Colocado em 2018-07-17 In Vida em Aliança

Quando o Google nos ajuda a encontrar os caminhos de Deus

PARAGUAI, Adriana Cardozo •

Há momentos em que um ato fortuito, aparentemente trivial, como pesquisar no google “Ajuda a casais no Movimento de Schoenstatt” nos conduz aos caminhos que Deus tem dispostos para nós. Foi dessa maneira que conheci a Mater e começou, mesmo com tropeços e interrupções, a transformação da minha vida e da minha família.—

Chegámos ao nível Aliança do Ramo Familiar, mas olhando para trás, constato que isto foi possível através de muitas pessoas que conheci no Movimento. Hoje entendo com clareza que foram instrumentos da Mater que trabalharam nas nossas vidas.

Com algumas dessas pessoas ainda estou em contacto e com outras já não. Por isso, este relato antes de mais, é uma série de agradecimentos: à nossa Mãe, que desde sempre esteve connosco e à pessoa que respondeu à minha mensagem, num sábado à tarde em 2014, quando pesquisando no google encontrei “Ajuda a casais no Movimento de Schoenstatt”. Desde esse dia Schoenstatt mudou a minha vida. Não o notei nesse momento, mas definitivamente tudo se encaminhou da forma que Deus quis para que hoje possamos fazer parte do Movimento e ainda também do Sim que demos no dia do nosso compromisso, no sábado dia 4 de novembro, no Santuário Nacional de Tupãrenda.

Esse compromisso foi o fruto de reuniões, encontros, conversas e aprendizagem. Sendo realistas, é um tempo curto mas profundo dentro do Movimento e ainda nos falta percorrer muito, mas não é o tempo que mede a importância, mas o que fazemos nesse tempo e espaço, como o vivemos e entendemos. Definitivamente, mede-se pela entrega.

Saída e volta ao Movimento

Depois dessa mensagem de 2014, Karen, que foi quem me respondeu, contactou-me com os responsáveis da diocese da cidade de San Lorenzo. Ingressámos pela primeira vez no Ramo Familiar, fomos a algumas reuniões, mas pouco tempo depois saímos do grupo e do Movimento. Creio que ainda não estava preparada, não queria entregar tudo. Constatei que Deus não quer corações tibios.

A Mater deixou-me ir. Pelo menos foi o que pensei, mas nesse intervalo enviou-me a pessoas que me falavam sempre do seu amor, entre elas o meu esposo, cuja fé moveu montanhas. Essas pessoas fizeram-me entender que o meu lugar no mundo era com ela. Levei ano e meio a percebê-lo e a caminhar novamente dentro do Movimento. A Mater não me tinha largado durante todo esse tempo, mas ela, como toda a mãe misericordiosa, continuou a rogar por mim e pelos meus, para que em 2016 voltasse aos seus braços protetores, com a intenção de ser uma mulher nova.

Em 2016, enquanto estava no meu trabalho, recebi uma mensagem do meu esposo. Era um convite para fazer parte do Ramo Familiar. Apesar de sentir grande emoção no meu interior, só disse: “Vamos”.

Maria tinha deixado uma mecha acesa em mim e o pouco que a tinha conhecido em 2014 tinha sido guardado no meu coração. Essa pequena mecha hoje converteu-se num grande incêndio dentro de mim. Ela soube dar-me esse alimento espiritual que aviva todo o amor. Hoje reconheço-a como minha educadora e formadora, leva-me pela mão e ensina-me a entregar tudo para a glória do seu Filho Jesus Cristo.

Mas ainda me surpreendo de forma incrível e inexplicável pela forma como Deus atua. Não tenho dúvidas que os seus propósitos e a sua vontade não têm qualquer erro.

Fonte: Revista “Tuparenda”, Paraguai. Adaptação: Eduardo Shelley, Monterrey, México

Original: espanhol.14.07.2018. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

 

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