contatadas, que estas tinham tempo suficiente para refletir a esse respeito. E acrescentava: “Dentro de dias entrarei em contato com a senhora via telefone para saber o que decidiu.” Era importante acentuar que não havia compromisso algum; as pessoas contatadas eram inteiramente livres em sua decisão. Por isso, todos os anos perguntava novamente a cada uma delas: ” Deseja continuar a receber mensalmente a visita da Mãe Peregrina de Schoenstatt ou já não tem interesse em recebê-la?

Batismo do "Paulinho" acompanhado também da Imagem PeregrinaGrande era o  nosso desejo  de termos um filho. Porém, muito tempo levou até nos ser concretizado tal desejo; e foi-me muito difícil. Sempre de novo dizia a Nossa Senhora: “Confio em ti!”. Ao ser organizada a peregrinação de ônibus, empreendida anualmente a Schoenstatt, logo me inscrevi. Inclusive, assumi o encargo de coordenar um dos ônibus. E nesta peregrinação levei no coração um grande pedido a ser apresentado a Nossa Senhora, no Santuário Original: “Nossa Senhora, desejamos tanto ter um filho!” A peregrinação ocorreu em setembro, e em novembro eu estava grávida.

É evidente que ficamos um tanto apreensivos tanto com a gestação quanto com o parto. Rezei a novena “Do Milagre da Vida” e muito amiúde os mistérios gozosos do Terço. Dirigir o olhar para Nossa Senhora e dizer-lhe:” Tu que deste à luz Cristo Jesus, ajuda-me na hora do parto!”, enchia-me a alma de confiança.

Nem tudo correu às mil maravilhas; houve complicações, de sorte que tive de ser hospitalizada. E a Mãe Peregrina esteve presente. Além disso, telefonei para Schoenstatt pedindo orações. Rainer telefonou a uma antiga colega, pedindo-lhe que acendesse uma vela em uma igreja. Ele temia pela vida da criança e pela minha. Desconheço como depois a Imagem da Mãe Peregrina entrou na sala de operações; só sei que esteve presente e permaneceu comigo durante minha permanência no hospital. Por longo tempo, permaneci muito debilitada, sorte que Rainer cuidou de nosso Paulinho. Ele trocava-lhe as fraldas, e permaneceu sempre conosco. Compartilho muito de mim com Nossa Senhora: como estou me sentindo, que necessito de seu auxílio, que já posso locomover-me, etc.

Um pequeno ritual todas as manhãsEntretanto, Paulo e eu já estamos em plena forma. Ele comtempla Nossa Senhora; dirige o olhar para a imagem dela, e fica radiante ao vê-la. E todas as manhãs pode fazê-lo, pois descobrimos nosso ritual matinal. Quando a Mãe Peregrina visita nosso lar, faço-o com a Imagem Peregrina. “Onde está Jesus?”, assim lhe pergunto eu. Ele estende a mão ao encontro da imagem e ri. Depois, conto-lhe um tanto a respeito de Jesus. É como uma pequena oração da manhã, e abençôo-o.

Desejo que Nossa Senhora continue futuramente a permanecer em nosso lar, que continuemos a vivenciar de forma tão notável a bênção de Deus, que Ela acompanhe nossa família, e a sustente, e que trilhe conjuntamente nosso caminho, em qualquer circunstância. E desejo também que me auxilie a aprender a depositar sempre minha confiança em Deus.

Tradução: Abadia da Ressurreição, Ponta Grossa, PR, Brasil

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