Colocado em 2019-11-03 In Vida em Aliança

Eu estive lá hà 50 anos

ESPANHA, Paz Leiva •

Eu estive lá hà 50 anos. Estive na bênção do Santuário de Pozuelo, o primeiro Santuário em Espanha. Tinha a idade da minha neta mais velha quando conheci o Pe. Ricardo Bravo. —

 

Missa, 18.10.2019

No sábado passado, dia 19 de Outubro, foi-me pedido que desse um testemunho durante o festival, no dia seguinte à solene celebração da renovação da Aliança de Amor. E lá estava ela, a minha neta Dalia, na fila da frente, pronta para me ouvir, juntamente com as amigas. “Que vergonha, por amor de Deus, a minha avó dirigiu-se a mim em duas ocasiões!”

Eu era aluna da Escola Alemã quando o Padre Ricardo veio para dar palestras sobre a Quaresma. Um dia  propôs-me construir um santuário a Nossa Senhora, para que a partir daí pudesse distribuir as Suas graças por todo o território de Madrid. Tinha-o dito também a dois rapazes da minha turma, mas não me deu pormenores e pensei que essa brilhante ideia era sua: construir um santuário, rezar e pedir a Maria que se estabelecesse entre nós. Entregar-Lhe sacrifícios, desejos, planos… ir visitar o terreno.

A proposta do Pe. Ricardo mudou a minha vida para sempre

santuario Madrid

Pe. Ricardo Bravo

O terreno era mais distante de Madrid do que agora, a chegada era desconfortável e longa. Na minha primeira visita, com um dos meus companheiros, encontrámos lá a Ermida, com uma imagem desconhecida para nós, que ainda não sabíamos nada sobre Schoenstatt.

“O Padre Ricardo deve tê-la colocado” – pensámos nós.

Eu era uma adolescente entusiasta, pensava que a missão era importante e acreditava que me ofereciam a oportunidade de colaborar em algo grande, conquistar Madrid.

Se não fizesse a minha parte, a missão continuaria por cumprir. A proposta do Padre Ricardo mudou a minha vida para sempre.

 


Ele insistiu, como fazia já há 50 anos, no serviço à Igreja.

A Divina Providência tornou possível que o Padre Ricardo Bravo nos acompanhasse agora, 50 anos depois. Pode parecer mentira, mas é a mesma coisa, só que a cor do cabelo mudou. O seu amor pela missão permanece intacto e o seu entusiasmo contagioso também.

Nestes dias andei com ele para todo o lado. Falou-nos de colocar Cristo no centro, de dar à luz Cristo no mundo como Maria, do cultivo do espírito, dos meios ascéticos, da inscriptio, da sua experiência como fundador em Espanha e das suas conversas com o Pai-Fundador em Milwaukee e no Chile. Insistiu, como fez há 50 anos, no serviço à Igreja, no Schoenstatt em saída. Falou-nos da justiça social, falou-nos do uso dos bens materiais, de como cuidar dos vínculos com aqueles que nos ajudam, colaboram connosco, cuidam de nós ou nos servem.

Homilia do Pe. Ricardo Bravo, 18/10/2019 (espanhol)

 

Kentenich fundou hà mais de um século um Movimento Apostólico, não um clube de amigos

Há um Schoenstatt social inexplorado e pouco conhecido. Estamos em Madri há 50 anos e movimentamo-nos no ambiente dos nossos dois Santuários, Pozuelo (uma cidade a 14 km do centro) e Serrano (uma das ruas mais importantes e cotadas do centro). Na Igreja, somos pouco conhecidos. Não chegou o momento de mudar a estratégia? Há 50 anos que tentamos levar as pessoas aos nossos Santuários. De que estamos à espera para sermos nós a levar o Santuário às pessoas? Madrid tem 21 distritos (freguesias) e é uma terra de missão. Os Párocos procuram desesperadamente alguém que os ajude a anunciar Cristo, a dar à luz Cristo no mundo, como fez Maria. Não é preciso dar voltas à cabeça. Um sacerdote alemão chamado José Kentenich fundou um Movimento Apostólico há mais de um século, não um clube de amigos. O Padre Ricardo também falou sobre isso.

Agora, as minhas netas, os irmãos, os seus amigos e todos os adolescentes e jovens que viveram este Jubileu têm 50 anos pela frente para realizar o que ainda falta fazer. Eu acompanhá-los-ei enquanto Deus permitir e se eu chegar ao Schoenstatt eterno, prometo continuar a apoiar esta missão com o mesmo entusiasmo que tive quando o Santuário foi abençoado.

 

 

Fotos: Ignacio García de Sola, Juan Zaforas

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Original: espanhol (23/10/2019). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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