Dachau

Colocado em 2021-04-21 In José Kentenich, Vida em Aliança

A voz dos sobreviventes não emudecerá

ALEMANHA, Maria Fischer •

“A transmissão e a memória dos Campos de Concentração nacional-socialistas está sujeita a mudanças significativas. As pessoas que sobreviveram aos campos de concentração e podem recontar as suas experiências sob o terror das SS ou, são muito velhas ou, já não estão vivas. Um relato em primeira mão sobre o destino dos prisioneiros deixará em breve de ser possível. No entanto, o conhecimento dos crimes nacional-socialistas deve continuar a ser mantido vivo na mente das pessoas”, diz o website do Memorial do Campo de Concentração de Dachau. A conservação da memória inclui exposições, entrevistas com testemunhas contemporâneas, websites, contribuições para a rádio e televisão, eventos comemorativos. Mas o Memorial está encerrado e, já é o segundo ano de encerramento. A comemoração do aniversário da libertação só pode ter lugar virtualmente, mas é celebrada. —

#40daysofliberation: Um breve testemunho de um antigo prisioneiro sobre a sua experiência dos dias em torno da libertação do campo de concentração a 29 de Abril de 1945 estará disponível durante quarenta dias sob este separador no website do Memorial. Estará também disponível uma ligação à curta biografia de uma das testemunhas contemporâneas. Até agora, estão disponíveis sete testemunhos (apenas em alemão).

História a partir de uma perspectiva pessoal

Os testemunhos são muito diferentes, muito pessoais, contam a história a partir de uma perspectiva subjectiva:

“Sinto-me desanimado e não consigo concentrar-me. Mais cento e quarenta e oito mortos esta noite, quando tive de ir à desinfecção ao meio dia e meia, já havia pelo menos vinte novos cadáveres atrás do barracão”.

Nico Rost

“Os nossos rapazes diziam que já conseguiam ouvir o fogo dos canhões… já não havia dúvidas: era fogo de artilharia. Estavam a aproximar-se cada vez mais. Mais rápido, sempre mais rápido”.

Adam Kozlowiecki, SJ

“Era 15 de Abril. Um transporte do campo de concentração de Buchenwald era esperado há muito tempo, mas em vez disso chegaram os transportes de prisioneiros do campo de concentração. (…) As mulheres e as meninas chegaram num estado deplorável. A maioria delas não tinha sapatos e os seus pés estavam embrulhados em trapos velhos. Cansadas, exaustas, famintas e desarrumadas, arrastaram-se para ao pé de nós”.

Hermann E. Riemer

“Há também prisioneiros italianos, e clérigos (da Polónia Adam Kozlowiecki), possivelmente também J. Joos, que tinha bons contactos com o Pe. Kentenich”, escreve a Ir. Elinor Grimm.

Experimentando Dachau de uma forma tangível

O Memorial do Campo de Concentração de Dachau tem uma extensa colecção de entrevistas em vídeo com os sobreviventes. Seis deles estão disponíveis no website, traduzidos em várias línguas.

A página inicial oferece uma quantidade incrível de material, muito do qual em várias línguas. Devido à pandemia, de momento, não é possível visitar o Memorial Dachau, onde tantos schoenstatteanos deram as suas vidas e viveram e selaram a sua Aliança de Amor sob as condições mais difíceis, onde o Pe. Kentenich fundou as Comunidades de Schoenstatt e a Internacional de Schoenstatt e, onde deu o seu pão e as suas doses de vacina (de grande actualidade) a outros. Uma visita virtual é sempre possível, e talvez seja boa nestes tempos.

Dachau

Colaboração: Ir. M. Elinor Grimm, Kösching, oradora no Memorial do Campo de Concentração de Dachau

 

Original: Alemão: (18/4/2021). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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