Colocado em 2017-11-04 In Vida em Aliança

Servir é amar

PARAGUAI, Sandra Lezcano •

Uma vez mais se pôde sentir o amor magnânimo que os voluntários da Mater puseram no seu trabalho. Este 18 de outubro não houve títulos que pesaram mais que outros, podíamos encontrar empresários dirigindo o estacionamento, executivos servindo água aos peregrinos, doutores fazendo de enfermeiros, enfim, pessoas a quem normalmente lhes falta tempo para cumprir com as suas múltiplas atividades mas que por amor à Mater deixam tudo e ficam voluntariamente ao seu serviço.

As Irmãs de Maria vestidas de branco, ajudavam em tudo, discretas, mas sempre atentas às pequenas e grandes necessidades da família.

Os Padres de Schoenstatt também ajudavam. Muitos deles oferecendo horas e horas confessando os peregrinos sob as árvores, apesar do intenso calor.

Havia uma imensa quantidade de jovens ajudando em distintas tarefas, viam-se voluntários por todos os lados, e era fácil reconhecê-los pelo seu colete amarelo, que levavam com orgulho, não havia em Tupãrenda um só voluntário com o rosto triste, todos davam o seu melhor sorriso, um sorriso que os fazia brilhar, porque transmitiam uma felicidade que nasce do coração e que só se alcança quando se dá o melhor de si por alguém a quem se ama.

Chegar a Tupãrenda num 18 de outubro, dá a sensação de chegar à festa de aniversário de uma mãe com família numerosa, onde cada filho se preocupa em atender bem os convidados, encarregam-se de arrumar a casa e cuidar de cada um dos detalhes, vive-se uma verdadeira festa, é um mimo feito à mãe que tanto faz pelos seus filhos.

 

Mãe, aqui estamos!

“Viemos porque precisamos dela, porque sem Ela o caminho torna-se duro. Hoje viemos dizer à Mater: Aqui estou! Sou teu filho! Sou tua filha! Assim iniciava a sua homilia o Padre Pablo Mullin, Professor de Noviços em Tupãrenda, o qual presidiu à missa pela Saúde.

Noutro momento da sua homilia: “Hoje viemos mostrar gratidão, viemos renovar com confiança de filhos, a esperança de que Ela não nos abandonará. “Um servo de Maria nunca perecerá”. É o que está escrito na moldura que enquadra a imagem da Mater, é o que está escrito na medalha daqueles que selaram a sua aliança de amor com a Mater.”

Amar não é fácil

“Amar como Deus ama é o convite de Maria neste dia. Amar como Jesus nos amou; é o que o mundo necessita hoje.

Hoje Deus pede-te que ames na tua dor, na tua doença, nos teus problemas. Depois de uma pequena pausa o Pe. Mullin continuou dizendo: A todos aqueles que cuidam dos doentes, e dos idosos. Obrigado! Obrigado porque já estão a amar como Deus.”

Concluindo a sua homilia dirigiu-se aos peregrinos : “Se vocês querem mudar as vossas vidas, as das vossas famílias, as dos vossos vizinhos, saibam que o amor tudo pode! Mas para chegar a isto há que rezar, é preciso muita oração. Cada ato de amor transforma a minha vida e a vida dos que estão à minha volta.”

Belas palavras que chegaram ao coração de tantas pessoas que vieram nessa tarde até Tupãrenda, muitas delas para demonstrar a sua gratidão, outras procurando alivio ou uma palavra de ânimo.

À  medida que a Santa Missa concluía, os raios de sol começaram a diminuir e davam lugar a uma  fresca brisa que fazia sentir o amor tão grande que a Mãe Três Vezes Admirável tem para com os seu filhos.

 

Original: espanhol, 23.10.2017. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

 

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