Colocado em 26. Abril 2019 In Vida em Aliança

Caminho de conquista de um terreno para Maria – com portas abertas e portas fechadas

ARGENTINA, Rocío Galo e Griselda Pereyra •

Desde abril de 2017 que assinámos e efetivámos um comodato para o uso e potencial compra das instalações pertencentes ao ex-seminário menor dos Padres Dehonianos, na cidade de Resistencia. Devido a não se ter conseguido um acordo para reduzir o preço de venda, com quotização em dólares, e perante a impossibilidade de renovação do comodato assinado com os Padres Dehonianos até 31 de março de 2019, a família de Resistencia começa uma nova etapa de procura e conquista do terreno tão desejado para o Santuário. —

Foram dois anos vividos de plenas conquistas espirituais, recordamos aquele 1° de maio de 2017, no qual se realizou uma peregrinação desde a Casa da Juventude Feminina até ao terreno que se estava a conquistar, em seguida, celebraram-se missas  todas as terças-feiras, missas de aliança, casamentos, batizados, retiros espirituais, jornadas regionais, encontros, visitas e conferências com os padres e irmã assessores/a nacional e provincial do movimento, adoração ao santíssimo coordenada pelo circulo vocacional do Padre Kentenich, assim como também as missões de bairro pela Juventude Masculina, e missões familiares, que permitiram concretizar a aliança em saída. Para além das conquistas concretas dos símbolos do santuário, tais como o quadro da Mater e a Cruz de Unidade.

Sem nos esquecermos de mencionar a reorganização da estrutura interna do movimento, formando novas equipas de tesoureiros e de comunicação, que permitiram levar uma vida schoenstattiana um pouco mais organizada, criando novos vínculos a nível nacional e internacional.

Agradecemos às diferentes dioceses, ermidas e comunidades, pelo incondicional e fervoroso acompanhamento com a oração, tornando visível a frase “Nada sem ti, nada sem nós”.

Cremos firmemente que Maria nos guiará para continuar o caminho de conquista de um terreno para Ela, isto foi um grande passo em frente, nessa direção seguiremos com a nossa  fé na Divina Providência: “Com Maria alegres na esperança, e seguros da Vitória, até aos novos tempos”.

 

Frente a um desafio

No domingo 24 de março, a família de Resistencia reuniu-se, para dar início às suas atividades do ano, para isso nos dias anteriores, fez-se um desafio à mesma. “A Mater no teu caminho” onde os distintos ramos, partilharam imagens, dos seus momentos vividos com Maria. Com esse espírito alegre, motivador e contagioso queremos partilhar alguns momentos chaves da jornada.

O padre Martín Gómez, assessor do movimento de Chaco, na sua conferência recordou, um lema das primeiras épocas de fundação na América do Sul: “Caminhavam na noite com a fé no amanhecer” citou esta frase para iluminar a situação que está vivendo a família de Resistencia. Também acrescentou um antigo lema da Carta aos hebreus cap.11 “Fé e Esperança. Pela fé, Abraão, foi chamado, obedeceu para ir para o lugar que ia receber como herança; e saiu sem saber para onde ia, ver com os olhos da fé, a nossa fé prática na Divina Providência, livremente lhe dou o poder em branco”. Chamou à reflexão: “Que Maria nos mostre o lugar para ela”. Há uns anos, coroámos a Mater como “Rainha, refugio da família” e pedimos pela conquista do nosso futuro santuário, e chegámos até este lugar. Nada foi em vão, devemos perguntar-nos: O que nos quer dizer Deus nestes tempos, que de momento não são fáceis de compreender e discernir? Mas devemos estar certos de que Maria levou tudo muito a sério e o tem guardado no seu coração. Toda esta entrega e compromisso da família de Resistencia. A Mater é sempre muito generosa, ela sempre nos guiará e  tem-se manifestado em tudo o que se viveu nestes dois anos, só o facto de ter um lugar próprio para o encontro em família, ter uma sede de Maria, já é um motivo para agradecer.

Pensar também que, talvez não seja este o lugar que ela elegeu, ou talvez sim? A Mater é a grande educadora, ela convida-nos a ser mais pacientes, a não perder a esperança no amanhecer, não nos deixemos vencer pelos obstáculos, vamos pedir-lhe que fortaleça os nossos joelhos vacilantes.

 

As portas fechadas

Agora resta-nos como família e instrumentos, pôr em prática a fé, a lei das portas abertas e outras que se fecham. Como dizia o Padre Kentenich, palpar cuidadosamente os planos de Deus e entregarmo-nos por inteiro a Ele, dizia que, nos tempos vividos em Dachau no meio da escuridão, manteve sempre a sua fé intacta. Devemos glorificar a Santíssima Virgem com a nossa vida de aliança por permitir que tudo seja obra sua.

O padre Martín Gómez recordou como exemplo o Padre Kentenich depois da sua saída de Dachau e  o seu plano de conquista de santuários pelo mundo. No ano de 1949 viaja para a Argentina e abençoa a sua primeira pedra fundamental no lugar oferecido às irmãs de Maria como futuro santuário. Era um lugar chamado “Los Patos” que se encontrava vazio num dia com pouca gente e de vento frio. Dois anos depois, em 1951, o pai regressa a Buenos Aires e a irmã Úrsula comenta com ele a medo que já não tinha o lugar onde se tinha abençoado a pedra fundamental porque quem doava o terreno já lá não estava. Nesse mesmo instante o pai responde-lhe: “Vocês receberam a bênção de Dachau, tudo o que receberam, tudo o que ofereceram, fez com que a aliança de amor crescesse muito mais”. É isto mesmo que a  família de Schoenstatt de Resistencia vive hoje, cresceu objetivamente nos últimos anos, tanto no compromisso espiritual como material, através de factos concretos. Por esse caminho deve continuar, unidos na oração, na aliança de amor em profundidade, magnanimidade e compromisso; não ficar de braços cruzados e ter presente o texto da segunda ata de fundação – para a família um triplo imperativo:

1) Cuidar com grande dedicação a consciência de missão e instrumento.

2) Conservar firmemente o carácter mariano da família de schoenstatt.

3) Colocar em primeiro plano as contribuições ao capital de graças. Com elas surge ou decai a família na sua fecundidade, o esforço sério, autêntico e diário pela santidade no apostolado mariano.

 

Abrimos portas inesperadas

Também disse que a família deve ser corresponsável no compromisso para construir o santuário do coração, de lares e do sitio para Maria. Devemos estar atentos aos sinais que Maria nos manda, superar velhos obstáculos, unirmo-nos como família e continuar com força perante os tempos de hoje. Devemos pôr em prática o “Schoenstatt em saída”. Com força missionária e apostólica através de ações concretas de nos levantamos e continuar com fé e esperança, para que a Mater se manifeste em Resistencia. Caminhando com alegria mais unidos, mais confiantes, mais heroicos, com a fé no amanhecer, alegres na esperança, seguros da vitória, até aos novos tempos.

No final desta enriquecedora conferência em família, houve um momento de reflexão e intercâmbio de ideias e sentimentos. A jornada culminou com a santa missa de envio de novos missionários, dando assim inicio às atividades da família de Schoenstatt Chaco.

 

Original: espanhol. 10.04.2019. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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