Retiro Mallorca

Colocado em 2021-11-23 In Vida em Aliança

Retiro em Maiorca: Acompanhar e aprender

ESPANHA, Pilar de Beas •

Este penúltimo fim-de-semana (13 e 14 de Novembro) tivemos o nosso primeiro retiro de Schoenstatt, um retiro quase fundacional, na ilha de Maiorca. —

Teria de começar por dizer que esta ilha espanhola está cheia de paisagens maravilhosas, um clima muito bom e vistas espectaculares.

Penso que muitos europeus, especialmente alemães, ingleses e franceses, podem testemunhar isto, pois trata-se de uma ilha que vive em grande parte do turismo.

Los madrileños que fuimos a ayudar en Mallorca

Os madrilenos que foram ajudar

A missão dos fundadores

Mallorca - Herr Lambert

Herr Lambert

A minha filha Fátima Alvarado foi lá colocada como médica e fundou o Movimento, que, como em todos os lugares, está a crescer muito lentamente. É verdade que se deve em grande parte à falta de espiritualidade em muitas áreas, apesar do facto de a Opus Dei ter um grande número de seguidores, mas também à falta de sacerdotes que acompanhem e se dediquem, apesar do número de igrejas em Palma de Maiorca.

De facto, devo fazer uma menção especial a um alemão, o Sr. Lambert, que se apaixonou pela ilha e aí se estabeleceu após a sua reforma, dedicando-se de corpo e alma ao serviço de Schoenstatt.

Recordo que todos os dias 18, este senhor idoso, sem saber nada de espanhol, se apresentava nas Missas e orações de cada dia da Aliança de Amor com uma imagem do Padre Kentenich que o Papa João Paulo II lhe deu numa dessas peregrinações que ele organizou, uma vez que era motorista de autocarro. Ele, através da sua fidelidade e proximidade, conquistou um grande lugar para si entre a família de Schoenstatt nas Ilhas Baleares. Era um grande admirador de Schoenstatt e do Padre Kentenich, por quem tinha uma veneração especial.

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Tocando a realidade da Igreja peregrina

Foi um retiro de quase dois dias, tendo assistido cinco de nós e o Padre José María García. Foi preciso muito esforço para nos juntarmos e finalmente apareceram mais de 20 pessoas.

Tenho pensado muito sobre o que mais me impressionou pessoalmente das muitas experiências que tiveram lugar e o mais significativo é a drástica “mudança na sociedade” que estamos a viver. Uma sociedade que apesar de ter tudo, está a perder valores fundamentais como é a família.

Pensávamos encontrar casais, pessoas felizes e religiosas, com vidas confortáveis e resolvidas, mas a Mãe deu-nos mulheres que estão a viver o abandono dos seus maridos, casais que não podem casar na igreja porque não têm a nulidade… E eu pergunto-me: O que é que Deus quer com tudo isto? E do fundo do meu coração recebo a resposta: “Acompanhar e aprender” com estas pessoas que sofrem e que são “exemplos vivos” desta realidade que nós vivemos.

E como schoenstatteanos temos de “abrir os olhos” a esta realidade que se vive neste século XXI. Não podemos fechar-nos no nosso “pequeno mundo” de uma família cheia de bem-estar e conforto.

O Papa Francisco convida-nos a “fazer barulho”, chegando como cristãos e schoenstatteanos para ajudar a mudar a sociedade em que estamos gradualmente a sucumbir.

Foi um retiro de partilha, de conhecimento da nossa Mãe e de viver o que significa ser “Seus aliados”.

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“Quem sou eu para que venha até mim a Mãe do meu Senhor?

O lema “Quem sou eu para que venha até mim a Mãe do meu Senhor?” fez-nos conhecer e reconhecer a nossa pequenez e humildade para saber que somos instrumentos nas mãos de Maria, como aconteceu com a Visitação de Maria à sua prima Isabel.

“E eu, do fundo da minha alma, só posso repetir as palavras de cada um dos Seus aliados: Nada sem Ti, nada sem nós.

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Original: espanhol (21/11/2021). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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