Colocado em 2021-03-05 In Vida em Aliança

Queremos ser Santuários Vivos!

COSTA RICA, Giuliana Lanzoni Domian •

No dia 27 de fevereiro, para começar o mês de março com broche de ouro, o Ramo Universitário da Juventude Feminina da Costa Rica se reuniu para começar 2021 com força renovada. O encontro aconteceu na Casa Sede da zona leste do país, um belo lugar no topo de uma montanha com um clima fresco e rodeado de vegetação. —

O objetivo do Encontro de Abertura era revelar o novo lema do ano para as universitárias e abrir as portas para as novas jovens que gostariam de se juntar aos grupos de vida. Houve uma reunião de cerca de 30 jovens, um bom número apesar do contexto de crise pela  COVID-19.

Nos anos anteriores, era comum que este primeiro encontro reunisse a todas nós para formular nosso lema que inspiraria a linha de formação e o centro de nossos esforços como universitárias; isto é, como uma luz que iluminaria nosso caminho como mulheres jovens schoenstattianas, estudantes, filhas, amigas, namoradas, irmãs, etc. Entretanto, este ano foi um pouco diferente. Antes do Encontro de Abertura, cada grupo de vida fez uma oficina sobre as vozes do ser, da alma e do tempo para obter as palavras-chave que as militantes do Ramo, com a ajuda do Espírito Santo, usariam para formular um lema que representaria o desejo de todas e que revelariam no encontro. Assim surgiu o lema: “Filhas do Santuário, Instrumentos do seu Amor”.

O Santuário é nossa fonte de vida

Na palavra filhas, Deus nos lembra que muitos de nossos problemas no mundo de hoje nascem de uma falta de sentir-se amadas, de sentir que somos suas filhas. Queremos cultivar a filialidade, para nos deixar amar em nossa fragilidade e pequenez como filhas de Deus, chamadas a uma missão especial e original. Há quatro anos, no Encontro de Abertura de 2017, véspera da bênção do nosso Santuário Família da Esperança, o fogo da Juventude Feminina estava transbordando como resultado de finalmente ter um santuário. Naquele momento, o Espírito Santo nos deu o lema: “Filhas do Santuário, luz para o mundo”. Hoje, mais uma vez nos é dado este começo, “filhas do Santuário…” queremos voltar ao Santuário, à nossa fundação, para reconquistá-la. Sabemos que este lugar santo cheio de graças é nossa fonte de vida. Queremos ser Santuários Vivos!

Comprometendo-nos com o destino dos outros

A partir da intimidade com Deus e da unidade que nasce do Santuário Família da Esperança, temos o desejo de sair ao encontro e comprometer-nos com o destino dos outros. Desejamos ser instrumentos do amor de Deus e converter cada vez mais nossos corações. Ser filhas e, portanto, querer fazer sempre o que agrada ao Pai como seus instrumentos. Voltamos à sede de Deus em nossos corações para receber tudo Dele e poder entregar às outras pessoas.

Mulheres desconfortáveis

Por outro lado, Maricruz García, a nova assessora da Juventude Feminina, estreou com sua palestra: “Mulheres desconfortáveis, como Maria” sobre a importância de sair da nossa zona de conforto em direção à zona de aprendizado para dizer SIM à vontade de Deus Pai, como Maria. Compartilhou como o medo é um dos principais inimigos da liberdade, porque distorce a realidade e nos incapacita de ser instrumentos do amor de Deus. A partir desta reflexão, começamos uma oficina pessoal a partir das vozes do ser-alma-tempo e das portas abertas, para nos questionar: o que faríamos se não tivéssemos tais medos? O que Deus nos propõe e não nos atrevemos a realizar?

Até os confins da terra

O encontro terminou à noite, com uma oração comunitária nos jardins da casa em torno do novo lema, acompanhada de canções cantadas por algumas das jovens. Entremeio, foi reservado um tempo especial para a mudança das dirigentes de Ramo para o ano de 2021. Parabenizamos o compromisso e a dedicação de Sofia Brenes e Ana Lucia Piza em uma época de grandes desafios, mas de grande fecundidade. Somos gratas pelo SIM das novas dirigentes: Gloriana Figueroa (dirigente de Cartago), Mariana Ramos (dirigente do Leste) e Giuliana Lanzoni (dirigente do Oeste). Concluo com uma frase do pai fundador para resumir tudo o que vivemos… “Que os muros do Santuário se estendam até os confins da terra”.

As correntes surgem, não são planejadas

O Pe. José Luis Correa, quem não pôde participar do encontro, escreveu uma carta:

Em todo caso, como disse certa vez o padre Kentenich à Juventude Feminina da Argentina, “não é a organização exterior que fará de vocês filhas de Schoenstatt”. A organização é apenas um esqueleto: certamente tem sua razão de ser, mas ao esqueleto deve-se acrescentar ‘carne'”, ou seja, vida. A estrutura está a serviço da vida e não deve sufocá-la, mas sim canalizá-la, “ordená-la” no que for necessário e conveniente. O mais importante é, repito, a vida, e ela acontece no nível local, em cada grupo e em cada Ramo diocesano/local. Se surgem correntes de vida mais macros, como em parte aconteceu em meio à pandemia com a conquista e bênção de muitos de seus Santuários-Lar (e as parabenizo por isso!), são bem-vindas. Elas surgem, não são planejadas, não são inventadas artificialmente ou impostas de forma autoritária.

Sair da comodidade

Como disse (dirá) Maricruz, é hora de sair de um certo clima letárgico que pode ser causado pelo assentamento na zona de conforto, onde é mais confortável escolher a la carte o que me convém e o que eu gosto e ficar (às vezes me esconder) atrás das telas. Talvez a rotina desses meses pandêmicos tenha esfriado (espero que não se tenha extinguido) nosso fervor. À lei da gravidade temos que (ou) dar um novo impulso para o mais alto, para o mais nobre e mais santo.

Sair da comodidade (e mediocridade) para incomodar ‘fazendo uma bagunça’, como pediu o Papa Francisco. Não para destruir (cuidado para não aderir e se tornar cúmplices, direta ou indiretamente, de atos de vandalismo e slogans blasfemos no Dia Internacional da Mulher. Isso não é para nós)!

Participamos da revolução da ternura a que o Papa nos convoca.

Concluo citando mais uma vez as palavras proféticas de nosso pai e fundador:

“No Santuário de Schoenstatt, a Mãe de Deus nos dá a graça de aprender a amar. Portanto, venham a este lugar se querem se tornar uma autêntica Juventude Feminina de Schoenstatt (…) Somente as pessoas que querem se deixar educar devem vir até aqui (…) não queremos massas aqui (…) talvez se tornem massas mais tarde, quando daqui a Mãe de Deus formar apóstolos suficientes, capazes de educar e orientar estas “massas”.

Schoenstatt é um movimento de educação e renovação. Schoenstatt não é um passatempo, uma “atividade” a mais, entre outras.

“Eu não gostaria que uma schoenstattiana se contentasse em ‘viver no dia-a-dia'”, disse o Pe. Kentenich. Nunca, porque na vida, aquele que não avança não estagna (e isso apodrece), mas sim retrocede.

 

Original: Espanhol (4/3/2021). Tradução: Luciana Rosas, Curitiba, Brasil

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