Colocado em 22. Março 2020 In Vida em Aliança

A Igreja sou eu – História de uma fotografia

COSTA RICA, Michelle Ramírez – Claudia Echenique •

Depois do almoço, na Conferência de Dirigentes de Schoenstatt na Costa Rica, Fabián González teve a brilhante iniciativa de contar com a cumplicidade de Angelo Del Vecchio e do seu drone. Disse a todos os participantes que iriam fazer uma dinâmica para “nos despertar um pouco e ver o quão ágeis eram”.  Foram-lhes dados cartões de várias cores, cortados em fitas e pediram para saírem para o jardim. —

A proposta era montar com as pessoas, as letras do lema “A Igreja sou eu”.

No parque, perguntavam-se “Como vamos fazer? Como fazemos as letras? Quem pertence a cada letra?” Foi aí que surgiram as lideranças, especialmente dos jovens. Uma jovem levantou-se e disse: “Já temos a nossa cor e a letra das mesas da dinâmica. Se somos tantas pessoas, dividimo-las pelo número de letras…”. Foi assim que tudo foi organizado e cada participante sabia em que letra da frase se encontrava.

Alguns ainda duvidavam

Caminharam até ao local mais aberto do jardim, enquanto riam e apreciavam a originalidade da dinâmica proposta. Mas, como no Evangelho, quando Jesus aparece aos discípulos na Ressurreição (Mt 28,17), “alguns ainda duvidavam” da sua realização.

Entre todo o grupo de líderes, surgiram aqueles que tinham mais iniciativa e dons para organizar as pessoas,  foram-nas colocando na posição de cada letra. O espaço foi-se preenchendo e atingiu o comprimento do parque para formar a frase inteira.

Quando tudo estava pronto, o drone começou a subir para tirar as fotos e vídeos daquele momento. Enquanto isso, em baixo, entre as pessoas, havia muita risada e alegria enquanto todos seguiam as instruções: “Para cima!, Para baixo!, Levantem as cartolinas! Também se perguntavam se a imagem ficaria mesmo bem com o drone.

Se faltar um, a palavra não se forma

Tudo correu perfeitamente e foi uma experiência muito enriquecedora para os participantes da Jornada. Cada pessoa não sabia bem o que estava a fazer. Diziam-lhe: “Põe-te aqui e põe-te mais para além”. No entanto, todos aceitavam e faziam-no porque confiavam na pessoa que estava ao leme do barco. “E quando se vê o resultado, uau, percebe-se que se conseguiu!” disseram no final.

Às vezes isso também acontece com os apostolados na Igreja. Muitas vezes nos perguntamos: o trabalho que estou a fazer valerá a pena, mesmo que a minha presença possa não ser notada? Então, uma pessoa torna-se consciente de que uma única pessoa é como uma gota de água. Cada gota, cada apostolado, cada pessoa, integrada no esforço da Igreja, todos se juntam para que se forme o mar.

Neste caso, se apenas uma pessoa tivesse faltado no jardim neste dia, as letras não teriam saído bem e esta bela frase não teria sido formada.

 

Original: espanhol (13/3/2020). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

Amo a Igreja – A Igreja sou Eu

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