Colocado em 2020-10-17 In Vida em Aliança

Primeira pazada para outro santuário “pandêmico”: Corrientes

ARGENTINA, Silvia Mikitiuk, Maria Fischer •

Em quase todos os santuários e ermidas do mundo, no dia 9 de outubro começou a novena ao 18 de outubro, festa da aliança de amor. Será um 18 de outubro diferente em todos os lugares por conta da pandemia, a qual impede celebrações presenciais ou as reduz a um pequeno número de assistentes. Em Tupãrenda, por exemplo, para onde normalmente peregrinam aproximadamente 50.000 peregrinos, serão celebradas quatro missas com 50 pessoas presentes. Haverá muitas transmissões ao vivo, muitas celebrações em casa…. mas há alguns lugares nos quais este 18 de outubro será diferente por outros motivos. Por exemplo, em Corrientes, Argentina. —

Na “Terra de Maria, Novo Tabor” na cidade de Corrientes, Argentina, estão esperando uma grande festa. No dia 9 de outubro começaram a novena, pois o no dia 18 será dada a primeira pazada para a construção do santuário. Têm tanta força e criatividade, que fizeram tudo, até a compra do retábulo.

Com diferentes intenções atuais e testemunhos estão se preparando a cada dia para a primeira pazada, que acontecerá neste domingo às 11:ooh. À tarde será rezado o terço e às 20:00h haverá a Missa de Aliança, que começará com uma procissão, levando a imagem para o futuro santuário por todo o terreno.

A preparação e os testemunhos da Família de Schoenstatt de Corrientes podem ser seguidos através do instagram: https://www.instagram.com/schoenstatt_ctesoficial

Hoje, quinta-feira 15 de outubro, às 8h da manhã partiram Ciclistas Peregrinos que unirão a Terra de Maria com ermidas de Ituzaingo, trazendo terra das ermidas das regiões de Ituzaingo, Villa Olivari, Alvear para que sejam colocadas na fundação do futuro santuário filial de Corrientes, são 500km de ida e volta.

“Você é “pandêmico”?

Com o santuário de Corrientes, são três os santuários em construção durante a pandemia, três santuários “pandêmicos”, com uma missão que ainda precisa ser descoberta.

“Você é pandêmico? Muito provavelmente sim, ainda que nunca tenha ouvido esse termo antes e nem saiba sobre ao que se refere. Trata-se de um rótulo que começam a usar os sociólogos, antropólogos e consultores de todo tipo para referir-se à geração que está vivendo a atual pandemia da Covid-19, enfrentando as situações complexas que foram provocadas por ela e que transformaram sua vida, seu trabalho, suas relações…. e inclusive suas prioridades e sua filosofia de vida para se adaptar a uma nova realidade que não poderiam imaginar”, assim pôde ser lido na “La Vanguardia”, Espanha, no dia 30 de setembro.

“Os ‘pandemials’ desenvolveram um novo vocabulário – achatar a curva, confinamento, novo normal, distanciamento social…. – e novas habilidades e sensibilidades na hora de cuidar da saúde, de valorizar mais a família e os amigos, de se preocupar com os vulneráveis, pelas causas ambientais…”.

“A pandemia transformou a forma de aprender das crianças e dos universitários, mas também a forma de trabalhar dos professores, dos médicos e de muitos outros profissionais, de qualquer idade, forçados do dia para a noite a trabalhar de forma remota, tendo que se adaptar a essas mudanças, na maioria das vezes, sem os meios necessários”, diz Alfonso Vázquez Atochero, antropólogo, professor da Universidade de Extremadura.

“E as mudanças não foram somente na área do trabalho, continua. Os pandemials também tiveram que mudar sua forma de se relacionar em uma sociedade na qual os beijos e os abraços desapareceram, e grande parte das expressões faciais se perdem atrás das máscaras. E eles também viram muitas de suas rotinas e hábitos diários serem condicionados: desde os encontros familiares até a forma de praticar exercícios físicos, de aproveitar o lazer, de se deslocar pelas cidades ou de tomar sol na praia. Os pandemials já não participam de eventos em massa, não se aglomeram e não compartilham ‘tapas’ (um tipo de aperitivo típico espanhol) e copos quando saem para tomar um aperitivo, somente para citar alguns exemplos mundanos…”.

Fica como ponto de reflexão e de observação como a pandemia mudou a vida de Schoenstatt, seu apostolado, sua forma de se comunicar, de se conectar e de se informar….

Agora podemos participar da missa (virtualmente) no santuário original ou em qualquer santuário do mundo no qual um padre de Schoenstatt ou um sacerdote diocesano organiza a transmissão ao vivo. Da mesma forma, recebemos um bombardeio de mensagens de Schoenstatt nas redes sociais – Aviso!!!! Transmissão ao vivo!!!! -, e ao mesmo tempo, podemos participar em uma infinidade de conversas, fóruns, painéis, palestras e preparações para a aliança de amor de forma virtual e no país que quisermos.

Perguntamo-nos, como perguntamos na recente entrevista com o Pe. Juan Pablo Catoggio:  Isso fortalecerá os movimentos em cada país ou nos levará a uma centralização maior, mesmo que virtual? Ou contribuirá para uma democratização ou popularização de toda a informação?

Estamos preparados para este nível de virtualidade e digitalidade? Como discernir e eleger, como aproveitar?

Neste dia 18 de outubro, a qual santuário peregrinarei virtualmente?

Os três santuários “pandêmicos”, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, em Pilar e em Corrientes, na Argentina, possivelmente têm uma grande missão…. para todos.

Artigo completo: www.lavanguardia.com/vivo/lifestyle/20200927/483599211619/pandemials-cambios-covid.html

 

Original: Espanhol (16/10/2020). Tradução: Luciana Rosas, Curitiba, Brasil

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